Sexta-feira, 20 de julho de 2012 - 11h08
As lâmpadas incandescentes estão com os dias contados. Até 2016, todas estarão proibidas nas prateleiras e as mais comuns, de 100 Watts (W), já não podem mais ser fabricadas. A vez agora é da "luz verde", que inclui as fluorescentes compactas, as halógenas e as lâmpadas LED. No geral, elas chegam a economizar até 80% de energia. Um exemplo está na estátua do Cristo Redentor, no Rio. A conta caiu 80% com a substituição de sua iluminação. Lâmpadas de sódio colocadas na avenida Paulista, em São Paulo, significaram economia de R$ 100 mil por ano.
A troca de lâmpadas tem motivos energéticos e econômicos. A iluminação artificial representa 19% do consumo de energia no mundo. Nos custos de energia de uma empresa, a iluminação significa 2%. "Se toda a iluminação do mundo fosse trocada por lâmpadas LED, a economia seria de 130 bilhões de euros", estima Marina Steagall, diretora de marketing da Philips. LED é a abreviatura em inglês para diodo emissor de luz.
O projeto de iluminação da avenida Paulista foi desenvolvido pela Philips. "Trocamos as lâmpadas tradicionais pelas de sódio que são entre duas a quatro vezes mais eficientes que as incandescentes", explica Marina. Segundo ela, a demanda por LED está em uma curva crescente.
Levantamento feito pela área ambiental das Nações Unidas demonstra que não é necessário um grande empenho político para obter reduções significativas no consumo de energia. "A iluminação eficiente das cidades seria capaz de gerar uma economia de US$ 110 bilhões por ano aos bolsos públicos e reduzir em 5% o consumo energético mundial. Basta trocar as lâmpadas", diz o relatório.
No Brasil, a economia com energia chegaria a US$ 3 bilhões, segundo estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em parceria com a Agência Internacional de Energia (AIE). Na Índia, a diminuição no consumo de energia ultrapassaria os 35%, com uma economia de US$ 2 bilhões. Para Achim Steiner, diretor-executivo do Pnuma, uma das formas de contribuir para a redução global de emissões de carbono é substituir as tecnologias ineficientes.
"Muitas empresas, no momento de construir uma nova instalação, já buscam soluções mais eficientes, nem que isso tenha um custo de implantação de até 10% mais elevado, pois haverá uma redução do custo operacional lá na frente", acrescenta Bruno Abreu, consultor de engenharia para o Setor Industrial da Siemens no Brasil, que esteve à frente da iluminação do Cristo.
Fonte: Valor Econômico / Rosangela Capozoli
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