Porto Velho (RO) terça-feira, 18 de setembro de 2018
×
Gente de Opinião

Energia e Meio Ambiente - Internacional - Gente de Opinião

Energia e Meio Ambiente - Internacional

Geração eólica deve crescer 20 vezes em dez anos




Em 2012 a capacidade foi ampliada em 456 MW
 

A produção de eletricidade a partir dos ventos no Brasil deve crescer 20 vezes entre 2008 e 2017, passando de 414 MW para 8.544 MW, segundo os leilões realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Apenas em 2012, a capacidade foi ampliada em 456 MW e a perspectiva para este ano são mais 2 mil MW (energia suficiente para iluminar 4,4 mil lares). 
 

Esse crescimento da oferta acelerou a partir de 2009, quando foi feito o primeiro leilão exclusivo para a fonte eólica, com condições financeiras específicas para a tecnologia. Desde 2004, porém, o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) levou à contratação de 54 parques eólicos, capazes de produzir 1.423 MW. Mas, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), duas condições conjunturais dificultaram a expansão: ausência de competição na fabricação de aerogeradores nacionais e o câmbio desvalorizado (3,6 R$/US$). Isso atrasou a entrada em operação desses parques, que deveriam ter sido entregues em 2006. Desse programa inicial, 53 usinas entraram em operação até o final do ano passado. 
 

Atualmente, segundo a EPE, o Brasil passou a atrair investimentos por causa da desaceleração das economias norte-americana e europeia, que fez com que as indústrias de aerogeradores desses países ficassem subcontratadas. Até 2007, o país tinha apenas uma indústria de aerogeradores e agora passou a contar com oito fábricas de equipamentos. 

 

De acordo com a EPE, os investidores tem sido atraídos também porque as linhas de crédito dos bancos de desenvolvimento econômico, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Nordeste (BNB), foram adequadas ao financiamento de parques eólicos e para a instalação da indústria de máquinas. 

 

Uso dos ventos complementa hidrelétricas
 

Além do baixo impacto ambiental, a entrada da fonte eólica na matriz de produção de eletricidade no Brasil complementa o uso da hidroeletricidade devido à sazonalidade do regime de ventos. Tanto na região Sul quanto no Nordeste, que concentram a maior parcela do potencial eólico, os ventos se acentuam no segundo semestre do ano, época em que os rios apresentam as menores vazões e os reservatórios atingem os menores níveis de acumulação. Isso aumenta a segurança no suprimento de energia e permite que a geração eólica assuma o papel hoje reservado às usinas termelétricas. 
 

O potencial eólico no Brasil é estimado em 272 TWh por ano, com ventos de características adequadas ao aproveitamento energético. Os parques eólicos têm aproveitado locais onde os ventos apresentam direção relativamente constante e há vento com velocidade dentro de uma faixa próxima a uma média relativamente elevada. 

Fonte: Em Questão

 

Mais Sobre Energia e Meio Ambiente - Internacional

Coopprojirau e Observatório ambiental visitam UHE Jirau

Coopprojirau e Observatório ambiental visitam UHE Jirau

A Energia Sustentável do Brasil (ESBR), concessionária da Usina Hidrelétrica (UHE) Jirau, mantém uma agenda de visitas institucionais que inclui os pr

Estudantes de engenharia visitam UHE Jirau

Estudantes de engenharia visitam UHE Jirau

Universitários conheceram algumas estruturas do empreendimento

Obras do Linhão de Machadinho e Buritis serão licitadas em Outubro

Obras do Linhão de Machadinho e Buritis serão licitadas em Outubro

Com o objetivo de conectar as cidades abastecidas de energia elétrica por usinas térmicas ao Sistema Interligado Nacional, a Eletrobras Distribuição R

Linhão vai interligar o Amazonas com as usinas de Rondônia e Pará

Linhão vai interligar o Amazonas com as usinas de Rondônia e Pará

As interligações previstas são as seguintes: a da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, com Parintins; a das usinas de Jirau e Santo Antônio, em Ron