Sexta-feira, 15 de junho de 2012 - 18h15
Criar a possibilidade de uso mais efetivo de energias renováveis na área de transporte é algo fundamental no contexto da sustentabilidade. O assunto está sendo discutido, nesta sexta-feira (15), em um dos eventos da Rio+20, no Parque dos Atletas – o encontro Megacidades 2012 – Transporte, Energia e Desenvolvimento Urbano, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha e outros parceiros. “Mobilidade precisa de energia – Energia cria mobilidade” é o nome de um dos paineis de debate.
O diretor de energia da companhia Light, Evandro Vasconcelos, destacou que a mobilidade urbana é um tema fundamental a ser tratado em uma conferência mundial que aborda questões ambientais. E, nesse contexto, a discussão sobre energia precisa ser priorizada. “O transporte consome de 23% a 25% de toda energia produzida no planeta. Para se transportar o ser humano, gasta-se mais energia do que para produzir qualquer outra coisa. E 90% da energia utilizada no transporte vem do petróleo”, afirmou. Por isso, segundo ele, a discussão sobre sustentabilidade passa necessariamente por mobilidade, e é preciso abordar que tipo de energia está produzindo esse fenômeno. “Transporte e energia são temas completamente essenciais nessa conferência”, acredita.
Vasconcelos defendeu algumas situações que, na opinião dele, são entraves para a chegada do veículo elétrico a alguns países. “Brasil, Canadá e Noruega têm energia limpa, enquanto outros que produzem tecnologia do transporte têm a matriz elétrica muito suja. Não interessa a eles, economicamente, o carro elétrico. Enquanto esses países não produzirem energia elétrica renovável e limpa, não vamos ter incentivo para o desenvolvimento de tecnologia para o transporte baseada em energia elétrica”, avalia Vasconcelos.
Ele afirmou que a despesa com um carro elétrico pode custar cerca de um quinto do que se gasta com um carro a combustível, como gasolina ou óleo diesel. O problema, segundo ele, é que o carro elétrico ainda é extremamente caro. “O investimento inicial é muito grande, mas a despesa depois é menor. Tem que haver então o desenvolvimento de um carro mais barato”, analisa. Segundo o diretor da Light, é necessário evoluir tecnologicamente no desenvolvimento de baterias, porque as que existem atualmente ainda apresentam pouca autonomia.
O subsecretário de Energia, Logística e Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro, Marcelo Vertis, disse que um resultado poderá ser positivo, em relação ao setor de transportes, se a conferência possibilitar a troca de informações sobre tecnologias eficientes. “A expectativa é a redução do teor de carbono das emissões. E o setor de transporte tem uma participação de peso nisso. As alternativas aos combustíveis fósseis precisam ser intensificadas nos próximos anos, e a conferência pode contribuir com a troca de informações”, finaliza.
Site especial
Acesse a página que a CNT e o Sest Senat desenvolveram para divulgar as principais notícias de transporte durante a Rio+20. No endereço, estão disponíveis peças publicitárias e publicações exclusivas relacionadas ao setor de transporte e ao meio ambiente, além de vídeos do Despoluir – Programa Ambiental do Transporte da CNT.
Fonte: Cynthia Castro
Agência CNT de Notícias
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