Porto Velho (RO) quinta-feira, 20 de setembro de 2018
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Energia solar no País do Sol


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Viviane V.A. Paes

Neste mês, Trinta e uma empresas participaram do primeiro leilão de energia solar no Brasil que tem potencial enorme nessa área, apesar de atualmente apenas 34 usinas aproveitarem o calor do sol. Em nenhum outro lugar do mundo o sol aparece de forma tão generosa quanto aqui. Não somos somente o País do futebol, somos da energia solar, ou melhor, deveríamos ser!

A maior Região de incidência é uma parte do Nordeste, mas nas demais regiões o sol também é intenso, falta apenas transformar esse potencial em energia elétrica. Outros países que não tem nosso potencial já deram a largada faz tempo. A Alemanha tem a metade do sol do Brasil e ainda assim a energia solar abastece o equivalente a oito milhões de residências. No País, segundo a Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica, existem apenas 34 usinas solares com capacidade para abastecer 1,5 mil residências.

E nos prédios públicos então, onde o desperdício de energia elétrica é vergonhoso o primeiro prédio a receber um telhado solar foi a Biblioteca estadual do Rio de Janeiro, que assim como os estádios do Mineirão, em Belo Horizonte, e Pituaçu, em Salvador, ainda não foi registrada na Aneel.

O motivo para a ausência de residências com placas solares, mesmos as particulares ou de conjuntos habitacionais populares é o ainda alto custo do material. Lá fora é muito mais em conta ter uma casa movida a energia solar, por aqui é artigo de luxo. A Caixa Econômica Federal com recursos do PAR – Programa de Arrendamento Residencial construiu um residencial com 115 casas no município de Birigui (SP) com coletores solares de banho pelo custo de 3,2 milhões de reais. Mas este sistema sustentável só garante o aquecimento da água para o banheiro, substituindo o uso do chuveiro, não é o que fornece energia elétrica para toda casa.

O Prodeem – Programa de Desenvolvimento Energético de Estados e Municípios criado pelo governo federal há quase 20 anos é responsável pela instalação do sistema de placas solares fotovoltaicas nos locais, aonde a energia elétrica não chega. Seus benefícios são inúmeros e fundamentais para a integração econômica e social, uma vez que, leva energia às escolas, possibilitando iluminação de boa qualidade, criando cursos noturnos e fazendo uso de televisores, antena parabólica; faz o bombeamento de água, gerando saúde e melhor qualidade de vida; cria hortas comunitárias e diminui a carência alimentar; conservam, em refrigeradores, remédios e vacinas dos postos de saúde... Um trabalho social junto às comunidades, no caso do Norte, da população ribeirinha que tive a oportunidade de acompanhar e produzir reportagens incríveis.

Vamos dizer que hoje, o Prodeem é o primo pobre do Luz para Todos, apesar de somente 55% domicílios rurais e 27% das propriedades rurais terem acesso à energia elétrica, o que corresponde a mais de 20 milhões de habitantes e quatro milhões de propriedades agrícolas são desassistidas de rede elétrica convencional. Por isso, o leilão deste mês tem uma importância enorme para os brasileiros.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim afirmou que o governo avalia duas soluções para a entrada da energia solar na matriz energética. A primeira seria a redução dos preços da fonte no mercado e a segunda a possibilidade de realizar de realizar um leilão específico para a solar, nos mesmos moldes que foi o da eólica, anos atrás. Segundo ele, essa decisão ainda não foi tomada, pois estão sendo feitos estudos para que se possa chegar a esta decisão, ainda para o ano que vem.

O problema é que como sempre acontece no País do futebol, do mensalão, da Copa 2014, é que a demora em resolver esta situação só está gerando o aumento dos valores dos painéis de energia solar. E qual tem sido a alternativa para quem tem um pouco mais de dinheiro: comprar placas produzidas pelos chineses, que não perdem tempo mesmo, apesar de não certificarem o produto que tem um prazo de validade de 15 anos!

O valor de uma residência de dois quartos, sala, cozinha, banheiro, varanda e área de serviço com painéis solares fotovoltaico custam em média 360 mil reais, quando o valor de uma casa com energia elétrica é a metade do preço em qualquer cidade brasileira. Vamos aguardar que a energia solar integre a matriz energética e complemente a geração da energia produzida pelas hidrelétricas e que ela chegue a todas as residências, porque o sol, dizem, nasce para todos!

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