Porto Velho (RO) domingo, 23 de setembro de 2018
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Auditores do trabalho interditam BR para transporte de trabalhadores da Usina de Jirau após denúncia SINTTRAR


 

Em mediação realizada na manhã desta quarta-feira (12) na Superintendência Regional do Trabalho Emprego (SRTE), com a auditores fiscais do trabalho, sindicatos, a Camargo Correa e as demais empresas responsável pela obra da Usina de Jirau; as empresas foram oficialmente notificadas do Termo de Interdição CIF: 023191 que determina, "em razão da constatação de grave e iminente risco", a interdição dos "Serviços de transporte de trabalhadores que utilizem o trecho da Rodovia BR 364 entre os Km 798 e 800, no Distrito de Jacy-Paraná, Porto Velho - RO, devido aos riscos e motivos expostos no Relatório Técnico". Com isso, até segunda ordem, não poderá haver transporte de trabalhadores entre o canteiro de obras e Porto Velho.
 

O problema veio à tona após um protesto realizado na última segunda-feira (10) pelos motoristas dos ônibus que transportam os trabalhadores, que denunciaram ao Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (SINTTRAR) os riscos da travessia na BR submersa, principalmente a noite. Com o protesto, os ônibus retornaram a Porto Velho e houve uma primeira mediação na SRTE, quando ficou definido que uma equipe de auditores fariam uma vistoria no local, acompanhada dos sindicatos. Nesta terça-feira (11) a partir das 5h45 a equipe de auditores esteve no trecho entre os Km 798 e 800 e constaram que "a via encontra-se com diversos pontos de erosão, gerados pelo encharcamento da base e da plataforma estrutural desta".
 

O relatório registra ainda que "apesar da tentativa de contenção destas erosões, pelo lançamento de matacos (pedras) nas laterais da via, constatamos neste trecho da BR, novos pontos de erosão surgem a cada instante, certamente decorrentes da percolação da água sobre a base da rodovia, colaborando para a fragilização do solo, o que é agravado pelo peso dos veículos que trafegam no trecho. Esta fragilização também sofre influência da velocidade da água que corre sobre a via, tornando ainda mais instáveis e incertos os pontos onde ocorrem as erosões. Constatou-se também que o DNIT, pela manhã realiza a verificação visual das condições do trecho alagado, sem adotar nenhum outro critério técnico mais apurado que permita garantir que as condições da via estão totalmente seguras para o tráfego".
 

Para as entidades sindicais presentes, o SINTTRAR, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil (STICCERO) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a medida dos auditores fiscais é importante para garantir a segurança dos trabalhadores e também os direitos, como o não desconto de faltas de quem ficar impedido de trabalhar por causa da interdição. As empresas ficaram de apresentar um plano com as medidas a serem adotadas para mitigação dos riscos; sendo que na sexta-feira (14) pela manhã os auditores fiscais do trabalho irão realizar uma nova inspeção, caso seja constatada que foram adotadas medidas adequadas para redução dos riscos, a interdição poderá ser suspensa.


Fonte: CUT/RO

 

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