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Audiência da Eletrobrás frustra consumidor



A Audiência Pública realizada ontem à tarde pela Câmara Municipal de Porto Velho com a Eletrobrás distribuição Rondônia para discutir as discrepâncias dos valores nas contas de energia dos consumidores após trocas de relógio “não foi satisfatória para a população” segundo avaliação do vereador Sid Orleans(PT), autor da proposição.

O diretor comercial Luis Armando Crestana foi o único orador da Eletrobrás embora se fizesse acompanhar de grande equipe técnica entre eles Inácio Azevedo que, até recentemente, representou a diretoria nacional da empresa. E não apresentou nenhuma saída para quem reclama do súbito aumento na conta de energia.

Os vereadores Cláudio Carvalho e Sid Orleans, ambos do Partido dosTrabalhadores além de Cláudio da Padaria e o presidente interino da sessão, veredadorRamiroNegreiros, do PMDB, colocaram as angústias dos consumidores, principalmente os de menor poder aquisitivo, com bastante ênfase. Mas o diretor limitou-se a pedir desculpas por algumas falhas e indicar a leitura do relógio “que fica na casa do consumidor”. Se este observar falha, ” reclame que nós mandaremos um técnico para examinar”.
Quanto ao fato de uma casa humilde, de pequeno consumo, ver sua conta pular de R$ 80,00 para R$ 300 ou mais de mil reais, como se constatou em vários casos,após a troca de relógios, o diretor foi enfático: “os relógios mecânicos e eletrônicos são iguais, medidos pelo Inmetro” e ponto final.

Melhor alternativa apresentou a representante da Ordem dos Advogados do Brasil, Alessandra Elaine Matuda que indicou o caminho da justiça para os insastisfeitos reclamarem seus direitos. E ofereceu aos que não podem pagar advogados, o escritório corporativo da OAB, sugeriu a Defensoria Pública e o Procon.

Fora daí, o que resta é pagar a conta para continuar tendo energia elétrica. Embora reste suspeitas de o problema venha se dando porque os leituristas de um nova empresa do Rio Grande do Norte, que substituiu os correios, não tenha conseguido preparar o pessoal contratado para fazer a leitura correta dos relógios. Coisa que os correios já sabiam fazer. E que esta empresa paga somente o salário mínimo para este profissionais. E por isso mesmo não consegue segurar quadro de pessoal.

Isso não foi discutido na Audiência Pública. Mas talvez esteja aí as razões das discrepâncias das contas de luz. E não na suspeito de que o consumidor tenha feito ‘gato’. O fato é que, por não saber se defender, o consumidor está pagando a conta. Mesmo deixando de comer.

 

Fonte: Osmar Silva

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