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Aneel adia os planos de expansão de Jirau


 

SÃO PAULO - O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, contrariou as perspectivas do presidente da Energia Sustentável do Brasil (ESBR), Victor Paranhos, e afirmou que a ampliação da usina hidroelétrica de Jirau, que pleiteia passar de 44 para 50 turbinas, deverá ficar apenas para o início de 2011.

Segundo Hubner, a agência ainda trabalha na questão da definição da cota das usinas Santo Antônio e Jirau e isso precisa ser avaliado pelo Ministério de Minas e Energia para o cálculo da garantia física dessas unidades adicionais, que na prática poderiam gerar energia apenas nos períodos de cheia do rio Madeira.

Somente depois dessa análise a Aneel deverá aprovar o pedido de Jirau. "Estamos terminando este caso e com isso poderemos liberar essa ampliação", afirmou Hubner, que deixou uma certeza de aprovação. Porém, "não será possível concluir essa operação ainda em 2010 porque o ano já acabou. Essa questão ficará para o início do ano que vem", indicou.

Hubner esteve ontem em São Paulo para o último leilão de energia do ano, que incluiu a usina de Teles Pires (1,820 mil MW) na disputa. Aliás, este empreendimento, que esteve sob ameaça de não participar do certame, resultou no menor valor pago por uma hidroelétrica na história recente do sistema elétrico nacional. O consórcio liderado pela Neoernergia (50,1%), que tem como sócias as subsidiárias da Eletrobras -Furnas (24,5%) e Eletrosul (24,5%)- e a Odebrecht (0,9%), arrematou o projeto com um lance de R$ 58,36 MWh, deságio de 33% ante o preço-teto estabelecido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) que era de R$ 87 por megawatt-hora.

A usina de Santo Antônio do Jarí (300 MW), localizada no Amapá, também vendeu energia. Ao total foram comercializados 968 lotes de energia, o que equivale a 968 MW médios. O valor total dos contratos, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), alcançou R$ 17,3 bilhões. O investimento previsto para as duas usinas é de R$ 4,8 bilhões, dos quais Teles Pires será responsável por R$ 3,3 bilhões.

O diretor da agência defendeu-se das acusações de que estaria prejudicando os consumidores quanto ao pagamento de R$ 7 bilhões a mais na conta de energia. Segundo Hubner, a decisão de não mexer no passado vem da perspectiva de que se as distribuidoras acionassem a Justiça, ganhariam o direito de manter os valores pagos. A tendência é de que, com o vencimento das concessões, os novos contratos corrijam a distorção.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) contrariou as previsões da Energia Sustentável do Brasil, responsável pela construção e operação da usina de Jirau, e adiou a ampliação da unidade, de 44 para 50 turbinas, para o início de 2011. Victor Paranhos, presidente da ESBR, previa que a ampliação sairia ainda este ano.

Nelson Hubner, presidente da Aneel, afirmou sexta-feira que a agência ainda trabalha na questão da definição da cota das usinas Santo Antônio e Jirau e que o assunto ainda será avaliado pelo Ministério de Minas e Energia, para o cálculo da garantia física dessas unidades adicionais. Na prática, essas turbinas poderiam gerar energia nos períodos de cheia do rio Madeira.

Apenas quando terminar essa análise a Aneel deverá aprovar o pedido de Jirau. "Estamos terminando este caso, e com isso poderemos liberar essa ampliação", afirmou Hubner. "Essa questão ficará para o início do ano que vem", previu.

Hubner esteve ontem em São Paulo para o último leilão de energia do ano, que incluiu a usina de Teles Pires (1,820 mil MW) e resultou no menor valor pago por uma hidroelétrica na história recente do sistema elétrico nacional. O consórcio liderado pela Neoenergia (50,1%), que tem como sócias as subsidiárias da Eletrobras -Furnas (24,5%) e Eletrosul (24,5%)- e a Odebrecht (0,9%), arrematou o projeto com um lance de R$ 58,36 por MWh, deságio de 33% ante o preço-teto de R$ 87 por MWh estabelecido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), cujo presidente, Maurício Tolmasquim, revelou que o Brasil contratou 17 mil MW este ano, apenas de fontes renováveis. "Trata-se, talvez, da maior contratação do mundo de fonte limpa", estimou o executivo.

A usina de Santo Antônio do Jari (300 MW) também vendeu energia. Ao total foram comercializados 968 MW médios. O valor total dos contratos foi de R$ 17,3 bilhões. O investimento para as duas usinas é de R$ 4,8 bilhões.

Nelson Hubner defendeu-se ainda das acusações de que estaria prejudicando os consumidores quanto ao pagamento de R$ 7 bilhões a mais na conta de energia. De acordo com ele, a decisão vem da perspectiva de que se as distribuidoras acionassem a Justiça, ganhariam o direito de manter os valores pagos. A tendência é de que, com o vencimento das concessões, novos contratos corrijam a distorção criada em 1995 com as primeiras concessões.

Fonte: DCI/MAURÍCIO GODOI

 

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