Quinta-feira, 23 de junho de 2022 - 14h40

O mercado vem sentindo constantemente
a alta da inflação, cujos reflexos atingem diretamente empresas de todos os
segmentos e consumidores. Segundo a pesquisa Indicador Nacional de Atividade da Micro e Pequena Indústria, realizada
pelo Datafolha a pedido do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de
São Paulo, 56% das micro e pequenas indústrias do país acreditam que
haverá alta da inflação nos próximos meses, e somente 10% preveem queda da
inflação. No recorte estadual, o pessimismo é maior no Nordeste (68%), seguido
por Sudeste (57%), Sul (50%) e regiões Centro Oeste e Norte (49%).

Capital
de giro insuficiente
Nos cálculos do dia a dia,
faltou dinheiro para cumprir despesas básicas. A exemplo disso, 48% das
empresas teve capital de giro insuficiente no período analisado; no Nordeste
esse percentual chega a 60%, no Sudeste 50%, no Centro-Oeste/Norte 46% e 39% no
Sul.

MPI’s
sofreram mais com aumento de custos
O Índice de
Custos, que varia de 0 a 200 pontos, ficou em 77 pontos, com
cenário mais negativo entre pequenas (42 pontos). Das indústrias
entrevistadas, 62% tiveram altas significativas nos custos de produção,
principalmente em matéria-prima e insumos. É na região Sudeste que os custos
foram maiores com matéria-prima e insumos (49%), seguida da região Nordeste
(45%).

Avaliação
econômica é mais positiva nos Estados
Outro índice apontado pela
pesquisa é de Satisfação Macroeconômica, que ficou em 103 pontos. O
índice, que varia de 0 a 200 pontos, mostra uma avaliação em patamar negativo
da economia brasileira (86 pontos), e uma avaliação mais positiva do
Estado em que a empresa está instalada (101 pontos) e de seu setor de
atuação (122 pontos).
Por região, é no Sul (128
pontos) e no Centro-Oeste/Norte (115 pontos) que a avaliação mais positiva do
Estado se destaca, bem como também no setor de atuação (136 pontos em ambas as
regiões). Coincidentemente é também nas duas regiões que a avaliação
Macroeconômica do Brasil tem maior pontuação (97 pontos).

Ainda de acordo com a
pesquisa, um em cada três (33%) dirigentes avalia que a situação econômica em
seu Estado irá melhorar nos próximos meses, e para 52% haverá estabilidade.
As regiões mais otimistas são Centro-Oeste e Norte com 49% dos empresários
afirmando que a situação irá melhorar.

O cenário econômico do país
continua sendo um desafio para as micro e pequenas indústrias (MPI’s). Para 46%
dos entrevistados, a crise econômica ainda é forte, afeta muito os negócios e
ainda não dá para prever quando a economia irá crescer. Destes, 50% estão na
região Sudeste, 41% no Sul, 45% no Nordeste e 38% no Centro-Oeste/ Norte. O
otimismo com a economia do país é maior no Centro-Oeste e Norte (12%) e no Sul
(10%).

Geração
de novos postos de trabalho
O número de empresas que
contrataram (18%) no mês anterior ao levantamento foi mais alto do que o
de empresas que demitiram (13%), o que resultou em um Índice de Contratação
e Demissão positivo, de 105 pontos. Resultados de 0 a 99 pontos para
esse índice apontam para perda líquida de vagas, e acima de 100 pontos, para
saldo positivo de vagas. O grau máximo da escala, 200 pontos, mostra um cenário
em que todas as empresas contratariam, e nenhuma demitiria.
Em média, as indústrias que
contrataram abriram 3,6 vagas, sendo 3,5 das regiões Centro-Oeste e Norte, e
nas que demitiram houve corte de 2,9 vagas, em média. A região Nordeste
teve média de demissões de 5,2 vagas.

Para o presidente do Simpi,
Joseph Couri, é necessário que haja mais apoio e políticas que facilitem o
acesso à crédito. “Com a alta da inflação os investimentos ficam paralisados e
a elevação de preços reduz a margem de lucro. Vemos empresários com capital de
giro insuficiente e aumento de custos em produção e matéria-prima. O impacto
disso é direto na economia e também na geração de empregos. É fundamental
continuar apoiando as MPI`s com políticas de créditos mais acessíveis aos
empresários’’, avalia Couri.
A pesquisa
O Indicador Nacional de
Atividade da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, encomendado pelo Simpi e
efetuada pelo Datafolha, é a 1ª pesquisa das micro e pequenas industrias a
nível nacional do país e é reconhecido como sinalizador de tendência.
A coleta de dados ocorreu
entre os dias 09 e 30 de maio de 2022.
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