Segunda-feira, 4 de maio de 2020 - 16h10

Desde que chegou de Colorado do Oeste, em julho do ano passado, a microempreendedora individual (MEI) Cláudia Vieira, profissional de confecções, se estabeleceu em Vilhena onde conseguiu novos clientes e ainda manteve os antigos que confiam na qualidade do seu trabalho. Como não tinha conhecimento na cidade, distribuiu seus cartões e com a divulgação de seu trabalho conquistou espaço ao vender uniformes e peças de confecção elaboradas sob medida.
A qualidade de seus produtos fez as vendas crescerem e garantiram o bom desempenho em seu negócio, até que a crise da pandemia do Coronavírus restringiu bruscamente a circulação de pessoas na cidade, consequentemente seus clientes diminuíram. Então uma de suas clientes de roupas, que é fonoaudióloga, pediu que fizesse máscaras para que pudesse atender seus pacientes com segurança, mas teriam que permitir a visualização da boca para facilitar a leitura labial. Como não tinha trabalhado com máscaras, Cláudia ficou em dúvida, mas devido a insistência da cliente, resolveu criar uma máscara com abertura de plástico transparente que cobrisse a região da boca a fim de que as pessoas com deficiência auditiva pudessem ver a movimentação dos lábios. A cliente testou a inovação e ficou satisfeita. A partiu daí a empresária entendeu que se tratava de um novo nicho de mercado e atendeu outras demandas de máscaras, inclusive da unidade regional do Sebrae em Vilhena. Recentemente recebeu encomenda de máscara com tiara, fez e deu certo, a vontade de fazer coisas novas tem permitido atender seus clientes com soluções criativas.
Preocupada com o marido que é motorista de aplicativo, Cláudia providenciou uma máscara para que usasse durante o trabalho, uma vez que ele transporta passageiros da rodoviária, do aeroporto e leva pessoas que podem até ser potenciais transmissoras da Covid-19. Os demais motoristas perguntaram quem fornecia e ele comentou sobre o trabalho da esposa com máscaras descartáveis e recebeu encomendas. Foi um sucesso, porque na época as máscaras eram caras em Vilhena, a procura aumentou e ela, que trabalhava sozinha, estabeleceu parceria com uma costureira para lhe auxiliar no atendimento dos pedidos. Por sua vez, a MEI que tem 19 anos como profissional de costura, também toma suas precauções para evitar contágio, atende seus pedidos pelo telefone e WhatsApp 98442-8135, tendo seu marido como delivery responsável pelas entregas.
Atualmente Cláudia, que tem utilizado o Sebrae para orientações, está preocupada e busca alternativas para permanecer no mercado, vez que empresas maiores têm maior conhecimento no comércio e estão na concorrência. Claro, que com maior estrutura e mais empregados, essa concorrência é uma ameaça aos empreendedores individuais, mas Cláudia não desanima, até porque seus preços são melhores e está sempre em contato online com o Sebrae para receber apoio na gestão de seu negócio.
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