Sábado, 25 de outubro de 2025 - 08h04

O
Sebrae lança quarta-feira (29) em Porto Velho o ALI COOP – projeto piloto
que leva inovação às cooperativas extrativistas da Amazônia Legal com
foco em bioeconomia, inclusão produtiva e sustentabilidade.
O
anúncio acontece durante um café da manhã na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré,
a partir das 8h15, com a presença de dirigentes, conselheiros e autoridades
nacionais.
Já
com presença confirmada Julia Cruz do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC),
Leonardo Leite e Vinicius Cascone do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES),
além dos diretores Mauro Borallho (Sebrae MA) e Maria Domingas (Sebrae
PA).
Após
as solenidades do lançamento oficial, o Conselho Deliberativo do Sebrae em
Rondônia seguirá com uma reunião às 11h, que terá o Diretor Técnico do Sebrae
Nacional Bruno Quick como convidado de honra.
Às 15h, a Assembleia
Legislativa de Rondônia realiza Sessão Solene em homenagem ao Dia do
Cooperativismo. O Diretor Bruno Quick abre as falas do evento, apresentando o
ALI COOP e as ações do Sebrae para a bioeconomia em intervenção institucional.
A realização da
sessão e a inclusão do projeto na pauta foram articuladas pela OCB/Sescoop, por
meio do presidente Salatiel Rodrigues, cuja mobilização foi determinante para a
celebração e o alinhamento da agenda ao cooperativismo regional.
Cooperativismo na
Amazônia Legal como eixo estratégico
Com 4.542
cooperativas ativas (11,9% do total nacional), a Amazônia Legal
consolida o cooperativismo como arranjo econômico essencial para geração de
renda, defesa de interesses de produtores tradicionais e preservação ambiental.
Embora
o extrativismo responda por apenas 1,3% do valor da produção agropecuária na
região, ele lidera a produção nacional de produtos florestais com 44,1% do
valor total da extração vegetal no país — evidenciando uma base real de
potencial para inovação, agregação de valor e acesso a mercados.
É
nesse contexto que nasce o ALI COOP, com desenho institucional em
articulação com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio
e Serviços (MDIC), Ministério do Meio Ambiente e
Mudança do Clima (MMA), Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES),
Fundo Amazônia, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB),
União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES)
e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA).
O
projeto atua como resposta prática às demandas por competitividade, governança
ESG e estratégias de sustentabilidade nas cooperativas extrativistas.
Onde
o piloto acontece, como opera e quem impacta
O
ALI COOP será desenvolvido em dois ciclos até 2027, com 24 Agentes Locais de
Inovação dedicados. O primeiro ciclo — que já começa em Rondônia (Porto Velho,
Cacoal e Ji-Paraná), Maranhão (Caxias, Bacabal e Imperatriz) e Pará (Santarém e
Abaetetuba) — reúne 12 bolsistas trabalhando ao longo de 12 meses em 17
encontros com foco em indicadores de desempenho: aumento de faturamento,
ampliação de cooperados, acesso a novos mercados e redução de resíduos sólidos.
O
programa atenderá diretamente 50 cooperativas inseridas em cadeias estratégicas
da bioeconomia — babaçu, cupuaçu, castanha e açaí — beneficiando
3.350 famílias e impactando mais de 9 mil pessoas ao longo da execução.
Muito
além de um piloto
Mais
do que implantar métodos de gestão e inovação, o ALI COOP reposiciona o
cooperativismo amazônico como protagonista da nova economia de base florestal.
Ao reconhecer ativos tradicionais, conectar tecnologia à prática comunitária e
alinhar agendas governamentais, o projeto transforma a floresta em ativo
econômico vivo — e não apenas patrimônio ecológico.
Com
o lançamento em Porto Velho, o Sebrae em Rondônia inaugura uma agenda de baixo
carbono, desenvolvimento territorial e competitividade internacional com base
na força coletiva das cooperativas — convertendo a Amazônia Legal de potencial
inexplorado a estratégia de futuro.
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