Sábado, 18 de julho de 2020 - 11h30

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia - Fecomércio/RO e seus Sindicatos Patronais filiados, para manter atualizadas as informações sobre o andamento das negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2020/2021 entre o Sitracom, relatam os fatos ocorridos nos meses de maio a junho:
Maio: O
SITRACOM ajuizou a Ação Civil Pública Trabalhista n. 0000252-08.2020.5.14.0092,
na Vara do Trabalho de Ji-Paraná e o Juízo, em início de maio de 2020, concedeu
liminar para determinar que as empresas no interior do Estado de Rondônia se
abstenham de exigir mão de obra de seus empregados em feriados 5 feriados
nacionais e os feriados de instalação de Municípios, com imposição de multa de
R$ 50.000,00 à Federação.
A Federação do Comércio de
Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO e seus Sindicatos
Patronais não conseguiram um denominador comum, ajuizaram Ação de Dissidio
Coletivo de Trabalho perante o e. Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região
(Proc.TRT-DC-0000407-93.2020.5.14.00), contra o SITRACOM.
Junho: Na
primeira audiência prévia de tentativa de conciliação na ação de dissídio
coletivo, as partes não chegaram a um acordo, determinando o Desembargador que
ambas as partes apresentassem novas propostas para nova tentativa de
conciliação. Assim, o Sitracom enviou proposta para as cláusulas de trabalho
nos feriados com cobrança de taxas para as empresas poderem utilizar a mão de
obra e como também que a homologação se torne obrigatória nas rescisões
contratuais com cobrança de taxas estabelecidas as empresas.
A FECOMÉRCIO-RO e seus
Sindicatos Patronais realizaram reuniões no dia 25/06/20 às 15h, através de vídeoconferência com as entidades de
classe empresarial do estado de Rondônia: FACER, FCDL, Associação Comercial de
Rondônia, Instituto Empresarial de Rondônia e mais de 20 associações dos
Municípios e Câmaras de Dirigentes Lojistas do nosso Estado, momento que foi
apresentado a proposta do SITRACOM. Por unanimidade as entidades se recusaram
em aceitar que as empresas efetuassem quaisquer pagamento de taxas ao SITRACOM,
avaliando que a oportunidade diante do período de pandemia e as dificuldades
que os empresários e os trabalhadores do comércio, estão vivendo, seria por
questão de respeito e humanidade com os funcionários, que fosse estabelecido
benefícios a eles. Foi aprovado em reunião que se concedesse o pagamento de
gratificação ao empregado que trabalhar no feriado, além do que se determina a
CLT.
Salariômetro
Segundo o Salariômetro,
levantamento sistemático feito pela FIPE-Fundação Instituto de Pesquisas de São
Paulo, os meses de março, abril e maio, sob o impacto da crise econômica do
novo coronavírus, marcaram um novo momento nas negociações de acordos entre
empresas e empregados. Uma parte significativa dos acordos foram suspensas, até
porque muitas empresas, sem caixa, tiveram dificuldades de manter seus quadros,
mesmo com o lançamento de Programa Federal de apoio à manutenção dos empregos.
A questão deixou de ser discutir salários e
passou a ser a de como manter as empresas e os empregos. Os reajustes salariais
praticamente desapareceram dando lugar às negociações para reduzir jornada e
salário. As negociações coletivas analisadas pela FIPE mostram uma
predominância nas reduções de jornadas ou de salários, mas, a suspensão de
contratos não ficou muito atrás. A
redução de 25% apareceu em 549 negociações, a de 50% em 530 e a de 70% em 460.
Em boa parte dessas negociações os termos finais previram a ajuda compensatória
derivada da MP nº 936, que facilitou acordos para a redução de jornada e
salário. O contador de acordos do governo, que inclui negociações individuais,
registra que mais de 8 milhões de trabalhadores tiveram seus salários
reduzidos.
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