Quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019 - 06h57

EPISÓDIO 3 – 06 DE FEVEREIRO DE 2019
“Não tem jeito. Vou começar o relato de hoje falando de comida, uma das coisas que gosto aqui na Venezuela e também na Colômbia.
Praticamente em todas as refeições você encontra:
→ Arepa: A base de milho, mas parece um pão de queijo que subiu na vida;
→ Llanero: Lembra um queijo caipira, pouco curado. O povo daqui sempre come ralado;
→ Carne desfiada.
Os cafés e os chocolates são muito bons.
Mas vamos continuar falando do setor produtivo do País.
Nesta quarta-feira (06.02.2019) o governo venezuelano retirou impostos e qualquer restrição à importação de lubrificantes. Com isso, aquela dificuldade que relatei no Episódio 1 deve diminuir. A decisão foi recebida com entusiasmo e acabou sendo o assunto do dia.
Estou fazendo um trabalho de consultoria para uma fazenda e laticínio no Estado Apure, no sudoeste do País. A propriedade possui uma área de 7.000 hectares, conta com bovinos de corte, 600 vacas em lactação e produz queijo e doce de leite. Como a hiperinflação geralmente prejudica o básico da vida dos habitantes com menos renda, a empresa rural resolveu custear toda a alimentação de seus 115 funcionários. São três cantinas servindo, em média, 500 refeições/dia.
Além de garantir energia e disposição para o trabalho, o custeio da alimentação também serve de estímulo para que o pessoal chegue mais cedo ao serviço. Como a estrutura fica próxima à cidade (a capital do Estado, San Fernando de Apure), quase toda a equipe reside na zona urbana.
A equipe é bem capacitada. Na gerência estão um engenheiro agrônomo e um médico veterinário experientes e inteligentes. Na chefia de operação estão dois agrônomos e dois engenheiros de produção, recém-formados. E por aqui não basta dar ordens. Todos têm de ralar bastante. Na fábrica (laticínio) boa parte dos funcionários é graduada.
Percebi que a equipe é superinteressada em aprender e, me atrevo a dizer, bastante comprometida com a melhoria da produtividade da empresa, que passou por um processo de sucessão consolidado há aproximadamente seis meses.
As sugestões que estou propondo – em termos de manejo de pasto, organização dos animais e uso de maquinário – estão sendo muito bem recebidas. Isso inclui questões complexas, relacionadas à direção da empresa. Sinceramente, achei que encontraria um pouco mais de resistência, tanto dos proprietários quanto dos funcionários.
No próximo episódio pretendo revelar algo que me surpreendeu bastante por aqui”.
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