Quarta-feira, 7 de janeiro de 2026 - 16h40

A partir de 2026, a Declaração Anual do Simples Nacional do
Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI) passa a ter um novo peso jurídico — e
isso exige mais atenção por parte dos pequenos empresários. O Governo Federal
alterou as regras e, que já valem para a
declaração de 2025, e agora, a entrega da Declaração Anual passa a valer também
como Confissão de Dívida. A mudança transforma a declaração anual do MEI em um instrumento
com efeitos legais diretos sobre dívidas e cobranças. Por isso, mais do que
nunca, o microempreendedor precisa tratar a DECLARAÇÃO ANUAL não como uma
simples formalidade, mas como uma etapa estratégica da gestão do negócio.
Informação, planejamento e apoio técnico serão fundamentais para atravessar
essa nova fase sem riscos desnecessários. Na prática, isso significa que, ao
enviar a DASN-SIMEI, o sistema passa a registrar oficialmente todos os meses em
que o MEI deixou de pagar o DAS (Documento de Arrecadação do Simples),
autorizando o governo a iniciar imediatamente procedimentos de cobrança. Com
isso, o microempreendedor pode ser inscrito em cadastros de inadimplência como
Serasa e CADIN e ser Alvo de cobrança administrativa ou judicial e ainda ser
Impedido de acessar crédito, financiamentos ou benefícios. Segundo o Simpi
(Sindicato da Micro e Pequena Indústria), a mudança transforma a declaração
anual em um documento sensível, que precisa ser entregue com planejamento e
orientação adequada. “O empreendedor precisa entender que, a partir de agora,
declarar não é só informar faturamento. É assumir formalmente as dívidas
existentes com o governo”, alerta a entidade. Mas ao fazer sua Declaração
verifique se há meses em atraso, anote e faça planejamento para pagá-los.
Declare mesmo que a empresa não tenha tido nenhum faturamento no ano, a entrega
da DASN-SIMEI é obrigatória, e o prazo vai até 31 de maio de cada ano. O atraso
gera multa de 2% ao mês, limitada a 20% do valor devido. Importante é ficar atento
ao limite de faturamento se ultrapassar o teto permitido, será necessário fazer
o desenquadramento e buscar apoio técnico para migrar para outra categoria
empresarial. Diante desse novo cenário, a orientação profissional se torna
ainda mais importante para evitar surpresas desagradáveis, como restrições no
CPF, no CNPJ ou ações judiciais. O Simpi reforça que está à disposição para
orientar os empresários nesse processo. “Dúvidas? Procure o Simpi.
Assista: https://youtu.be/OViYY058QHk
Senador
Bagattoli toma forte posição e Simpi afirma que ele não está só
Lembrando que somos 151 mil CNPJ’s, algo em torno de 600 mil pessoas em
Rondônia, a Federação das Pequenas Empresas de Rondônia (FEEMPI) e o Sindicato
da Micro e Pequena Indústria (SIMPI)
fazem coro as críticas do Senador Jaime Bagattoli (PL-RO) que se
posicionou de forma contundente contra a privatização da BR-364, principal
rodovia federal de Rondônia, alertando que a implantação de praças de pedágio
ao longo do trecho pode inviabilizar setores produtivos e encarecer
significativamente o transporte no estado. Segundo o parlamentar, os valores
previstos para a cobrança de pedágio terão impacto direto sobre caminhoneiros,
produtores rurais e toda a cadeia logística da região. “Para se ter uma ideia,
um caminhão vai gastar, em dinheiro com pedágios, mais da metade de um tanque
de diesel em uma única viagem de Vilhena a Porto Velho e no retorno”, afirmou.
Bagattoli destacou que sua posição contrária à concessão da rodovia vem desde o
início do debate. Ele afirmou ter levado o tema a diversas instâncias do
Congresso Nacional e ao próprio Ministério dos Transportes. “Desde o início,
fui contrário à privatização da BR-364, pois já sabia do impacto disso tudo na
população e na economia do estado. Reafirmei isso várias vezes nas comissões,
no plenário e em reuniões com o ministro”, declarou. De acordo com o senador, a
principal falha do processo foi a falta de diálogo com a sociedade. “A
população e o setor produtivo não foram sequer consultados. Tentei de todas as
formas reverter essa decisão, mas infelizmente não fomos ouvidos”, criticou. O
parlamentar também apontou que, com a concessão, o Governo Federal deixará de
arcar com a manutenção da rodovia, ao mesmo tempo em que passará a arrecadar
mais impostos por meio do aumento dos custos de transporte. “Nada foi feito ou
pensado para melhorar a vida da população. Na prática, temos um governo que
claramente não pensa no desenvolvimento da região Norte”, concluiu. A BR-364 é
considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola, pecuária e
industrial de Rondônia, ligando o estado a outros importantes centros
econômicos do país. A privatização da rodovia segue gerando debates e
preocupações entre lideranças políticas e representantes do setor produtivo local.
Assista: https://youtu.be/Q7GrDFu8sI8
MEIs têm
até 31 de janeiro para regularizar situação junto à Receita Federal
Microempreendedores Individuais (MEIs) que foram desenquadrados do
Simples Nacional a partir de 1º de janeiro de 2026, em razão de débitos ou da
ausência de entrega de declarações de anos anteriores, têm até o dia 31 de
janeiro para regularizar a situação. O prazo vale para quitar ou parcelar
pendências e solicitar o reenquadramento no regime tributário. A regularização
dentro do período evita multas, a exclusão definitiva do Simples Nacional e
garante a continuidade das atividades empresariais. De acordo com técnicos do
Simpi, o mês de janeiro é estratégico para que o empreendedor “coloque a casa
em ordem” e evite que pequenas pendências se transformem em grandes obstáculos
ao longo do ano. Manter a regularidade fiscal é fundamental para assegurar
direitos e oportunidades, como o acesso a benefícios previdenciários, a emissão
de notas fiscais, a obtenção de crédito e a participação em programas de apoio
ao empreendedorismo. Além disso, os MEIs devem ficar atentos às novas normas
estabelecidas pela Resolução CGSN n 183/26/09/2025 que determinam que todas as
vendas realizadas devem ser registradas, independentemente da forma de
pagamento — seja por Pix, cartão ou dinheiro. Segundo especialistas, um erro
recorrente entre microempreendedores é misturar a conta bancária pessoal com a
da empresa, prática comum especialmente em transações via Pix. “Isso dificulta
o controle financeiro e pode gerar problemas fiscais. O ideal é ter uma conta
bancária de pessoa jurídica”, orientam os técnicos. A recomendação é que os MEIs
busquem orientação especializada o quanto antes para evitar transtornos futuros
e garantir um ano mais organizado e seguro para os negócios.
Assista: https://youtu.be/M5uuWoaY9X4
O imposto
mensal para o MEI aumentou de novo, mas teto de faturamento é o mesmo
A contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI) aumentou em
reajuste de 6,79% partir de hoje (1º), uma vez que o valor é calculado com base
no salário-mínimo, que também foi reajustado. A contribuição representa 5% do
novo salário-mínimo, que subiu para R$ 1.621.
O valor é pago por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional
(DAS), que, além da contribuição previdenciária, cobra os impostos devidos
pelos MEIs. O DAS vence todo dia 20 de cada mês. Ele pode ser emitido diretamente
no Portal do Simples Nacional ou pelo App MEI, disponível para iOS e Android.
Há opção também de pagar por boleto, PIX e débito automático ou outras opções
oferecidas pelas instituições financeiras. Os microempreendedores individuais
(MEIs) que exercem atividades sujeitas ao Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS), do comércio e indústria, têm um acréscimo de R$
1 por mês no DAS. Para atividades sujeitas ao Imposto Sobre Serviços de
Qualquer Natureza (ISSQN), os prestadores de serviços, a soma é de R$ 5. Os
empreendedores que realizam os dois tipos de atividade precisam pagar os dois
impostos, desembolsando R$ 6 a mais na contribuição.
SELIC
fecha 2025 em 15% e projeta manutenção para 2026
O ano de 2025 foi encerrado com a decisão do Comitê de Política
Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros em 15%. A
definição ocorreu apesar de as projeções feitas no início do ano indicarem a
possibilidade de um patamar inferior ao longo do período. A seguir,
apresenta-se uma análise de Otto Nogami, economista. Segundo ele, a ata da
última reunião do Copom aponta que há elevada probabilidade de manutenção da
taxa de juros no mesmo nível na primeira reunião de 2026. A principal
justificativa apresentada está relacionada à política fiscal, especialmente à
execução do arcabouço fiscal, que ainda não demonstra sinais considerados
suficientes para assegurar previsibilidade ao cenário econômico. De acordo com
a análise, essa situação mantém os integrantes do Copom atentos ao comportamento
das contas públicas, com foco nos gastos do governo. Diante desse contexto, o
mercado passou a projetar o início de um ciclo de redução da taxa de juros
apenas na segunda reunião do Copom em 2026, prevista para ocorrer em março. Até
esse momento, a expectativa predominante é de manutenção da taxa no patamar
atual. No mesmo dia da divulgação do comunicado do Copom, o Comitê Federal de
Mercado Aberto (FOMC), nos Estados Unidos, anunciou a redução da taxa de juros
em 0,25 ponto percentual. Com a decisão, os juros norte-americanos passaram a
variar entre 3,5% e 3,75%. A análise também aborda o funcionamento do Comitê
Federal de Mercado Aberto, destacando que o chamado mercado aberto, ou mercado
monetário, é o ambiente utilizado pelos bancos centrais para a execução da
política monetária. Nesse espaço, são realizadas operações com o objetivo de
controlar a liquidez da economia e ajustar os instrumentos de política
monetária conforme as necessidades do cenário econômico. Ao retomar o contexto
brasileiro, a análise reforça que a manutenção da taxa de juros em 15% está
condicionada à condução da política fiscal, especialmente ao controle dos
gastos públicos. Esse fator ganha relevância adicional diante do calendário
eleitoral previsto para o período seguinte, que influencia as decisões de
política monetária.
Assista: https://youtu.be/FZKzkGqNY7g
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