Segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024 - 15h14

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou uma nova estimativa sobre o Carnaval 2024 mais otimista que as estimativas anteriores, de vez que prevê que o carnaval movimente R$ 9 bilhões, valor 10% mais alto do que o registrado em 2023. A previsão se baseia em que, pelo quarto ano seguido, esta é a primeira vez que o faturamento deve superar o patamar anterior à pandemia de covid-19. Na avaliação do presidente da CNC, Roberto Tadros. “Os dados do faturamento do setor de turismo, tanto nacionais quanto regionais, apontam o crescimento da atividade nos últimos anos. O efeito do carnaval, como um evento isolado, contribui para a recuperação econômica do segmento de maneira geral e expressiva”.
O carnaval mineiro cresce de vento em popa
Entre
os três estados que lideram a projeção de crescimento do setor estão Minas Gerais
(20,2%), Paraná (14,5%) e Rio Grande do Sul (12,2%). Conforme o
economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, 2024 deve manter essa tendência de
crescimento. “A profissionalização da atividade do turismo nos últimos anos,
além da maior demanda por esses serviços, justifica o surgimento de destinos
menos tradicionais como protagonistas”. Embora o campeão de faturamento das
atividades turísticas no mês do carnaval deve ser São Paulo, com uma expectativa
de movimentar R$ 16,3 bilhões, seguido, pelo Rio de Janeiro, com R$ 5,3
bilhões, e Minas Gerais, com R$ 5,2 bilhões. Empatados, vêm Bahia e Rio Grande
do Sul, com previsão de R$ 2,7 bilhões. É preciso salientar que a ascensão de
Minas Gerais, que não possuía uma tradição nesta festa, se explica por causa do
forte apoio do Governo de Minas e da Prefeitura de Belo Horizonte, no Carnaval
de 2024, pela primeira vez na história,
investiram em atrações e no conforto daqueles que moram e passeiam na cidade
durante a tradicional festa. Somente em uma ação conjunta foram cerca de R$ 8,5
milhões no custeio de atrações temáticas, sonorização de ruas e avenidas e na disponibilidade
de banheiros químicos em pontos estratégicos de grande circulação de pessoas. A
ação foi tomada depois de que estudos constataram que, mesmo sem que o carnaval
tenha um grande histórico e tradição, o evento mineiro tem qualidades para ser
um dos principais do país e diferenciais que possibilitam efeitos econômicos,
inclusive de recolhimento de impostos muito significativos.
Carnaval
em Rondônia deve ter movimento maior
O professor da Fundação
Universidade de Rondônia-UNIR e especialista em economia criativa, Silvio
Persivo, numa reunião, na última quarta-feira, com a presidente da Liga das
Escolas de Samba de Rondônia (Lieser), Ana Lúcia Barroso, e outros importantes
dirigentes como Francisco Leilson
“Chicão” e Cliuson Torres, da Unidos do Guaporé, quando discutiram alguns
problemas que cercam o carnaval, inclusive o fato de que, este ano, em Porto
Velho teve, depois de longo tempo, apoio para seu carnaval, mas, apesar de ter
ultrapassado o valor de R$ 1 milhão, historicamente em termos reais é o menor
valor da sua história. O professor Persivo afirmou, baseando-se em índices de
anos anteriores, que os efeitos indiretos de um investimento deste valor
ultrapassa os R$ 4,4 milhões. Também foi discutida a importância de recuperar a
história do carnaval, com Ana Lúcia, revivendo a formação da primeira escola de
samba, a Diplomatas, por figuras históricas como o Mestre Bainha e o Cabeleira,
com Tário de Almeida Café sendo seu primeiro presidente. Lembraram ainda que o
carnaval movimenta muito, setores ligados ao turismo, como alimentação,
bebidas, transportes e hotelaria, entre outros e, por isto, precisa receber
mais investimentos tanto do setor privado quanto do poder público porque gera muitos impostos. Com a nova
estimativa da CNC, o professor Silvio Persivo prevê que a movimentação do
carnaval de Rondônia deve movimentar cerca de R$ 63 milhões, o que,
considerando a alíquota modal (19,5%) , que é uma subestimação, pois, na
verdade, muitos produtos, como as bebidas possuem uma alíquota mais alta,
proporciona uma arrecadação de cerca de R$ 12,3 milhões só de ICMS.
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