Segunda-feira, 3 de agosto de 2020 - 19h43

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou
hoje (3) o resultado preliminar da seleção de fundos de crédito voltados a
micro, pequenas e médias empresas, além de empreendedores individuais. Foram
pré-selecionados 12 fundos gestores ou originadores de crédito que oferecerão
crédito não bancário a essas empresas por meio de suas plataformas.
A iniciativa faz parte do conjunto de ações do BNDES para mitigar os
impactos causados pela pandemia do novo coronavírus na economia e tem como
objetivo o uso de canais não bancários para ampliação do crédito para pequenos
empreendedores e para reativar a economia.
A chamada pública foi aberta em maio passado e encerrada no dia 10 de
junho. Foram recebidas 73 propostas. A soma do patrimônio dos 73 fundos alcança
R$ 24 bilhões. A subsidiária BNDES Participações (BNDESPar), investirá até R$ 4
bilhões em dez fundos de crédito, estruturados como Fundos de Investimento em
Direitos Creditórios ou Fundos de Investimento em Cotas de Fundos de
Investimento em Direitos Creditórios, e poderá investir até R$ 500 milhões por
fundo. A BNDESPar terá participação máxima de 80%, caso subscreva cotas de
classe única; ou 90%, caso subscreva cotas de classe sênior.
Mensagem
Os investimentos do BNDES são associados a recursos do mercado, disse o
diretor de Participações, Mercado de Capitais e Crédito Indireto da
instituição, Bruno Laskowsky. Segundo Laskowsky, a ampliação de canais de
acesso ao crédito faz parte da estratégia do BNDES e ultrapassa o atual cenário
de pandemia do novo coronavírus. “A mensagem importante é que o banco quer
trabalhar com o mercado porque potencializa a atuação do agente público e dá
impacto positivo na ponta.” Para ele, a relação crédito mais serviços gera
desenvolvimento.
“A iniciativa dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCS)
é uma inovação e ela vai neste contexto. Tem uma aplicação neste momento mais
crítico da economia, mas veio para ficar. Com ela, sinalizamos que a ampliação
de nossos canais de acesso ao crédito faz parte da estratégia do banco e
estamos muito felizes com a repercussão que esse movimento dos FIDCs trouxe ao mercado”,
afirmou.
O chefe do Departamento de Gestão de Investimentos em Fundos, Filipe
Borsato, afirmou que o objetivo é facilitar que as micro, pequenas e médias
empresas tenham acesso ao crédito, com menores taxas de mortalidade e mantenham
empregos. Borsato reforçou que, no momento, a BNDESPar só pode alocar recursos
em dez fundos. Agora, terá início o processo mais aprofundado de análise
gerencial e diligências jurídicas que reduzirá os 12 pré-selecionados aos dez
fundos iniciais previstos. Adiantou, entretanto, que o banco poderá chamar
outros projetos, se houver alguma desistência.
Todos os fundos que forem escolhidos serão auditados e deverão ter
níveis de governança elevados. Borsato estimou que pelo menos 12 fintechs (em
sua maioria, empresas nascentes de base tecnológica que trabalham para inovar e
otimizar serviços do sistema financeiro) serão parceiras dos fundos
pré-selecionados. Ele acredita que 1 milhão de operações deverão ser realizadas
por esses fundos nos próximos anos. Isso significa que haverá grande
“pulverização do capital entre micro e pequenos empreendedores”.
Contratação
Segundo Laskowsky, começou hoje um processo de regulação e contratação.
“Do nosso lado, é o mais rápido possível. A gente quer ter isso em mercado.”
Felipe Borsato esclareceu, por sua vez, que os fundos têm prazo de dois
a seis anos. Os recursos vão continuar disponíveis para outras companhias, à
medida que as empresas forem pagando. Por isso, observou que esses recursos são
chamados estruturantes. Ele afirmou que a elaboração dessa chamada pública para
fundos de crédito “foi um aprendizado bastante grande para o time do BNDES e da
BNDESPar”. E garantiu que tal aprendizado será usado para estruturação de novos
produtos em parceria com o mercado e grandes empresas, seja para clientes ou
para fornecedores.
Laskowsky completou que, apesar do componente emergencial de crédito
para reativar a economia, a iniciativa é estruturante e aumenta as
possibilidades de acesso ao crédito, aproximando-se mais do tomador, o que
torna o mercado mais saudável e gera desenvolvimento. Chamou a atenção que o
fato de terem sido recebidas 73 propostas “de gente que estudou o mercado, está
perto do mercado e entende os seus ecossistemas. É um sinal claro para a gente
de que tem espaço, que continue nessa direção”.
Pré-selecionados
São os seguintes os fundos pré-selecionados:
Fundos Originadores
Brasil Microcrédito Impacto Social Fundo de Investimentos em Direitos
Creditórios; Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Cielo e BNDES; Fundo
de Investimento em Direitos Creditórios MPME Integral B2W, Pagseguro BNDES
Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, Magalu I Fundo de Investimento
em Direitos Creditórios, e Soma II Fundo de Investimentos em Direitos
Creditórios (Stone).
Fundos PMEs
BSA FIC FIDC, FIC-FIDC BNDESPar XP, FIDC BizCapital Finpass PME, Fundo
de Investimento em Direitos Creditórios BNDES CASHME-PLURAL, LIBRA Fundo de
Investimentos em Direitos Creditórios – FIDC, e SRM EXODUS PME FIDC.
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