Quarta-feira, 21 de abril de 2021 - 10h00

Em dezembro de
2020 foi sancionada a Lei 14.112/2020, de Recuperação Judicial e Falências. A
mudança da legislação, em vigor desde janeiro, não trouxe novidades
significativas, de acordo com Rodrigo Lopes, advogado especialista em direito
do trabalho contencioso voltado à recuperação judicial. A principal alteração é
a possibilidade do parcelamento estendido, de 12 para 36 meses, desde que
aprovado em assembleia e apresentadas garantias que supram a dívida. “A nova
recuperação judicial trouxe ainda a possibilidade de negociações
pré-processuais, realidade já na Justiça do Trabalho. Existe, portanto, a
possibilidade de negociar o débito antes de juros e correção, impedindo talvez
uma longa disputa. O diálogo é sempre o melhor caminho”, afirma Lopes.
Segundo o advogado, a recuperação judicial não
é bem vista, especialmente entre os credores, que acreditam ser este um meio de
inadimplemento do débito. “Quando levamos o caso ao judiciário, expondo que há
a possibilidade de recebimento, essa mentalidade muda. É possível propor um
plano de recuperação viável, com apoio de sindicato, Ministério Público,
funcionários e advogados adversos. A ideia é garantir a existência da empresa”,
explica o advogado. Segundo ele, todo o plano de recuperação é proposto aos
credores e, inclusive, o empregado pode, junto com a empresa, chegar num
denominador comum. No caso de falência, todos os bens da empresa são
quantificados e os pagamentos feitos até o limite de 150 salários mínimos.
Dificilmente uma falência paga muito além disso, esclarece Lopes.
Home Office - A pandemia afetou todos os
setores, que agora enfrentam novos problemas, especialmente com relação ao home
office. De acordo com o advogado, as demandas por processos trabalhistas
aumentaram 40% em função dos novos ajustes das relações de trabalho. “Todas as
empresas estão em dificuldade, portanto, o melhor é resolver qualquer conflito
entre as partes de maneira mais amigável possível”, aconselha. Assista: https://youtu.be/
Governo Federal destinará até R$ 15 bi para
pequenas empresas
O governo pretende destinar até R$ 15 bilhões
para ajudar micro e pequenas empresas afetadas pela retomada da pandemia de
covid-19, anunciou o Ministério da Economia. A pasta aguarda a aprovação de
projeto que flexibiliza a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021, que
deverá ser votado ainda hoje (19). Dos R$ 15 bilhões, R$ 10 bilhões iriam para
o Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), que complementa
a renda de empregados de empresas que reduzem jornadas ou suspendem contratos
de trabalho em função da pandemia. Os R$ 5 bilhões restantes iriam para o
Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte
(Pronampe), que financia pequenos negócios com juros baixos e regras
simplificadas. As medidas de ajuda aos negócios de menor porte têm sido uma das
reivindicações dos setores mais atingidos pela segunda onda da pandemia de
covid-19.
Simpi/Datafolha: Para 77% das pequenas indústrias
a inflação volta ao Brasil
Com a instabilidade provocada pela incerteza
econômica e o avanço lento dos programas de vacinação contra covid 19 mais da
metade das micro e pequenas indústrias está pessimista com relação a situação
econômica do Brasil e do próprio negócio. Para 65% da categoria, a situação do
país vai piorar enquanto todos os brasileiros não forem vacinados. Outros 27%
acreditam que a situação fica como está. Apenas 7% acham que o cenário vai
melhorar. Os dados são do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria,
realizado pelo Datafolha, a pedido do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias
(Simpi). Quando perguntados com relação à situação econômica do próprio
negócio, 54% acreditam que fica como está e 25% afirmam que vai piorar enquanto
a vacinação não avançar. Com pouco mais de 10% dos brasileiros tendo recebido a
primeira dose da vacina contra a Covid-19 até o momento, segundo dados das
secretarias estaduais de Saúde, o país ainda está longe da chamada imunidade de
rebanho. Segundo a pesquisa Simpi/Datafolha, para 74% das micro e pequenas
indústrias, a vacinação no Brasil está mais lenta do que deveria. Para apenas
24% dos entrevistados o cronograma está dentro do prazo esperado. Um dos pontos
da situação econômica avaliados na pesquisa é a inflação. Para 77% dos
entrevistados, haverá alta nos próximos meses. Outros 18% avaliam que fica como
está e apenas 4% preveem na queda.
Orçamento e a possibilidade da extensão do
auxílio emergencial
Com a aprovação da extensão do auxílio
emergencial, serão atendidas 46 milhões de pessoas ao custo de R$ 44 bilhões. O
problema, de acordo o professor de Economia do Insper, Roberto Dumas, é que o
montante será tratado como crédito extraordinário, ou seja, furando o teto de
gastos. “Apesar de não haver problemas em termos de responsabilidade fiscal, o
entrave é o das emendas parlamentares. O Ministério da Economia deixou uma
gordura em torno de R$ 20 bilhões para acomodar emendas parlamentares, mas elas
ultrapassaram R$ 30 bilhões”. Segundo Dumas, há possibilidade de o Congresso
aprovar um cenário de calamidade pública e, caso isso aconteça, todo gasto será
permitido.
Com relação ao desemprego, o professor alerta
que o índice de 14% não contempla quem não está procurando trabalho. A conta passaria
de 20%, alerta Dumas. “Com as meditas restritivas e a lenta imunização da
população, a demanda de consumo cai e cresce o desemprego. Além disso, a curva
de juros está se inclinando cada vez mais, ou seja, para financiar o Brasil, os
investidores estão pedindo 2% a mais, refletindo no custo do empréstimo
bancário. Quem sofre são as micro, pequenas e médias empresas”, diz. Assista: https://youtu.be/
CNPJ inapto? Veja como resolver...
Inativa ou não a empresa precisa cumprir com
certas obrigações para manter a sua regularidade. Então, se você possui alguma
pendência neste sentido, saiba que seu CNPJ pode ter sido declarado INAPTO pela
Receita Federal devido à omissão de declarações. Isso porque o órgão
fiscalizador têm intensificado o pente fino nas empresas. Se este é o seu
caso e você quer saber se o CNPJ voltará a ficar regular ou se existe a
possibilidade de restabelecer o documento baixado pelo motivo de omissão, saiba
que a solução é mais simples do que aparenta. Se deixou de apresentar suas
declarações, demonstrativos e dos últimos dois anos, o CNPJ estará constando
como “inapta”. Dentre os principais documentos que podem gerar essa situação
está a omissão são falta dos guias do FGTS e de Informações à Previdência
Social (GFIP) e n o caso do MEI são suas declarações anuais. Para regularizar,
o primeiro passo é verificar as pendências junto à Receita Federal e começar a
se organizar. Após a regularização, o CNPJ voltará a ficar ativo em até
24 horas. Se sua empresa está com este problema e não sabe por onde começar a
resolver , procure o Simpi de sua cidade que lá faz para você.
Terça-feira, 17 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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