Porto Velho (RO) quinta-feira, 14 de novembro de 2019
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Pais aprendem leitura e escrita em Braille para auxiliar filhos


Danilo Gerônimo tem 7 anos e aos 2 teve os glóbulos oculares retirados por conta de um tumor na visão. A mãe, Cleuzenir Gerônimo, na tentativa de ajudar o filho com as atividades da escola, começou nesta segunda-feira (18) na turma do Curso de Leitura e Escrita do sistema Braille, oferecido pela Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (SEDUC).Pais aprendem leitura e escrita em Braille para auxiliar filhos - Gente de Opinião

De acordo com Cleuzenir, o curso, que é realizado pelo Centro Pedagógico de Apoio (CAP) em Porto Velho, vai muito além de ensinar a entender o Braille; irá melhorar o relacionamento e a comunicação com o filho.

A mãe de Danilo lembra que tinha medo de não conseguir ajudar o pequeno Danilo nas tarefas de casa. Foi a partir do receio que Cleuzenir procurou a orientação da Escola Estadual Nossa Senhora das Graças, onde o seu filho estuda, para pedir ajuda. “A escola me indicou este curso para aprender o Braile; e estou fazendo para ajudar o meu menino”, declara.

Na mesma turma está a professora da Escola Estadual Casa de Davi, Francisca Domiana. Ela conta que a diretora da escola propôs o desafio para administrar a Sala de Recursos Multifuncionais - local onde crianças com diversas deficiências estudam. Francisca diz que, até então, tinha trabalhado apenas com alunos do Ensino Fundamental regular. “Nunca tinha tido a experiência de trabalhar com uma turma no Ensino Especial. É bem complicado, mas é gratificante”.

A professora comenta que já tinha feito uma oficina de deficientes intelectuais e que o curso de sistema Braile é a segunda oficina dela. “No dia a dia eu aprendo muito com eles [alunos], mas eles precisam muito de gente que tenha interesse em ajudá-los”, relata. Francisca diz que ainda não tem um aluno cego em sua turma, mas que estará pronta.

De acordo com a professora do curso, Ana Maria Alves, a turma, que conta com 16 alunos, sendo 14 professores e dois pais, estuda português e matemática – chamado de soroban -, confecciona livros com o sistema Braille e faz leitura e a transcrição das letras. As apostilas e o reglete, material para compor as letras do Braille, são oferecidos pela SEDUC. “Quanto mais pessoas souberem o sistema, mais elas vão poder ajudar o próximo”, explica.

O Curso de Leitura e Escrita do Sistema Braille acontece duas vezes ao ano no Centro de Pedagógico de Apoio (CPA), com apoio da Coordenação Regional de Ensino de Porto Velho, e é aberto para professores e a comunidade que tem familiares com deficiência visual. O curso vai até o dia 29 deste mês.

Fonte: Ascom/SEDUC / Fotos: Quintela

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