Porto Velho (RO) terça-feira, 14 de julho de 2020
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Minissérie contará epopéia acreana


Agência Amazônia - CHICO ARAÚJO

Uma viagem a um passado de lutas e glórias. Esse é o primeiro sentimento que se tem ao ver as cidades cenográficas construídas em Porto Acre e Rio Branco, no Acre, para a minissérie Amazônia: De Galvez a Chico Mendes. A produção, que tem Glória Perez como autora, vai ao ar dia 2 de janeiro pela TV Globo.

A minissérie retratará a história da Amazônia e seus povos. Mostrará como o hoje Estado do Acre se tornou território brasileiro. A trama, que começa no final de 1899, abordará três fases distintas da conquista. Serão contados 100 anos de história. Luiz Galvez de Arias, José Plácido de Castro e o ecologista Chico Mendes, assassinado de 22 de dezembro de 1988, são personagens principais da minissérie.

Quem já viu os cenários é enfático em dizer que Amazônia será uma produção para encher de "constância e valor" o peito de cada acreano, e também dos brasileiros, como bem anuncia o Hino Acreano. A minissérie vai começar abordando o período áureo da borracha, conta Gloria Perez. A autora vai mostrar ao Brasil que, em plena era industrial, apenas a região amazônica produzia borracha no mundo, o que despertou o interesse e a cobiça de outros países pelo território que hoje é o Acre.

Glória Perez mostrará como foi a conquista do Acre por meio dois tipos de famílias: a dos seringueiros e a dos seringalistas. Enfim, a trama será uma viagem a fundo na cultura e na história acreanas. Tudo porque em Amazônia vai mostrar os conflitos e a vida de riqueza e luxo dos seringalistas. Uma das histórias a ser contada é a do coronel Firmino, casado com don Júlia, pai de Tavinho e Augusto.

Na trama, o ator José Wilker viverá o papel do aventureiro espanhol Luiz Galvez. A história nos conta que Galvez se apaixonou pela causa da região a ponto de criar o Estado Independente do Acre. A segunda fase abordará a decadência da borracha e, a terceira, o período histórico mais atual, a partir de ecologista Chico Mendes. 

Carinho do povo

 No blog que mantém sobre a minissérie, a autoria Glória Perez relata quase que diariamente o andamento da produção. A última postagem, intitulada Reconstruindo o passado, é do dia 4. Nela, além de apresentar belíssimas fotos das cidades cenográficas, Glória Perez descreve o carinho dos acreanos para com as pessoas envolvidas na produção de Amazônia.

"Estamos em solo acreano, com muito orgulho. Fomos recebidos com todo o carinho pelo povo acreano, por todas as pessoas de um modo geral. Nossas gravações aqui simbolizam toda a trajetória da história amazônica", comenta.  A autora relembra, no comentário, um pouco da epopéia que foi a conquista do Acre.

 "Cá estamos no Acre, tantas décadas depois, para contar essa história. O Acre é um estado com um índice de preservação florestal muito grande. A parcela desmatada é pequena, proporcionalmente. Aqui construímos uma cidade cenográfica que remonta ao local onde os fatos se sucederam originalmente. Como você pode ver nestas fotos, é realmente uma construção imponente, épica, espetacular e que traduz aquela clarividência do Galvez visionário, que era idealista, além de aventureiro".

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