Porto Velho (RO) sábado, 23 de março de 2019
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Fisioterapeuta da São Lucas alerta sobre síndrome do imobilismo



Caracterizada por um conjunto de alterações que ocorrem no indivíduo acamado, por um período prolongado, a síndrome do imobilismo afeta muitos sistemas corporais diminuindo a capacidade funcional. Os sistemas osteomusculares, tecido conjuntivo, tecido articular, sistema respiratório, sistema metabólico, sistemas gastrointestinais e sistemas genitourinarios, dentre outros, são os mais acometidos pela imobilidade que também altera o estado emocional do indivíduo (ansiedade, apatia, depressão e isolamento social, dentre outros).

Segundo a professora Ana Paula Fernandes De Angelis Rubira, coordenadora da Clínica de Fisioterapia da Faculdade São Lucas, respeitando-se a cronologia da imobilidade pode-se considerar que 7 a 10 dias seja um período de repouso, de 12 a 15 dias período de imobilização e a partir de 15 dias é considerado decúbito de longa duração. “Para cada semana de imobilização completa no leito, um paciente pode perder de 10% a 20% de seu nível inicial de força muscular, de acordo com sua idade. Por volta de 4 semanas, 50% da força inicial pode estar perdida”, informou.

De acordo com a professora, a falta de atividade física pode levar o indivíduo ao descondicionamento físico global, tornando-o suscetível a uma série de fatores de risco para a saúde como o aumento da pressão arterial, obesidade, diminuição da flexibilidade e osteoporose, acometendo mais as mulheres menopausadas. Ela acrescentou que os benefícios alcançados com a prática regular do exercício físico são mundialmente conhecidos, principalmente em relação ao ganho de força e resistência muscular, melhoria da flexibilidade articular, alterações na composição corporal, redução do risco de traumatismo músculo-esqueléticos e melhora do condicionamento cardiovascular.

A terapêutica por exercícios físicos em pacientes imobilizados tem como objetivo minimizar esses efeitos deletérios, diminuindo o tempo de internação ou o tempo em que o paciente fica acamado, melhorando significativamente a sua qualidade de vida. Ana Paula Rubira salientou que a idade avançada pode aumentar os riscos dos acometimentos, inclusive de alterações na pele, levando ao aparecimento de úlceras de pressão (ou de decúbito), que representam uma ameaça direta para o paciente devido à infecção, podendo causar morte por septicemia.

O tratamento fisioterapêutico deve objetivar a movimentação no leito e a independência nas atividades, estimular a deambulação (caminhada), prevenção de úlceras de pressão realizando de hora em hora, mudanças de posição do paciente no leito evitar complicações circulatórias e pulmonares ou minimizar e resolver patologias pulmonares já instaladas, controlar a dor, manter força muscular e a amplitude de movimentos com exercícios principalmente ativos e ativos resistidos caso o paciente consiga fazê-los, melhorar mobilidade e flexibilidade, coordenação e habilidade diminuindo os encurtamentos musculares, atrofias e contraturas, prevenir e tratar o edema (inchaço) que pode ocorrer como conseqüência de cirurgias ou da própria imobilização no leito, promover a conscientização corporal, minimizar quedas, prevenir ganho de peso inadequado.

Fonte: Chagas Pereira

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