Sexta-feira, 29 de agosto de 2025 - 17h41
No
penúltimo dia do Festival Infantil de Cinema de Animação de Rondônia – FICAR 2ª
Edição, a Escola Mariana, em Porto Velho, se transformou em um verdadeiro
cinema. A programação desta quinta-feira (28) levou aos estudantes do ensino
fundamental e médio do colégio público da capital uma seleção de animações
brasileiras, reforçando a proposta do projeto: democratizar o acesso ao
audiovisual e fomentar, desde cedo, a formação de um olhar crítico sobre a
realidade.
Desde o
último dia 25, o FICAR percorre escolas da rede pública em Rondônia, já tendo
passado por Guajará-Mirim e Nova Mamoré, e segue até esta sexta-feira (29) em
Porto Velho. Mais do que um festival, a iniciativa quer aproximar crianças e
adolescentes da linguagem cinematográfica e provocar reflexões sobre suas
próprias vivências por meio da arte.
Horas
antes da sessão, a escola já começava a mudar de cara. A montagem da estrutura
preparava a sala de aula para virar um cinema: telão, projetor, cadeiras
alinhadas e, claro, a pipoca que não podia faltar. Os alunos chegavam curiosos,
perguntando o que os esperava. Com os estudantes acomodados, Izadora Jemima,
coordenadora do festival, dá o comando que transforma o espaço: “Luz, câmera,
ação!”. É hora de cinema.
A sessão
reuniu 12 animações de diferentes estados do Brasil, sendo duas de Rondônia.
Conforme cada história ganhava vida na tela, as reações eram diversas. Logo no
início, a animação “Mãe”, da diretora Gordeeff (RJ), arrancou sorrisos e gritos
da plateia. O curta, inspirado em jogadas de futebol para refletir sobre a
vida, virou um verdadeiro jogo na imaginação das crianças. “Parecia que a gente
estava no estádio. Teve olé, teve gol, e todo mundo comemorou. Foi o que eu
mais gostei”, disse Miguel Tavares, de 11 anos, com empolgação de quem acabou
de voltar da arquibancada.
Outra animação da mesma diretora, “Relacionamentos”, também conquistou atenção especial dos jovens, trazendo de forma lúdica diferentes formas de vínculos entre pessoas. Lucas Matheus, estudante do ensino fundamental, destacou o aprendizado: “Gostei porque mostra que existem várias maneiras de se relacionar, as diferenças, as expectativas, e também como existe preconceito em cima disso. Fez pensar muito”.
A reflexão foi ainda mais profunda com “Meu Nome é Maalum”, de Eduardo Lurnel (RJ), que retrata a trajetória de uma menina negra em busca do significado e da força de sua ancestralidade diante de uma sociedade racista. A aluna Vitória Emily, contou como a história a impactou: “Achei muito bonito porque fala da nossa origem e de como o preconceito pode machucar. Aprendi que a gente deve ter orgulho do nosso nome e da nossa história”.
Para o coordenador pedagógico da Escola Mariana, a experiência ultrapassa o entretenimento e abre novos horizontes. “Cinema e educação caminham juntos. Quando os alunos assistem a essas histórias, eles não apenas se divertem, mas também refletem e aprendem. Esse acesso é fundamental para transformar perspectivas e até para inspirar futuros profissionais da área audiovisual”, afirmou.
A programação do festival segue nesta sexta-feira (29), em Porto Velho, com novas sessões de curtas e uma roda de conversa sobre os desafios de produzir animação na Amazônia, com os cineastas Juraci Júnior e Édier William, além de uma homenagem ao mestre da animação brasileira, Marcos Magalhães. A programação acontece de forma exclusiva para os alunos e educadores da Escola Estudo e Trabalho.
Realizado pela Associação Ambientalista Verde Vida, o FICAR – Festival Infantil de Cinema de Animação de Rondônia integra a 2ª edição do Edital nº 06/2024 - SEJUCEL/SIEC, com recursos da Lei Paulo Gustavo, e conta com apoio do Governo do Estado de Rondônia, FEDEC, Ministério da Cultura e Governo Federal.
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