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Duelo da Fronteira: Cunhãs-porangas são destaques


Surpreendente. Esta foi a analise dos expectadores que compareceram no domingo (12), ao último dia do festival Duelo na Fronteira, em Guajará Mirim. Durante cerca de quatro horas os dois bois com a mesma empolgação com que iniciaram o duelo, realizaram suas evoluções finais para o publico e para os jurados.

Presente no ultimo dia, o senador Valdir Raupp, que já prestigiou edições anteriores do evento disse que este é um festival que com o passar do tempo vem se aprimorando com o envolvimento direto da comunidade local e oportunizou que o poder publico pudesse participar. “Com o apoio das TVs que levam o festival para todo o Brasil, esse evento caminha para se tornar um dos maiores da região e isso é importante, pois traz pessoas e fortalece a economia através do turismo diversão. Acredito que nos últimos dois anos o apoio do governo foi muito importante para o desenvolvimento desta grande festa”, afirmou o senador.

“É importante que o governo do Estado tenha feito um investimento significativo que nunca antes na história deste festival houve tanto recurso quanto nesta gestão. Ficamos felizes, pois precisamos quanto estado, mostrar a nossa cultura. Estando em Guajará no ano em que se comemora o centenário da Estrada de Ferro Madeira Mamoré percebemos que o governo valoriza nossa cultura, nossa história e nosso povo e isso é muito significativo”, disse a deputada federal Marinha Raupp, que junto com o senador se comprometeram em alocar recursos para a construção dos barracões dos dois bois.

Dentre todas as autoridades que prestigiaram o evento durante os três dias de festival um fato era inegável, que a festa havia se tornado um espaço de cultura e fomento ao turismo que deve ser fortalecido por todos, esfera governamental, municipal e setor privado. “O povo de Guajará está de parabéns e atravessa um processo de construção, pois se houve uma fase de experimentação ela já passou e a tendência é se tornar cada vez mais profissional”, disse o secretário municipal de Saúde de Porto Velho, um entusiasta do festival

Duelo

No domingo os dois bois dividiram a arena com duas horas para cada, embora a torcida vermelha e branca fosse contagiante, empolgando os presentes pelo amor e energia que demonstravam pelo seu boi, o boi azul e branco esbanjou técnica e sincronia durante sua apresentação. Com elementos muito bem caracterizados o malhadinho que já foi cinco vezes consecutivas campeão, brincou inclusive com o adversário em suas letras, demonstrando além do bom humor, muita criatividade. Não sendo superado apenas pela garra e paixão que vinham dos integrantes do Boi Flor do Campo e de sua galera.

No terceiro dia, o Boi Malhadinho abriu sua apresentação com o cenário de uma vila de pescadores com todos os participantes caracterizados, ressaltando a fé do homem amazônico. Encenando uma procissão a marujada de guerra adentrou a arena. Da igrejinha surgiu o boi malhadinho e sendo recepcionado pela sinhazinha da fazenda. A evolução da cunhã poranga do boi malhadinho chamou a atenção não apenas pela beleza índia guerreira, mas pela resolução e leveza de seus passos.

Apela à natureza

Com um cenário inicial que lembrava a floresta, o Flor do Campo iniciou sua apresentação. Surgindo em meio a selva, uma iguana gigante trouxe ao centro da arena o apresentador do boi vermelho e branco. Trazida por uma arara gigante a sinhazinha do boi vermelho resplandeceu em graça e simpatia. Logo em seguida foi a vez do boi entrar em cena. No ritual, vinte índios Paeter Suruí foram convidados garantindo a fidelidade na representação deste item.

Fonte: Decom

 

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