Segunda-feira, 8 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Silvio Persivo

México joga os Bleus no vinagre: 2x0


 

Num jogo de vida ou morte o México mereceu vencer a França por 2 a 0, deixando os Bleus numa situação de quase eliminado no Grupo A da Copa do Mundo de 2010. Os mexicanos atingiram quatro pontos conquistados assumindo a vice-liderança do grupo, atrás do Uruguai, que leva a melhor no saldo de gols. A França é a terceira, com apenas um ponto, assim como a África do Sul. A marca do confronto foi mesmo a de que França e México entraram no gramado do Peter Mokaba com a mesma necessidade: vencer para continuar com chances de classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2010. Empurrados pela vitória do Uruguai por 3 a 0 sobre a África do Sul a partida foi movida pela ansiedade, porém, foram os mexicanos que tomaram a iniciativa de buscar sua primeira vitória nos vinte minutos iniciais, o México chegou por três vezes com perigo à meta do goleiro Lloris. O técnico Javier Aguirre foi ousado ao escalar três homens de frente para a partida, manteve o estilo de jogo colocando Barrera mesmo quando foi, por contusão, obrigado a trocar o atacante Vela. Isto se refletiu no campo com mais ações ofensivas e uma pressão que levou perigo em mais oportunidades. Tanto que dos goleiros o único que foi forçado a se esforçar foi Lloris que defendeu um ou outro chute que levou perigo. Somente aos 44 o goleiro Pérez fez a sua primeira defesa na partida. Anelka, que mal pegou na bola, arriscou da entrada da área de perigo para o goleiro. O primeiro tempo foi do ataque do México contra a defesa dos Bleus.

O técnico francês Domenech voltou com uma alteração para a etapa final. Sacou Anelka colocando Gignac. Mesmo assim, a substituição não fez efeito logo, até porque a partida ficou bastante nervosa de ambos os lados, principalmente dos mexicanos que foram punidos, antes dos primeiros 10 minutos, com dois cartões amarelos. A França também fazia muitas faltas. O jogo parou em demasia e os lances eram parados de qualquer maneira mal a bola ultrapassava o meio de campo. Os franceses e mexicanos abusaram das faltas. O técnico mexicano procurando uma solução lançou o quarto atacante, Hernández , que entrou no lugar do meia Juarez e, depois, mostrando a disposição para ganhar colocou o experiente Blanco substituindo Franco. E foi premiado de forma inesperada, pois, aos 19, Hernández, em posição irregular, recebeu, driblou Lloris e fez justiça ao placar no Peter Mokaba, 1 a 0 México. O jogo continuou no mesmo ritmo até que, aos 32, Abidal fez pênalti em Barrera. O experiente Blanco foi para a cobrança e marcou garantindo a vitória por 2 a 0 do México. O placar foi justo? Bem, o México dominou e fez os gols. Justiça não é coisa que se discuta em futebol. O que vale mesmo é a bola entrar e, isto, que me perdoe os técnicos modernos não é um mero detalhe. È o essencial.

Fonte: Sílvio Persivo
 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Gente de OpiniãoSegunda-feira, 8 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Uma Homenagem a um velho (e sempre novo) amigo

Uma Homenagem a um velho (e sempre novo) amigo

Há, em nossa vida, pessoas que se entrelaçam com tempos importantes e acabam nos acompanhando pelo tempo afora. Este é o caso de Edwaldo Viecelli, q

Uma tênue luz no fim do túnel

Uma tênue luz no fim do túnel

No berço da democracia grega, os sofistas compreenderam uma verdade fundamental: a sobrevivência da pólis dependia da palavra e da discussão. Longe

A ilusão da autenticidade: como a ia redefine a criação e o trabalho

A ilusão da autenticidade: como a ia redefine a criação e o trabalho

Não há, no mundo contemporâneo, como fugir da tecnologia e de seus avanços. Pouco importa a resistência subjetiva de cada um: as inteligências artif

O decreto da mordaça digital

O decreto da mordaça digital

Há momentos em que o silêncio deixa de ser prudência e passa a ser cumplicidade. O Decreto nº 12.975/26 é um desses casos. Sua publicação deveria te

Gente de Opinião Segunda-feira, 8 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)