Quinta-feira, 26 de junho de 2025 - 09h40

Há certas pessoas que são
impossíveis, se goste ou não, de ser ignoradas pela diferença que fazem no seu
tempo. Um César, um Alexandre, um Napoleão, um Leonardo Da Vinci, só para citar
os que me chegam sem dificuldade, fizeram muita diferença no seu tempo. No
mundo contemporâneo há diversas personalidades que, com certeza, serão
lembradas no futuro, porém nenhuma me parece ter tido uma vida tão repleta de
polêmicas e importância quanto a de Elon Musk, que, além de ter acumulado uma
fortuna que o coloca entre os homens mais ricos do mundo, influenciou muito em
campos tão diversos como os setores automotivo, aeroespacial, de comunicações e
de tecnologia com uma combinação de ousadia, em certos momentos até de provocação e outros de uma atuação
surpreendente, como foi sua rápida passagem pelo governo de Trump. Sempre que
leio alguma coisa sobre Musk mais fico interessado na trajetória deste que, sem
dúvida, faz parte de uma minoria que muda as condições de nosso mundo. Assim
estou muito interessado na obra do premiado jornalista Dennis Kneale ,
que assina o livro Elon Musk: gênio ou louco?, que, agora, foi
traduzido e publicado no Brasil como novidade do catálogo da Citadel
Editora. A obra, segundo release que recebo, apresenta os bastidores
da trajetória do bilionário. O autor, ainda segundo o texto, apresenta o homem
mais rico do mundo sob múltiplas camadas: empreendedor radical, visionário
inquieto e figura que desafia as convenções de poder e autoridade em todo o
mundo. Kneale não se limita em narrar sucessos, como os da Tesla e da SpaceX,
mas procura entender o que há por trás das decisões que moldaram o império do
sul-africano, até mesmo aqueles que resultaram em fracassos. Ele revela como
Elon Musk opera a partir de uma lógica incomum, baseada em chamados “primeiros
princípios”, um método de raciocínio que decompõe problemas até suas verdades
fundamentais. O livro supera os limites de um perfil sendo mais uma
reflexão sobre os limites da inovação e o preço de perseguir metas futuristas
com total desprezo por normas determinantes. O autor mostra como Musk confronta
abertamente reguladores, políticos e jornalistas, e como transforma críticas e
crises em combustível para crescer. Em episódios marcantes, como sua recusa em
ativar a rede Starlink na Crimeia ou sua famosa baforada de maconha em um
podcast, vemos como ele lida com riscos extremos, muitas vezes com
consequências bilionárias. A relação de Musk com os políticos também
ganha espaço no livro, inclusive sua atuação durante a campanha e governo de
Donald Trump. Embora afirmasse agir de forma independente, o bilionário foi
fundamental, em momentos estratégicos, fazendo parte do governo e apoiando a
agenda trumpista. Este envolvimento, assim como sua defesa radical da liberdade
de expressão no X (antigo Twitter), reforça a imagem de um outsider com poder
suficiente para dobrar ou ignorar as instituições tradicionais. Aliás,
esta é uma das facetas de Musk que mais me impressionam. De certa forma ele
sempre foi um libertário, um defensor da liberdade pessoal e de expressão até
mesmo quando isto impactou muito fortemente em seu bolso diferentemente de
outras personalidades que colocam sua fortuna acima das convicções.
Efetivamente estou esperando, ansiosamente, que os Correios me entreguem o
livro de Dennis Kneale “Elon Musk: Gênio ou Louco?” para ver
as novidades que traz sobre esta figura intrigante. O livro, de qualquer forma,
é uma leitura obrigatória para quem busca compreender as estratégias empregadas
por uma das personalidades mais influentes da atualidade. É também um convite
para ampliar os limites, idéias e ambições e refletir sobre até onde
estamos dispostos a seguir nossas convicções e ideais.
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