Porto Velho (RO) segunda-feira, 23 de setembro de 2019
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Sergio Pires

Primeira Mão - 27/11/10


Primeira Mão - 27/11/10 - Gente de Opinião
 

O TERRORISMO ASSOLA O RIO E

NÃO  SE FALA EM MUDAR AS LEIS

 

O que está acontecendo hoje no Rio de Janeiro era perfeitamente previsível. O crime organizado, que manda na cidade há anos, não aceitaria e não vai aceitar perder seu espaço para postos policiais e ações do Estado. Quando os chefões começaram a ser presos e transferidos para presídios federais – como os de Rondônia – a cabeça do movimento decidiu agir. De dentro dos presídios, através das visitas obrigatórias e de advogados que, por vezes, são também parceiros do crime, saem as ordens, não importam onde estejam presos que mandam, para ataques pesados contra a população e contra a polícia. Dependentes do tráfico de drogas, muitos deles menores, a maioria jovens, são obrigados pela alta cúpula do crime a praticar atentados, verdadeiros atos de terrorismo, contra a população. Se não o fizeram, acabam mortos ou suas famílias são dizimadas. Tudo isso está acontecendo no Brasil, no Rio de Janeiro, uma das mais lindas cidades do mundo. E vai continuar acontecendo, porque enquanto os bandidos ferozes não respeitam nada e ninguém, nossa legislação dá a eles status de cidadania, igual a quem trabalha, paga seus impostos, luta pela sobrevivência e serve apenas como carne de açougue, na condição de vítimas desses celerados.

Visitantes que transmitem ordens do crime; progressão da pena para bandidos irrecuperáveis; penas brandas para quem não tem mais recuperação; discursos e ações de representantes dos direitos humanos dos bandidos valendo mais do que qualquer defesa da vida do brasileiro comum: tudo isso é o centro do problema. Enquanto a impunidade campear e a lei dar aos facínoras o tratamento VIP que recebem, não haverá ação para acabar com a criminalidade. Quem não acreditar nessa premissa, está no mundo dos sonhos e prestes a entrar para o rol das vítimas.

 

MENOS DIFÍCIL

Entre alguns assessores mais diretos de Confúcio Moura, havia o temor de que ele não teria facilidades, na atual Assembléia Legislativa. Depois da visigta do governador eleito praticamente a todos os parlamentares, a preocupação transformou-se em tranqüilidade. O clima da recepção ao novo comandante do Estado foi dos melhores.

 

CORRIDA À MESA

A preocupação de Confúcio agora é em relação à futura mesa diretora e a escolha do novo presidente da Assembléia. A disputa acirrada pode causar problemas lá na frente, porque os grupos perdedores podem não aceitar tão pacificamente uma eventual derrota. Por isso, o novo chefe de governo está pisando em ovos ao tratar da questão.

 

INCÓGNITA

Outra questão que está sendo analisada pelos governistas que assumem e que ainda é uma incógnita, é saber qual o real poderio da oposição. O grupo ligado aos ex-governadores Ivo Cassol e João Cahulla ainda seria forte o suficiente para uma vitória na Mesa da ALE? A pergunta ainda não tem resposta.

ESTRAGO FEITO

Depois do estrago feito com a minuta do projeto da transposição, parlamentares rondonienses ainda tentam diminuir o prejuízo, tentando impedir que ela se transforme em projeto e seja aprovado assim como está. Pouco conseguirão. A transposição vai sair exatamente como determinou a União. Quem ficou fora, ficou...

 

LUTA INGLÓRIA

Nos estertores do atual mandato, membros da bancada federal ainda avisam que lutarão para incluir pensionistas e aposentados e outros servidores no projeto da transposição. Não lhes falta espírito de trabalho e esforço para a batalha. Mas será uma batalha perdida. O assunto está definido dentro do governo federal.

 

CURRÍCULO

Confúcio Moura aproveitou o final de semana para se debruçar sobre pilhas de currículos. Já separou os ficha limpa dos ficha suja e agora entra na reta final da decisão para escolha da sua equipe. Haverá nomes já conhecidos, mas também muitos cara nova. Dentro de duas semanas, sai o anúncio oficial.

 

UMA HORA

O mais longo encontro que o governador eleito teve na Assembléia, durante sua visita, foi com o deputado do PV, Luizinho Goebel. Mais de uma hora. O assunto foi longo e resultou em comentários de que o jovem deputado do Cone Sul pode sim entrar para a lista dos que poderiam chegar à presidência da Casa.

 

DINHEIRO TEM

Não será por falta de recursos que a ponte binacional Brasil-Bolívia não sairá. A deputada Marinha Raupp, presidente da Comissão de Viação e Transportes da Cãmara Federal conseguir colocar 300 milhões de reais no orçamento para a obra. Ela ligará Guajará Mirim a Guayara. Falta agora só a vontade de começar o trabalho.

 

CAMPEÃO?

E não houver nenhuma “mãozinha” dos árbitros; se o bom futebol prevalecer; se houver um pingo de justiça dentro do campo, o mais disputado campeonato nacional do mundo pode terminar hoje. Com a justa vitória do Fluminense e do técnico multicampeão Murici Ramalho. Se não for hoje, será domingo que vem.


 

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Fonte: Sergio Pires  - ibanezpvh@yahoo.com.br
 
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