Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 - 07h50

Vale a pena
reproduzir a essência, para que você, leitor, faça sua análise. “Há sete anos,
o senhor sabe, eu nunca tinha visto um mês de fevereiro com o Plenário tão
fechado, como este ano”. Mais: “tenho o maior respeito por Vossa Excelência,
mas como presidente desta Casa, revisora da República, o senhor tem falhado
muito. E quero lhe fazer um pedido aqui, tal o último, o derradeiro: o senhor
não tem como tapar o sol com a peneira, com relação ao maior escândalo, à maior fraude do sistema
financeiro da história do Brasil”.
Foi assim que começou um dos mais
duros ataques de um membro do Senado Federal, Eduardo Girão, ao presidente da
Casa, Davi Alcolumbre. Curto e grosso, Girão prosseguiu: “o senhor tem aqui 51
colegas seus que assinaram a CPI ou CPMI do Banco Master, que está aí na sua
mesa. A gente não precisa de atalhos, como a CPI do Crime Organizado ou na CPI
do INSS ou em alguma subcomissão. Isso não está certo!”
Girão continuou seu curto, mas duro
discurso. “o escândalo merece uma CPMI própria. O deputado Carlos Jordy
conseguiu um número recorde de assinaturas. E não é só a direita que quer a
CPMI. Agora furou a bolha. Finalmente, a mídia tradicional acordou e quer
saber. Como o brasileiro cobra. Tem que abrir a CPMI do Banco Master”
Mas não foi só isso. Girão atacou
outro ponto importante. “outra coisa que o senhor não tem mais como o senhor
colocar embaixo do tapete. Não faça isso com o Brasil. O senhor está na
presidência do Senado Federal. O senhor tem que abrir o impeachment. Este é o
nosso trabalho. Esta Casa tem 200 anos e é só a gente que pode fazer isso”.
Citando os nomes dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, como
alvos de processos de impeachment, o senador Guirão ironizou, ainda, ao exigir
que o Senado comece a tratar do tema. “Para isso, o senhor tem 129 milhões de razões”,
obviamente se referindo ao contrato milionário da esposa de Moraes com o Banco
Master.
Por fim, Girão questionou: “o
senhor faz isso ou quer a paz da indiferença? O senhor sabia que a paz da
indiferença é exatamente o oposto da paz? A paz é ação, é Justiça. E o senhor
está com a solução na mão”. Girão ainda lembrou que há um pedido de CPMI do
senador Esperidião Amin, a da Vaza Toga, “há meses na sua mesa e o senhor não
abre”. Afirmou que o Senado está desmoralizado “e o senhor, Presidente
Alcolumbre, é talvez o maior responsável por isso”!
“O Brasil está numa degradação
moral e o senhor pode mudar isso, apenas cumprindo seu papel!”, concluiu.
Alcolumbre ouviu, com cara de paisagem, com careta de desaprovação, mas,
obviamente, nada fez e, provavelmente, nada fará. Bem feito para os amapaenses
que elegem um político como este, que poderia salvar o Brasil, mas, claro, teme
em fazê-lo, pelo enorme rabo preso que tem...
CAMARGO MUDA DE PLANOS E AGORA LANÇA
SEU NOME PARA DISPUTAR O GOVERNO EM OUTUBRO
Mudança de planos! O deputado
estadual Rodrigo Camargo, que se declarava candidatíssimo ao Senado, inclusive
começando a aparecer com índices promissores nas pesquisas, já não o é mais.
Agora, ele anuncia, decidiu lançar-se como um dos candidatos à sucessão de
Marcos Rocha. Isso mesmo. Rodrigo Camargo quer o Governo de Rondônia, a partir
de 2027.
Os planos envolveriam a sua saída do
Republicanos, seu partido hoje, para ingressar no Podemos, partido comandado
pelo prefeito de Porto Velho, Léo Moraes. Para concretizar este projeto,
Camargo teria que tirar do caminho o prefeito de Vilhena, Delegado Flori, em
que Moraes está apostando suas fichas na corrida pelo Palácio Rio Madeira/CPA.
Em 2022, foi eleito com 11.804 votos,
sendo o mais votado da sua cidade, Ariquemes. Tem tido um mandato
controvertido, se tornando um dos mais duros adversários do atual governo
estadual e com discurso vigoroso contra o governo Lula.
Camargo já teve rusgas com colegas
de parlamento, mas o que ficou registrado como principal confronto foi com o
ex-comandante da Polícia Militar do Estado, Coronel Braguin, em audiência na
Assembleia. Foi depois do episódio que Braguin acabou substituído no cargo em
que ocupava e onde recebia os maiores elogios por suas ações no combate ao
crime.
Camargo é um nome novo na
política rondoniense. Se diz pronto para combater o que chama de “velha
política” e em breve, começa a divulgar seus planos para a campanha que se
avizinha.
COM O NOVO PRETENDENTE, CHEGA A DEZ O
NÚMERO DE POSSÍVEIS CANDIDATOS AO GOVERNO RONDONIENSE
Com a inclusão de Rodrigo Camargo no
rol dos pretendentes ao Palácio Rio Madeira/CPA, a relação parcial, aquela que
é citada até agora, chega ao seu décimo pretendente. Já estão nela Adailton
Fúria, Marcos Rogério, Expedito Neto, Hildon Chaves. Ainda: Sérgio Gonçalves,
Ricardo Frota, Delegado Flori, Samuel Costa. Ainda há a possibilidade de que
Fernando Máximo opte por concorrer ao Governo e não ao Senado, já que ele está
muito bem em pesquisas para ambos os cargos.
Dos nomes ao Senado, além de Máximo,
Confúcio Moura e Acir Gurgacz também poderiam almejar o Governo, mas ambos já
teriam decidido não entrar nesta corrida. Confúcio deve buscar a reeleição ao
Senado e Gurgacz quer voltar ao poder de onde seu mandato foi tirado por uma
das grandes injustiças cometidas contra um política rondoniense nos últimos
anos, à altura do que aconteceu com Ivo Cassol.
Há possibilidade real, claro, de
uma depuração entre os nomes que estão se postando para um mandato no governo
rondoniense. Dos dez postulantes, há possibilidades de entre três a quatro
mudanças de planos até junho, quando ocorrerão as convenções. Também podem
surgir novos pretendentes, nesta caminhada.
Nos próximos dias, devem surgir novas
pesquisas, daí já com os dez nomes pretendentes ao Governo, para que se tenha
ideia, a pouco mais de sete meses, do que o eleitor pensa sobre cada um dos
nomes.
AVANTE CRESCE, PODE TER SETE
VEREADORES E JÁ FORMOU NOMINATA COMPLETA PARA DISPUTAR A ASSEMBLEIA
Quem diria que o até há pouco nanico
Avante se tornasse um partido muito forte em Rondônia, presente com diretórios
em 32 cidades e querendo se instalar nas outras 20, fechando o ciclo em todo o
Estado? Pois é isso que está acontecendo. Sob o comando do ex-deputado estadual
Jair Montes, o Avante caminha para se tornar, por exemplo, o maior partido na
Câmara Municipal de Porto Velho.
Hoje, representam a sigla os
vereadores Breno Mendes e Zé Paroca. O presidente da Câmara, Gedeão Negreiros,
que está no PSDB, também vai ingressar no Avante. Ele e seu irmão, o
ex-vereador Edwilson Negreiros, deixarão juntos o ninho tucano para se alojar
no partido de Montes. Outros quatro vereadores estariam negociando a troca de
sigla. Ou seja, caso isso se concretize, o Avante teria sete vereadores, tornando-se
a maior bancada da atual Câmara Municipal na Capital.
Mas tem mais! O partido já tem 25
nomes para disputar as 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, incluindo a cota
completa de mulheres. Há gente na fila, esperando. Haverá uma depuração, quando
então o Avante apresentará sua relação final. Um dos nomes certos na relação é
do atual deputado Marcelo Cruz, ex-presidente da ALE, que ingressou no partido.
O Avante também terá candidatos
próprios à Câmara Federal. Os nomes ainda não são conhecidos. Ao Senado e ao
Governo, a tendência é que o partido siga o governador Marcos Rocha, a quem
Jair Montes admira e diz ter muita gratidão. Portanto, o ex-nanico Avante se
agiganta em Rondônia!
BAGATTOLI CONSEGUE EMENDA CONSTITUCIONAL QUE PROÍBE O QUE ELE CHAMOU DE “UMA DAS MAIORES INJUSTIÇAS CONTRA OS CAMINHONEIROS”
“Estamos corrigindo uma das maiores
injustiças contra a classe dos caminhoneiros”, comemorou o senador rondoniense
Jaime Bagattoli, ao ver aprovada PEC de sua autoria, por unanimidade, no Senado
Federal, que protege estes profissionais de penalizações consideradas
indevidas. Debatida desde o ano passado, a proposta foi aprovada por
unanimidade com 69 votos, 20 a mais do que o mínimo necessário para aprovação.
“A Lei dos Caminhoneiros, lá de 2015,
só trouxe exigências, mas não garantiu uma estrutura mínima para parada e
descanso, os chamados PPDs. O resultado, ao longo desses anos, são
caminhoneiros multados por simplesmente não terem onde parar. É uma contradição
flagrante e talvez uma das mais cruéis contra uma classe específica no Brasil”,
destacou Bagattoli, ao defender a PEC, no plenário.
“Em resumo, A PEC impede que o
motorista seja multado se descumprir os intervalos de descanso em trechos que
não têm estrutura adequada. E os ganhos são muitos, como locais de descanso com
condições básicas de segurança, higiene e repouso, segurança jurídica aos
profissionais e mais segurança nas rodovias também”, informou o senador.
Com a relatoria do senador
catarinense Esperidião Amin, a proposta de emenda à constituição, para
Bagattoli, “é motivo de muito orgulho”. Este tipo de matéria exige a aprovação
de pelo menos três quintos do plenário, ou seja, pelo menos 49 votos. “Conseguir
que uma PEC de minha autoria seja aprovada é motivo de muito orgulho do nosso
mandato. Isso significa que conseguimos construir consenso entre os colegas
parlamentares e mostrar a urgência dessa pauta para a economia do país”,
comemorou Bagattoli. A PEC segue afora para a Câmara dos Deputados, para
aprovação.
FLÁVIO
APONTA MÁXIMO COMO NOME AO SENADO, MAS ESCREVE QUE COM SCHEID, “VAMOS PERDER”
Repercutiu em sites de notícias e em colunas de comentaristas políticas, anotações que teriam sido feitas pelo presidenciável Flávio Bolsonaro, em relação à Rondônia. A letra é idêntica a dele, por isso que é quase certa a autoria. Nas anotações, Flávio descarta a participação do governador Marcos Rocha no processo eleitoral e abre a possibilidade concreta de que Fernando Máximo seja o principal nome do PL para disputar uma das duas cadeiras ao Senado.
Contudo, ao lado do nome do empresário Bruno Scheid, de Ji-Paraná, Flávio
escreveu: “vamos perder”, mesmo contra o desejo do seu pai, o ex-presidente
Jair Bolsonaro e da ex-primeira dama, Michele, que colocaram Scheid como o
principal nome do PL para uma das duas vagas.
Marcos Rogério seria o único nome do PL para disputar o Governo de Rondônia.
Flávio Bolsonaro, nas anotações, escreveu que Fernando Máximo viria para o PL
(ainda está no União Brasil) caso Scheid não fosse candidato. As anotações
confirmam que Marcos Rocha ficará no cargo até o foi do seu mandato e,
portanto, não faz parte dos eventuais candidatos ligados ao bolsonarismo.
Indicado pessoalmente pelo pai, Flávio Bolsonaro começou a aparecer modestamente nas primeiras pesquisas. Chegou a ter o aval de alguns esquerdistas e pela mídia governista, que imaginavam que ele seria adversário fácil a ser engolido por Lula, candidato novamente. Contudo, com as constantes quedas de popularidade do petista, um dos filhos de Jair Bolsonaro já aparece como uma nome viável e com chances reais de chegar à Presidência.
UMA MENINA MORTA PELA PERVERSIDADE.
COMO NINGUÉM DENUNCIOU ESTE CRIME CRUEL?
Crueldade. Desumanidade.
Perversidade. Todos estes adjetivos terríveis e muitos outros podem ser usados
para se tentar entender o que levou uma família inteira a destruir a vida de
uma menina, de apenas 16 anos, torturada durante longo tempo, até que morreu,
depois de todas as agressões que sofreu. Uma vida levada pela fúria de uma
família, sob suspeita, de ter praticado toda esta violência.
Uma jovem adolescente, segundo as
primeiras investigações da polícia, morreu por tortura, desnutrida, tinha ossos
expostos de tanta fome e, ainda, ferimentos com larvas. Vivia amarrada com fios
numa cama. Pai, madrasta e avó estão presos, acusados deste crime hediondo, uma
espécie de filme de terror em que foi transformada a vida desta pobre menina.
Como isso foi possível? Como ninguém denunciou esta aberração, que
destruiu a vida de pouco mais que uma criança? Ninguém sabia? Não tinha
vizinhos? Um ser humano foi descontruído, destruído, transformado numa massa
desumana, sem que houvesse um só grito de protesto.
Testemunhas que só apareceram agora, relataram, nas investigações que
estão em andamento, que ela sofria maus-tratos constantes, incluindo cortes de
cabelo forçados como forma de punição. A família
foi presa por suspeita de crimes de tortura com resultado morte, cárcere
privado, maus-tratos e omissão de socorro. Se tudo comprovado, os culpados
merecem apodrecer na cadeia.
AOS 81 ANOS, CADA VEZ MAIS LÚCIDO E COM A VERVE DE SEMPRE, AMIR LANDO PODE VOLTAR ÀS ELEIÇÕES EM OUTUBRO
Amir Lando é ainda uma referência na
política rondoniense e brasileira. Entrou para a História principalmente por
ter sido o relator do impeachment de Fernando Collor de Mello, no Senado, mas
também como ministro da Previdência e um dos melhores discursos no Parlamento
brasileiro, à sua época. Agora, aos 81 anos, continua pensando com a lucidez
das melhores cabeças e com os olhos ainda brilhando, quando fala na
possibilidade (ainda não definida) de voltar a disputar uma eleição.
Ao participar novamente, nesta
semana, do programa Papo de Redação, com os Dinossauros da Rádio Parecis FM,
Amir relembrou momentos da sua carreira; dos tempos em que o MDB arrastava
multidões; da doença que o manteve internado por um longo período, uma
diverticulite – a doença que tirou a vida de Tancredo Neves – e agradeceu a
Deus por ter escolhido mantê-lo vivo, superada a doença.
O crítico Amir Lando continua afiado.
Não poupou decisões judiciais que considera extremamente prejudiciais ao país;
afirmou que estamos perdendo as esperanças e que a verdadeira democracia
ocorreu na época em que os políticos defendiam a liberdade e os amplos direitos
dos brasileiros.
Amir, em suas falas, sempre
citando frases de personalidades e autores famosos, mostrando todo o seu
contexto intelectual, criticou também os parlamentares atualmente, que viviam
apenas de emendas. Se estivesse ocupando um cargo eletivo, garante, não se
tornaria o que se chamou de “vendilhão do templo”, embora reconheça que,
eventualmente, recursos de emendas possam ajudar regiões mais esquecidas, senão
abandonadas.
O veterano Amir Lando está mais
atualizado do que se imagina. Aborda temas de hoje com a mesma verve com que
relembra as conquistas do passado. Quem sabe Amir ainda decida concorrer em
outubro? Eleito, qualificaria muito nossa bancada federal, sem dúvida alguma!
VALEU O URRO DA OPINIÃO PÚBLICA PARA
CORRIGIR DECISÃO ABSURDA DO TJ DE MINAS GERAIS
A lição tem que ser aprendida. Nada
como uma enorme pressão da opinião pública para se modificar decisões judiciais
absurdas e injustas. Foi o que aconteceu com o caso do estuprador de uma menina
de 12 anos e a mãe dela, presos em Minas Gerais, depois que o Desembargador que
havia determinado a absolvição de ambos voltou atrás e modificou sua sentença.
Desde o final de semana, quando a decisão inacreditável foi exarada, a gritaria
nacional foi violenta. Até que a excrescência fosse modificada.
O
desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça
do Estado de Minas, certamente não
suportou a o urro das ruas contra sua absurda decisão e mandou prender tanto o
criminoso que vivia com a criança quanto a mãe dela, que, em troca de cestas
básicas, permitia o estupro. Claro que a mudança na sentença foi explicada por
manobras jurídicas, os chamados embargos de declaração com efeitos
infringentes, para restabelecer a condenação da Primeira Instância.
O episódio da
lamentável posição de dois desembargadores da 9ª Câmara do TJ mineiro, tomara
que sirva de exemplo contra outras decisões absurdas, algumas completamente
inconstitucionais, como muitas tomadas, por exemplo, por ministros do Supremo
Tribunal Federal e, especialmente, pelo ministro Alexandre de Moraes. Se o
Senado, acovardado e cheio de políticos com o rabo preso assiste, inerte, a
tudo isso, que a pesada opinião pública possa transformar estas injustiças!
PERGUNTINHA
Como fica a situação daqueles
esquerdistas que exigiam Justiça para Marielle Franco e seu motorista, quando acusaram
o ex-presidente Bolsonaro de envolvimento e, agora se calam, ao saber que os
irmãos Chiquinho e Domingos Brazão foram os mandantes da execução da então
vereadora e do seu motorista, mortos a tiros de metralhadora numa rua do Rio de
Janeiro?
Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Demorou quase sete anos, mas, enfim, a OAB nacional acordou. Parece mentira, mas acordou! Finalmente, a entidade protocolou uma manifestaç

OAB de Rondônia faz carta aberta pedindo respeito ao processo legal e o fim do ativismo judicial
“Respeito integral ao devido processo legal, com o fim de práticas excepcionais que comprometam o sistema acusatório, a ampla defesa, o co

“Levanta-te e anda!” O milagre de Jesus, contado na Bíblia, que colocou de pé um aleijado, está se repetindo hoje. E no Brasil. E por uma bioquímica
Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)