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Sergio Pires

Opinião de Primeira - 16/01/14



O ANO DO CENTENÁRIO COMEÇA 

COM UM FESTIVAL DE PROMESSAS

Quais os presentes que a comunidade de Porto Velho vai ganhar no ano do seu centenário? Afora as 63 obras paralisadas (incluindo os viadutos, que agora, segundo o Dnit, só ficarão prontos daqui a 30 meses, no mínimo); afora as ruas dos bairros destruídas por buracos sem fim e tomadas pelo pó no verão amazônico; afora o abandono dos seus pontos históricos e seu centro comercial antiquado e seOpinião de Primeira - 16/01/14 - Gente de Opiniãom qualquer mobilidade para a população, que mais a Capital rondoniense ganhará? Estamos vivendo um dos piores momentos da nossa mais importante cidade nas últimas décadas.. Não temos o mínimo necessário  à uma cidade que deveria estar muito, mas muito melhor do que está. Merecíamos muito mais. Temos ainda poucos meses pela frente, para, ao menos recuperar um pouco o tempo perdido e, quem sabe, dar umas pinceladas de futuro nesta Capital. Pelo menos um pacotaço de obras públicas; uma limpeza geral no centro e nos bairros; cobrir a buraqueira infernal, já seriam passos importantes. E iluminar melhor toda a cidade. Mas, do jeito que as coisas estão andando, podemos ter esperança de que isso vá acontecer?

O centenário de uma cidade - e ainda mais de uma Capital - merece comemorações, fogos, festejos. Mas, sendo honestos e deixando a hipocrisia de lado: o que exatamente o porto-velhense tem a comemorar, na entrada dos seus 100 anos? Podemos ainda ter esperança de melhorias, não mais que isso. Promessas da Prefeitura de que fará milagres até outubro; do governo, de que asfaltará mais de 150 quilômetros de ruas e avenidas; promessas de conclusão das obras federais. Estamos começando os festejos do centenário com um Festival de Promessas.  Tomara que não seja esse o nome oficial dado às comemorações dos 100 anos de Porto Velho. Porque, de promessas, todos nós estamos com o saco cheio.

RISCO NAS RUAS

Presos andando para lá e para cá pela cidade, transportados em carros da Secretaria da Justiça, do presídio para os fóruns, onde vão prestar depoimento à Justiça é cena comum em Porto Velho e em qualquer grande cidade brasileira. Mais uma vez, as autoridades ignoram os riscos para a população. Presidiários perigosos são uma ameaça, porque pode haver tentativa de resgatá-los ou matá-los, dependendo da facção a que pertencem. E a bala pode correr solta no meio do trânsito. Mas como para as leis brasileiras a população comum é apenas um detalhe, o risco permanece...

OUSADIA E DESTEMOR

Nesta semana, um preso foi baleado por motoqueiros quando chegava à Sejus. Ousados e ignorando a polícia, a (in) segurança e qualquer limite, os bandidos atacam em plena luz do dia, fazem o que bem entendem e, quando presos, ainda recebem tantos benefícios que se fica perguntando: para que serve a eterna separação entre as pessoas de bem e as más? Enquanto isso, os grandes temas nacionais são eleições 2014; Copa do Mundo, Carnaval; Parada Gay: cotas para isso e para aquilo. Vamos de mal a pior, mesmo!

A VOLTA DO PEDÁGIO

Conflitos de Índios contra brancos, na região de Humaitá, podem piorar a partir de agora. Mesmo com um apelo pessoal da presidente Dilma Rousseff, pedindo aos Tenharim que não retomem a cobrança de pedágio na Transamazônica,  a resposta foi não. Eles avisam que a partir de 1º de fevereiro, voltam a achacar motoristas na rodovia federal. O governo propõe cestas básicas para ajudar os índios, eles avisam que não vão abrir mão de mais de 35 mil reais/mês arrecadados nos pedágios ilegais. A coisa complicou.

SENTENÇAS DIFERENTES

Pesos e medidas diferentes. Para quem vive elogiando o STF por ter mandado prender os mensaleiros, é sempre bom lembrar que foi o mesmo Supremo quem doou dois terços do Amapá a algumas centenas de índios e às ONGs internacionais. E o mesmo que deu cidadania brasileira ao cruel assassino Césare Batistti, aquele que matou e incendiou policiais na Itália e que, aqui, é gente do bem, para nossos ministros do STF e para o governo brasileiro. Portanto, devagar com o andor, que o santo é de barro!

TERCEIRA EMPRESA

Amanhã, a Prefeitura anuncia a terceira empresa de ônibus em Porto Velho. Ela terá que ter pelo menos 70 coletivos zero e cumprir várias exigências. Agora, a expectativa: as duas empresas existentes não conseguiram atender a toda a cidade ou é a situação caótica das ruas em dezenas de bairros que não permitem que os coletivos levem e tragam passageiros? A nova empresa terá que entrar também em linhas consideradas horrorosas, pelo estado das ruas, esburacadas, enlameadas e sujas. Dará conta?

VAGABUNDOS À SOLTA

Lamentável, triste, inexplicável: que adjetivos a mais se pode buscar para comentar o caso do Colégio Manaus, em Porto Velho? Em menos de seis meses, a escola foi atacada onze vezes por vândalos e bandidos. Numa delas, dias atrás, os anormais tentaram incendiar o prédio da escola, que é tradicional e muito querida em toda a comunidade da região do bairro Areal. Nesta semana, roubaram os  últimos dois computadores que ainda tinha sobrado dos ataques anteriores. Está na hora da polícia colocar a mão nesses vagabundos. Aliás, já passou da hora...

PERGUNTINHA

Será que depois do que aconteceu em Campo Novo, as quadrilhas que imitam ataques dos tempos do cangaço, ainda vão continuar atacando pequenas cidades em Rondônia?

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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