Porto Velho (RO) terça-feira, 2 de março de 2021
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Sandra Castiel

PODEMOS NOS TORNAR UMA VENEZUELA! Por Sandra Castiel


Não sou fanática partidária, porém, como cidadã, meu sentimento é de indignação diante da roubalheira institucionalizada que a operação lava-jato revelou à nação nos últimos anos!  Vivemos sob o tacão e à mercê de um sistema político podre! Desde aí, minha indignação só aumenta! Pela primeira vez em minha vida não tenho candidatos para Governador e demais cargos de Senado e Câmara.

O Brasil inteiro assistiu as imagens do crime terrível contra Jair Bolsonaro, um dos candidatos a presidente da república; até as pedras da rua sabem que foi um crime político, algo tramado e encomendado! Preso o criminoso, a polícia descobre que havia uma logística de apoio: uma logística impossível para um cara pobre e desempregado: aulas de tiro pagas em dinheiro (700,00); hospedagem paga em dinheiro, quatro celulares e um computador! O candidato Bolsonaro passando o diabo numa UTI, cortado duas vezes, ainda corre risco de vida, certamente, e a Imprensa brasileira não diz nada! Aliás, ontem um vídeo no YouTube revelava que uma grande emissora de TV (qual seria? Claro que sabemos, pois é óbvio!) mobilizou-se para entrevistar o criminoso e tentar fazer a cabeça dos brasileiros contra o candidato, a fim de evitar que chegue à presidência da república! Os quatro advogados do criminoso, aliás advogados que mantêm caríssimos escritórios e se locomovem em jatinhos particulares para visitar o meliante pau-mandado no presídio, passaram um dia inteiro tentando a liberação para que a entrevista ocorra. Meu Deus, que país é este? Que imprensa é esta, manipulada e corrompida?

 Não se referem mais ao crime! Banalizaram este atentado contra a democracia como se fosse apenas um ato insano de um lobo solitário! Estão agora tentando incutir na população que o criminoso é um desvairado e agiu sozinho! Isto é revoltante! Quem paga quatro advogados que se locomovem em jatinhos particulares para um lobo solitário?  Isto ninguém questiona na imprensa! Há um silêncio sobre o crime como se fosse a coisa mais comum do mundo! Isto é inaceitável! No assassinato da vereadora Mariele e de seu motorista, ocorrido no Rio de Janeiro, os criminosos não foram presos em flagrantes, portanto a gente ainda dá à Polícia o benefício da dúvida: pode ser que ainda estejam investigando!

Mas o caso do atentado contra o candidato Jair Bolsonaro é muito diferente! Ao que tudo indica, pela quietude da Polícia, sequer estão indo atrás de quem está pagando os quatro advogados que trabalham na defesa do criminoso; sequer procuram saber quem está pagando os jatinhos através dos quais esses homens se locomovem até o presídio de segurança máxima! E a Imprensa? Com raras exceções, permanece muda sobre este caso escabroso que envergonha a nação, limitando-se o Jornal Nacional a dar informações curtíssimas sobre boletins médicos de Jair Bolsonaro. E pronto!

Que país é este, meu Deus? Até um presidiário condenado cujo partido levou o país ao caos econômico, vilipendiou os cofres da nação, levou o brasileiro ao desemprego e a vender docinhos nas ruas para não morrer de fome, aparece no horário eleitoral para alavancar um de seus pupilos, um zero à esquerda, que, no mínimo, seria outra Dilma!   A quem se dirige este homem diretamente do cárcere? Certamente aos brasileiros miseráveis, beneficiários das malfadadas bolsas, inclusive “bolsa reclusão”! Claro que essas pessoas, compradas assim, tornaram-se fanáticas por este cidadão! Seu governo premiou e incentivou a criminalidade! Isto tudo era uma compra de votos explícita! Preparação, sem dúvida alguma, para a perpetuação no poder! Arrumação do cenário e do contexto para mais uma ditadura na América Latina. E a situação econômica de nosso país? Como nos deixaram?

Porém, o que mais causa perplexidade no momento atual é que o Tribunal Eleitoral ainda permite que o homem, do cárcere onde se encontra, participe do horário eleitoral! Isto é incompreensível! Que país é este? Que tribunais são estes, meu Deus?

Não tenho medo de um militar no poder! Sobremaneira quando eleito pelo voto popular! Tenho pavor, isto sim, de ser governada por um grupo explicitamente aliado a ditadores que conduziram seus países à miséria! Tenho pavor, isto sim, da volta (e da manutenção no poder) de um grupo de ladrões do erário que repartiam entre si o imposto pago com o suor do povo brasileiro, um povo sem um sistema de saúde digno, um povo que morre à míngua sem assistência médica e sem educação de mínima qualidade! Tenho pavor, isto sim, de saber que as crianças possam ser levadas a questionar seu gênero de nascimento e sua sexualidade dentro das escolas, com o aval de governantes! Material de quinta categoria, cartilhas grotescas que despertam precocemente a erotização de criancinhas. Isto não é preconceito, como pregam os proselitistas de plantão que pretendem nos enfiar goela abaixo conceitos e valores estapafúrdios! Tenho consciência do papel da Educação, tenho consciência do papel da Escola e sua importância como instrumento de ação transformadora na vida de gerações de crianças! Uma transformação que os conduzirá à cidadania, à instrução, a uma profissão!

Como educadora, jamais aceitaria esta violência contra a inocência das crianças! Que as pessoas possam exercer suas preferências sexuais, sim, porém adultas, e não criancinhas induzidas pela escola! Cabe à escola ensinar a educação formal! E isto não acontece devidamente neste país onde os partidos dividem entre si os ganhos da nação! Se esse partido que tanto mal fez ao Brasil voltar ao poder, poderemos ter um Jean Wylyans como Ministro da Educação ou da Cultura! Socorro! Peço socorro e mostro minha cara, a cara de uma professora brasileira que trabalhou trinta anos dentro de uma sala de aula de escolas públicas com crianças e jovens. Que Deus nos livre de nos tornarmos uma Venezuela! Que Deus Salve o Brasil

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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