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Gente de Opinião

Paulo Saldanha

O Socialismo, o trabalho e a dignidade


Tem circulado pela Internet a sábia mensagem que começa questionando: “Sabe quantos países com governo socialista restam agora em toda a União Europeia? Apenas 3: Grécia,  Portugal e Espanha. Os 3 estão endividados até o pescoço. Por que será, hein? A esquerda não diz que o socialismo é a solução para o mundo?                 

Como bem disse Margaret Thatcher, quando Primeira Ministra da Grã-Bretanha: - O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros
- Sabe quantos países com governo socialista restam agora em toda a União Europeia? Eu posso repetir: “Grécia, Portugal e Espanha... Todos endividados até o pescoço”.

Ora, nada mais dá dignidade ao chefe ou a chefe de família do que a honra de comandá-la, mediante o exercício de uma atividade através da qual se vê remunerado (a).

Então se ofereça a esse homem ou a essa mulher essa virtude; ofereça-se trabalho.

No Brasil temos 5.564 municípios (Fonte: Senado Federal - Portal de Notícias),onde “o bolsa família” e outros programas sociais são trocados por votos, razão por que me atrevo a sugerir que, por conta dos valores distribuídos, após arrecadação por parte da sociedade que produz, via voracidade da estrutura fazendária, não se movimentam os poderes constituídos na forma republicana e se oferte trabalho, sem vínculos trabalhistas, por conta de uma legislação própria a ser concebida?

A frase não é de minha autoria, mas obriga-nos a uma reflexão: “É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela fortuna”.

Eu sei que os governos civis acabaram ou, no mínimo, reduziram a ação social do INCRA, mas ainda existem a necessidade de estradas e ferrovias, assim como obras de largo alcance sócio-economico, terras para ser incorporadas ao sistema produtivo, sem que os menos avisados tentem justificar invasões e quebra-quebras, vandalismos ou que nome for atribuído à incúria, à indisciplina, à falta de comando, de controle social e à quebra da hierarquia.

Há estradas federais no Centro-Oeste e no Norte que precisam ser integradas. Há chão a ser ofertado em troca da produção agrícola e de hortifrutigranjeiros. Há mercado interno e externo para o país se desejar gerar divisas.   

Afinal, vejamos a sabedoria da frase cunhada “Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que tira de outro alguém. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação”...

Mas, na outra ponta sabe-se que estão bebendo (e não comendo) os saldos “da bolsa família”. Na periferia homens desocupados varam a madrugada jogando dominó e sinuca, bebendo o que deveria estar sendo canalizado para alimentação. Tudo porque o ócio abastarda, deteriora, degenera o cotidiano do homem.

Nizan Guanaes durante a solenidade de uma formatura aconselhou: Vejamos a sabedoria da sua indicação: “Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios”.

E mais uma vez recorro a Voltaire ”O trabalho espanta três males o vício, a pobreza e o tédio”.

Criemos os batalhões da agricultura, os batalhões das grandes obras (sem esquemas, sem falcatruas), os exércitos civis da dignidade e da eficiência laboral, com supervisão de técnicos e incluamos essa parte da população que precisa ser valorizada com o oferecimento do salário (e não de bolsas disso ou daquilo), único caminho para doar respeito a um ser humano que, no seu subconsciente, ergue os braços clamando por liberdade límpida e cristalina para que ela possa abrir-lhe as asas sobre ele.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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