Porto Velho (RO) sábado, 14 de dezembro de 2019
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Paulo Saldanha

CRÔNICAS GUAJARAMIRENSES - Os principais e os coadjuvantes


CRÔNICAS GUAJARAMIRENSES - Os principais e os coadjuvantes - Gente de Opinião

                      Aqueles que pensam que sozinhos são heróis, tomem tento! Sem o apoio, força, pensamento e ações de terceiros jamais chegariam aos panteões da glória.

 

                    Penso que atletas do nível de um Pelé - apesar da aura que seu talento traduz -, sem um Coutinho, Zito, Pepe, Mengálvio, Mauro etc., por exemplo, seria inócuo qualquer esforço isolado para transformá-lo na majestade que é.

 

                    Um general astuto, perspicaz e líder carismático, sozinho não consegue vencer uma guerra sem que o Estado Maior - seus coronéis, majores, capitães, tenentes, suboficiais, sargentos, cabos e soldados - dê soluções para as conquistas dos espaços imprescindíveis de forma a ganhar uma batalha.

 

                    Até Jesus Cristo, operador de tantos e tantos milagres, culto e preparado, nunca colocaria tantas igrejas e tantos milhões de fiéis pelo mundo não fossem seus apóstolos, primeiros pastores evangélicos, a dar respaldo na disseminação de suas mensagens.

 

                    O Papa, a exemplo do líder maior da Cristandade, não manteria a Igreja de pé não fossem seus cardeais, bispos e sacerdotes, acolitados pela benemerência de freiras que se espalharam pelo mundo afora, elegendo o catecismo como forma de evangelizar no mesmo instante em que abriam colégios e hospitais nas Américas, África, Ásia e Oceania.

 

                    Um partido político não teria elegido um só dos seus integrantes não fosse o arrojo, denodo, criatividade e audácia de seus militantes.

 

                    Uma corporação empresarial, com suas doutrinas, filosofias e metodologias, se perderia na formulação dessas teses se as ações empreendidas por seus executivos, assessores, demais funcionários e terceirizados não entoassem os cânticos de vitórias a partir das palavras de entusiasmo ecoadas no âmbito de cada instituição, que sempre busca o LUCRO.

 

                    Um cantor lírico ou popular não conquistaria platéias nem venderia discos, acaso todos da orquestra não estivessem afinados nos acordes e se o trompete, sax, piano, acordeons, bandolins, violinos, violões, e demais instrumentos destoassem, tampouco se os músicos do tambor e da zabumba claudicassem.

 

                    O palhaço de circo não faria rir se não houvesse o personagem coadjuvante, nem sempre notado, a lhe favorecer sendo a “escada”, que com sua participação inocente e aparentemente desleixada provoca com seus questionamentos hilariantes as reações engraçadas por parte do artista considerado maior, com sua cara pintada e suas roupas extravagantes.

 

                    A prostituta deixaria de cumprir o seu papel social se o arquiteto, o engenheiro, oleiro, o pedreiro, carpinteiro, pintor, ou seja, toda a equipe da construção do motel, não o edificasse com o foco na luxúria dos outros e das outras, curtidores da sedução e dos jogos amorosos.

 

                    Nenhum vento seria favorável ao comandante do navio que buscasse um porto seguro se os marujos, velejadores e remadores não cumprissem as suas tarefas com ardor e força, conhecendo o seu papel naquela engrenagem...

 

                    Nenhum crime seria desvendado pelo delegado acaso não houvesse a investigação do agente de polícia responsável por sua elucidação, ou se a perícia criminal não fosse acionada.

 

                    É preciso, pois, valorizar o subordinado, o assessor, o ajudante, o auxiliar, o secretário, enfim, o COADJUVANTE, aquele que ajuda a comandar e a elevar aquele que se acha PRINCIPAL.

 

        Afinal, de nada valeria a beleza física de um corpo humano se o cérebro, fígado, coração, baço, pâncreas, braços e pernas não o movimentassem...

 

          Por isso e por outras é que sempre valorizei o trabalho em equipe! 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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