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Notícias de Sylvio Santiago



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Editor de Amazônias


Catarinense de cepa e rondoniense de coração, o ex-presidente da extinta Teleron, Sylvio Santiago, aposentou-se depois de 45 anos de serviços e mora atualmente em Florianópolis. A esposa, Maria do Carmo, também se aposentou como Procuradora Federal. Durante a sua gestão, no início dos anos 1980, Rondônia ingressou na modernidade telefônica, ganhando os sistemas de discagem direta a distância e discagem direta internacional (DDD e DDI).

 

De lá recebo notícias dele, com a amabilidade que o caracteriza e o sentimento de quem morou 15 anos em Porto Velho. Alegram-me as palavras dele: "Posso lhe afirmar que foram os melhores anos de nossas vidas. Nesses anos, principalmente na área de telecomunicações, com uma das melhores equipes de técnicos que eu já tive o privilégio de liderar, desenvolvemos um grande trabalho em todo o Estado, recebendo o reconhecimento de toda a sociedade."Notícias de Sylvio Santiago - Gente de Opinião

 

Santiago recebeu em 1983 o título de Cidadão Honorário de Porto Velho e, em 84, foi agraciado com a Medalha do Mérito Marechal Rondon. Em 1985 retornou à sua base na Telebrás, em Brasília. Convocado pelo então governador Jerônimo Santana, de 1987 a 1991 ele trabalhou no Governo de Rondônia, exercendo o cargo de secretário interino do Planejamento. Depois, até o final daquele governo, presidiu a Companhia de Habitação de Rondônia. "Confesso que não foi uma experiência muito gratificante, entretanto, fizemos um bom trabalho na área social", comenta.

 

Entre outras metas, Santiago alcançou a marca de duas mil casas populares, e ao deixar a administração foi um dos poucos que deixaram o governo com "ficha limpa", conforme atestou na época o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Hélio Máximo Pereira, em entrevista à imprensa.

 

Paralelamente, lecionou no antigo Núcleo da Universidade Federal do Pará, no Centro de Ensino Superior de Rondônia e, depois, por quase dez anos, foi professor titular da Universidade Federal de Rondônia (Unir) nas áreas de Economia, Cálculos e Matemática Financeira.

 

Em 1991 ele retornou novamente a Brasília. Sua esposa, Maria do Carmo, ex-adjunta do Detran e depois diretora do Instituto de Identificação de Rondônia, trabalhou na Representação do Governo em Brasília e posteriormente na Advocacia Geral da União, enquanto Santiago assumiu a diretoria do Centro Nacional de Capacitação da Telebrás.

 

Com a privatização do Sistema Telebrás, assumiu em 1998 uma Superintendência na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e outras gerências foram se sucedendo até ele entregar o pedido de aposentadoria no início de 2006.

 

O casal divide parte do tempo para morar em Florianópolis e a outra para Brasília, onde vivem os filhos, que nasceram em Rondônia: Carmen Sylvia e Douglas. "Viver aposentado em Floripa é muito bom; o tempo de ociosidade é preenchido com as muitas coisas que a cidade oferece", ele comenta.

 

Na internet, ele está sempre ligado no que acontece em Rondônia: "É uma delícia ler as colunas do Ciro Pinheiro, do Anísio Gorayeb, da Marlene Rolim, do Viriato Moura, do Lúcio Albuquerque, do Ivo Feitosa, entre outros, e, é claro a sua Rondônia de Ontem", diz.

 

Gostava de ouvi-lo em seu gabinete, quando presidia a Teleron com a serenidade, o entusiasmo e a competência de quem se inseria na transição entre o território federal e o novo estado. É muito bom lembrar da sua pessoa e do seu trabalho.

 

Santiago faz parte de três capítulos da história rondoniense: tecomunicações, ensino universitário e administração pública.

 

NOTA

Sylvio lembra que carros da Teleron enfrentavam atoleiros no interior e pergunta se o da foto do selo Rondônia de Ontem não teria encalhado em Ji-Paraná. A situação ocorreu na rodovia entre Presidente Médici e Rolim de Moura, em 1980. Fiz essa foto com uma Cannon nos meus tempos de A Tribuna.

 

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