Quinta-feira, 12 de maio de 2011 - 17h46
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| Rio Purus, em Boca do Acre (AM): município pode se valer da antiga ligação com Rio Branco (AC) para se inserir no roteiro do turismo regional; guias podem apoiar pacotes /MONTEZUMA CRUZ |
MONTEZUMA CRUZ
Editor de Amazônias
PORTO VELHO, Rondônia – Às vésperas da abertura da saída rodoviária brasileira para os portos peruanos de Ilo e Matarani, no Oceano Pacífico, a Agência Brasileira de Agências de Viagem (Abav) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) têm à disposição um grande potencial de jovens guias de turismo formados, outros em vias de formação. No entanto, ainda não dispõem de um plano para o aproveitamento dessa mão de obra.
"Não queremos apenas ser vistos, mas participar dessa integração com o melhor do nosso trabalho; desde já reivindicamos treinamento e participação nos eventos que envolvam o Acre e Rondônia com a Bolívia e o Peru", defendeu hoje (12) a turismóloga e guia Maria Auxiliadora Lima. Um deles é o Congresso de Guias de Turismo da América do Sul, de 23 a 27 de maio, em Puno, no Peru.
Apesar dos acessos aéreo, terrestre e fluvial rumo a esses países sul-americanos, Rondônia se sente à deriva das discussões que apresentem propostas e também resultados, alerta Auxiliadora. Ao comentar o Selo de Qualidade Abav criado pela Ativa Comunicação, ela menciona a situação de Guajará-Mirim, a 362 quilômetros da capital, vizinha ao Departamento de Beni.
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| Jovens de Ji-Paraná (na BR-364) conhecem Guajará-Mirim (fronteiriça à Bolívia), cidade que reclama melhor atendimento em hotéis /MONTEZUMA CRUZ |
Considera necessária maior preocupação e envolvimento dos empresários hoteleiros no sentido de fazer jus às compensações que começam a chegar. "Eles não devem raciocinar apenas em termos de ocupação de leitos, mas na oferta mais ousada de serviços de qualidade, o que implica técnicas de atendimento", assinalou.
Zelo abaviano
A guia e turismóloga elogia a Abav por identificar agências filiadas que buscam oferecer qualidade na prestação de serviços turísticos ao consumidor. Reconhece que o selo exige da empresa maior empenho na prestação de serviços em conjunto com hotéis, locadoras de veículos e embarcações, companhias aéreas e demais operadores do mercado turístico.
Comentando a qualificação, a presidente da ABAV em Rondônia, Osmarina Veloso, lembrou que de uns tempos para cá surgiram no estado diversas agências de viagens, motivadas pela facilidade tecnológica da venda de bilhetes aéreos e outros serviços turísticos pela internet. No entanto, segundo ela se queixa, isso resultou no atendimento feito por muitas pessoas sem qualificação e conhecimentos técnicos, apenas mediante um programa de computador. A falha é detectada exatamente na falta de especificações de cada serviço e suas eventuais restrições.
"O mais grave, disse Osmarina, é quando surgem imprevistos durante a viagem ou a necessidade de alterações do roteiro inicial; nesse momento, o conhecimento do agente de viagem é fundamental para solucionar o imprevisto, oferecer alternativas e providenciar as soluções." "É nesse momento que o momento que o cliente descobre: se fosse atendido por um profissional qualificado teria uma viagem melhor e mais econômica", acrescentou.
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