Segunda-feira, 15 de outubro de 2007 - 14h34
Tráfico de animais é considerado atualmente a terceira maior atividade ilícita no mundo. Estão no Brasil 10% das espécies de animais existentes no mundo.
MONTEZUMA CRUZ
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BRASÍLIA — A biopirataria está de volta à discussão, na próxima quinta-feira, na Comissão de Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional. Os deputados deputados Marcelo Serafim (PSB-AM) e Rebecca Garcia (PP-AM), autores do pedido da audiência pública para avaliar avanços na legislação e na fiscalização da biopirataria, afirmam que os registros das ações da Polícia Federal para desarticular quadrilhas internacionais de tráfico de animais revelam o tamanho do problema que o País não tem conseguido resolver. "Cerca de 45 mil animais são apreendidos, anualmente, em todo o território brasileiro", lembra Rebecca Garcia.
Segundo a deputada, o tráfico de animais silvestres é hoje considerado a terceira maior atividade ilícita do mundo e que é na Amazônia onde ocorre a maior evasão do patrimônio genético brasileiro. "Quando o assunto é biodiversidade, o Brasil é um dos países mais ricos do mundo. Estima-se que existam entre 5 e 30 milhões de espécies animais no planeta, mas apenas 1,4 milhão descritas pela ciência, sendo que cerca de 10% se encontram no território brasileiro", calcula Rebecca.
São esperados no plenário 15 da Câmara dos Deputados os ministros da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende; da Justiça, Tarso Genro; do Meio Ambiente, Marina Silva; o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Adalberto Luis Val; e o coordenador de gestão do uso de espécies da fauna (Coefa), João Pessoa Moreira Riograndense.
Em recente documento, a organização não-governamental Rede Nacional Contra o Tráfico de Animais Silvestres (Rentas), recomendou ao Congresso e ao Governo a criação de um banco de dados informatizado sobre os autos de infração de crimes contra a fauna; a abertura de um site na internet com informações sobre o tráfico de animais silvestres; e a realização de ações de inteligência entre os órgãos envolvidos nas atividades de repressão e fiscalização.
(FOTO:USP)
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