Porto Velho (RO) domingo, 16 de dezembro de 2018
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Lucio Albuquerque

TSUNAMI OU MUDANÇA PARA VALER?


TSUNAMI OU MUDANÇA PARA VALER? - Gente de Opinião

"Onda", "Tsunami", "cavalo paraguaio"? Ou será que veio para ficar? Com a palavra o presidente que toma posse dia 1 de janeiro, mas a especulação, mesmo de quem votou nele as duas vezes, bate ponto devido à grande expectativa gerada pela eleição de um nome praticamente des conhecido do eleitorado, invertendo toda a caminhada política e de escolha de políticos no país, especialmente desde a mais ue badalada "redemocratização", um período que, pelos resultados obtidos, parace mesmo ter apenas confirmado aquela frase do presidente ernesto Geisel. 

Tenho ouvido muita gente a respeito do que saiu das urnas. Pessoas simples, como o vendedor de frutas que todas as manhãs passa aqui em frente de casa. "Se ele acabar com a bandidagem já fez muita coisa", foi a resposta. Aliás, o combate ao crime é um dos ganchos de campanha do presidente eleito.
O jornalista José Carlos Sá entende que a população entendeu o recado da campanha. "O eleitor entendeu e mandou um recado. Os políticos precisarão se adaptar a esta nova fase ou irão sendo encostados", diz o jornalista.  "Acredito que a população se cansou da velha forma de fazer política e se enganar. O Bolsonaro foi um catalisador, que a meu ver vai decepcionar em breve".
Uma professora estadual que já testemunhou grandes violências nas duas escolas que trabalha, inclusive ameaça a colegas, lembrou ser importante que realmente o Bolsonaro valorize o mérito, fortaleça a Educação e a família.
Duas pessoas ouvidas, o comerciário e universitário Jorge Cunha, e a estudante Carla Moreira, disseram que votaram em Bolsonaro porque ele "falou direto o que eu queria ouvir e espero que cumpra pelo menos metade do que prometeu, como a valorização da família e o combate real à violência", disse Carla que é mãe de duas crianças, uma linha de raciocínio seguida por Jorge, para quem "só o fato dele ter mudado aforma de fazer política, ao invés de nos encher de promessas e conversa fiada, falou direto a nós o que precisávamos ouvir. Agora é a hora de começar a cumprir".
O jornalista Montezuma Cruz disse que não pretende é pessimista, mas diz ter "algum desalento". Ele não acredita no discurso de "nova política", lembrando ter desconfiança da nova composição do Congresso Nacional. "São 160 deputados e 38 senadores alvos de acusações nos tribunais de Justiça dos estados, na Justiça Federal, no STJ e no STF. Dos mais de 30 partidos que conquistaram cadeira no Congresso, apenas seis não têm representante processado por diversos crimes. Esse novo Congresso é pior que o atual, e seus integrantes assumem debaixo de uma saraivada de lamúrias e denúncias revelando o alto custo parlamentar diante de pífios resultados do rendimento de cada um".

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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