Porto Velho (RO) domingo, 16 de dezembro de 2018
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Lucio Albuquerque

TEMPO DE SAIR DO DISCURSO - NOVO TEATRO?


TEMPO DE SAIR DO DISCURSO - NOVO TEATRO? - Gente de Opinião

Ouço no noticiário da Pan o Fernando Hadad discursar. Seguindo a linha do seu partido, o PT, o candidato derrotado à Presidência da República critica tudo, cita haver problemas diversos na estrutura do país (nisso aí, tenho de concordar, ele, como eu e qualquer cidadão com um minimo de senso crítico, concordamos). Mas há diferenças.

Minhas filhas e meus netos têm ouvido seguidamente de mim uma frase: ouça, analise, tenha o direito à crítica, mas caso identifique erros, não fique só nisso. Aponte sugestões justas.

Cai a cortina, vem o segundo ato do espetáculo, Hadad continua dizendo que há muitos erros mas não faz duas coisas que em meu entendimento são fundamentais: incluir na lista dos responsáveis pela situação do país os 13 anos de (des) governo petistas e, ainda admitir que lhe falte coragem para encarar o chefe e a sub, guindada à condição de porta-voz do chefe, daí que  seu discurso não me permite vislumbrar mais que o choro dos derrotados, mas não dos que perdem e reconhecem a derrota partindo para a autocrítica e a coerência. O discurso de Hadad vem sendo o dos derrotados que sempre ganharam e são incapazes de admitir o ditado "a fila anda". Ou, como se diz no interior amazonense, "é melhor jogar uma penca fora do que perder todo o cacho da banana".

 

NOVO TEATRO?

No site uol a colunista Mônica Bergamo abriu o espaço desta segunda-feira com a informação (ou seria um balão de ensaio??) de que "mesmo pressionado" Lula não quer deixar a carceragem da PF curitibana e ir para prisão domiciliar. A pressão estaria vindo dos "amigos" (será que os mesmos que disponibilizam sempre as coisas para ele?) e de membros do PT. Segundo ela, o chefe, também conhecido como "plantador de postes" estaria resistindo porque prefere sair pela porta da frente. Um novo teatro para manter o chefe nas manchetes ou um fake plantado?

 

FLUMINENSE

Pois é, apesar de toda a torcida contrária, o time que voltou à Série A para poder salvar o nível da competição, permanece nela. Interessante que há muitos analistas criticando, mas ninguém fala que o "curintia" ficou na classificação abaixo do Flu. Parodiando Juca Chaves ("Caixinha, obrigado"), "o futebol é o ganha-pão da imprensa".

 

CLÁSSICO

De quebra, o Ceará ficou na A e teremos ano que vem um dos maiores clássicos regionais, para superlotar o Castelão, entre o Leão do Pici e o Vovô. Por aqui as torcidas já começam a se arregimentar.

 

BOLSONARO

E o Bolsonaro de camisa, troféu e volta olímpica com o Palmeiras, provocando críticas a ele (deem uma olhada no que vários jornalistas ou torcedores travestidos de jornalistas?) divulgaram. Interessante: quando o Lula botou o boné da CUT na cabeça e disse que ia mandar o "exército do Stédile" pra rua ninguém criticou. E olhem que domingo era uma festa.

 

HAJA FUTEBOL

Fico por aqui, até porque futebol não é minha praia mesmo.

Em tempo:

A  última eleição mostrou que há uma nova modalidade de posicionamento do eleitor. Mas será que vai ficar por aí? Que tal começar - ainda que você não tenha votado em nenhum mas isso não importa porque eles vão decidir sua vida nos próximos quatro anos, a cobrar deles que cumpram o prometido. Ou vamos novamente esperar mais quatro anos reclamando mas sem coragem de exercer, realmente, a cidadania? 

 

HISTÓRIAS DO LÚCIO

Putêncio era o nome dele

Não perguntem de quem foi a ideia nem como alguém ideou tal "nome", mas desde pequeno, quando foi adotado pelas minhas filhas, o cachorrinho preto, bem pequeno, feio que nem a palavra "tô cum fome", o que ficava pior porque tinha os dois caninos inferiores enormes e todo tempo fora da boca, era chamado assim: "Putêncio".

Nós já tivemos muitos cães, mas o único do qual quem nos visitou e a turma aqui de casa têm lembranças constantes é justamente o "Putêncio", nome que já cacei em dicionários não encontrei qualquer definição. Será que você sabe?

Brabo que só ele, apesar de eu não conhecer qualquer pessoa que diga ter sido mordida pelo nosso herói, de vez em quando ele aprontava, ou alguém "facilitava" para ele aprontar.

Um domingo estou sentado na área em frente de casa e ele vem numa velocidade enorme, salta pela grade e se esconde debaixo do carro. Dois minutos depois chega, também esbaforido, o "cabo" Chico, nosso vizinho e dono de uma loja na rodoviária.

"Lúcio, o cachorro é seu?". Respondo positivo e o amigo contou:

"Ele foi  na loja e brigou com a imagem dele próprio no espelho, acabou quebrando". Ta bom, pedi desculpas, pedi para ver quanto era o prejuízo e paguei.

Uma madrugada acordei com um tumulto na rampa de entrada da casa. Tínhamos absorvido uma cadela mista de doberman com fila brasileiro, muito maior que o "Putêncio". Ela estava no cio e como não dava para nenhum macho entrar no quintal o camarada resolveu fazer as "honras da casa", mas o problema era a altura, porque quando de pé a cabeça dele ficava abaixo das tetas dela.

Meu cunhado Antonio resolveu o problema: colocou a cadela na rampa com a cabeça voltada para a parte baixa, levantou o "Putêncio" e ele, mesmo pendurado, aproveitou. Bom, não sei se nasceram filhotes, porque uma semana depois demos a cadela para um morador de Ji-Paraná, mas pelo menos o "Putêncio" pôde ter uma noite inteira para "descarregar o óleo". 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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