Sábado, 10 de dezembro de 2016 - 21h18

HISTÓRIAS DO LÚCIO
Lúcio Albuquerque, repórter
Em 2004 fomos fazer um trabalho do qual até hoje me empolgo quando penso: durante 18 dias seguindo a procissão fluvial da Festa do divino Espírito Santo pelas vilas e cidades do Guaporé. Parte do material quem sempre apresenta em seu programa é o Alexandre Badra.
Na equipe dois expoentes da historiografia e da literatura rondoniense, o professor Abnael Machado e o poeta Matias Mendes. O pessoal da imprensa éramos eu, dois cinegrafistas, dois fotógrafos, um produtor.
O barco encostando de um lado a outro do Guaporé, desde Guajará-Mirim, e um dos fotógrafos alardeando que no Maranhão, sua terra, ele jogara no Sampaio Correia, onde era o batedor oficial de faltas e de pênaltis. “Desde o “juvena” nunca perdi um”, alardeava e, claro, acreditamos.
O barco parou em Surpresa, tinha uma pelada de futebol, os do barco e mais o pessoal da imprensa, menos eu que nem sei jogar nada, fizeram um time. Mas o nosso famoso batedor de pênaltis alegou que estava contundido e ficou de técnico. O time perdeu, paciência, culpa da falta de entrosamento.
Alguns dias depois chegamos a Versalhes, lado boliviano e depois de muita chaleirice o maior batedor de pênaltis do Maranhão foi lá. Pelo visto deixou o futebol na praia do Calhau. Ele não batia bola. Ele batia na bola e ela começou a fugir dele.
Falta na “cabeça” da área, o camarada bate e a bola saiu na lateral do lado que ele estava. Pênalti, aí o camarada pegou a bola e ninguém reclamou: botou na marca e mandou ver. Foi gol? Não. Ela passou por cima de uma castanheiro e nocauteou um papagaio desavisado que ia sobrevoando a árvore na ocasião.
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