Porto Velho (RO) domingo, 15 de setembro de 2019
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Lucio Albuquerque

Fluminense


 
 
Campeão. Maior número de rodadas à frente do Brasileirão, o campeonato mais difícil do mundo, segundo experientes como Fred, Emerson e, para não dizerem que só falei de quem ganhou, também do arredondado Ronaldo. E difícil, por quê? Primeiro pelas enormes distâncias que os times têm de percorrer para uma rodada, às vezes do Rio Grando do Sul até Goiás, o que quase uma França e meia de distância. Depois pela qualidade dos times de vice para baixo, porque o Fluminense sempre esteve num degrau maior´.
 
Ora, há de perguntar o leitor, por que cargas d'água se o Fluminense estava em num degrau maior não ganhou com três rodadas de antecedência?Convenhamos, mas aí seria estragar a festa, tomar o chope morno. O melhor foi mesmo ganhar assim, dando a dois outros a chance de disputarem o segundo lugar e imaginando que seriam os primeiros, coisa de quem tem autoridade suficiente para se impor no momento certo.
 
Mas, o que é ser Fluminense? Bom, Nelson Rodrigues, o mais tricolor dos tricolores, já definiu que ser Fluminense é estar acima dos demais, mesmo nas horas difíceis - horas difíceis até para comprovar a regra de que não só de bons ventos vivemos nós.
 
Ah! Mas o Fluminense é o único grande que foi parara na terceirona. Ora, o Chico Buarque já disse que "a arte tem de estar aonde o povo estiver". Por isso o Flu ficou dois anos lá em baixo, e dando-se ao luxo de ter não um técnico qualquer, mas um técnico campeão do mundo, o Parreira.
 
Ah! (dirão os idiotas da relatividade, como disse Nelson Rodrigues) Mas o Fluminense pulou da 3ª para a 1ª. Aí vem a explicação real: havia uma enorme falta de qualidade na chamada "elite" e, para dar qualidade ao grupo, tiveram de mandar buscar o tricolor verdadeiro (não aqueles falsos de São Paulo, Grêmio etc caterva).
 
Em 1970 o personagem "Fradim", aquele do top-tiop, mas não top-top como fez aquele ministro do presidente 3º colcoado que fez top-top quando mais de 150 pessoas morrreram no desastre da TAM. Pois é, o Fradimchegou à conclusão de que "Este flu é um chato", só porque o Fradim era urubu e o tricolor foi campeão. Tão chato que se deu ao luxo de ficar na primeira só na última rodada em 2009 e de ser campeão, apesar de sua reconhecida superioridade em 2010, apenas na última rodada, fazendo com que mineiros e paulistas "nadassem no seco".
 
É comum sofredores de outros dizerem que "tem vaga na torcida" (deles). No Fluminense não acontece isso, porque em primeiro lugar ser tricolor não é para qualquer um. Há exigências e uma delas é fundamental: para fazer parte da galera pó-de-arroz é preciso ser mais inteligente do que a média, aliás, muito mais que a média.
 
A conversa vai longe, mas vou resumir:

O Flu não tem um time: tem uma orquestra afinada.

O Flu não tem técnico: tem um maestro que esnobou até a seleção brasileira (já viram isso antes?).

O Flu não tem uniforme, que isso é coisa de soldado ou de estudnate: o Flu tem guarda-roupa.

O Flu não tem jogadores, porque isso o nivelaria aos de vioce para baixo: o Flu tem atores.
 
O Flu não perde: por condescendência, que só ocorre com quem sabe ser superior, apenas permite alguns instantes de alegria às futuras vítimas.

O Flu não ganha: apenas se impõe, quando quer,  

O Flu não treina: ele ensaia.

O Flu não joga: O Flu se apresenta.
 
O Flu não joga em estádios: o Flu transforma cada estádio num palco de uma ópera.
 
Sorry, periferia!
 

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Fonte: Lúcio Albuquerque -  jlucioalbuquerque@gmail.com
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