Porto Velho (RO) sábado, 26 de maio de 2018
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Gente de Opinião

Josenildo Jacinto do Nascimento

As injustiças socias...


Diante dos fatos que hoje nos acercam em relação aos problemas ambientais, em uma análise sucinta verificamos que as injustiças sociais e econômicas, a má distribuição das riquezas e o mau uso dos recursos são causas geradoras de dois pólos da degradação ambiental: que são a pobreza e o mau uso da riqueza. Os pobres são compelidos a destruir, em curto prazo, precisamente os recursos nos quais se baseiam as suas perspectivas de subsistência a longo prazo, enquanto a maioria rica provoca demandas a base de recursos que em último instante são insustentáveis, transferindo os custos uma vez mais aos pobres. O Brasil enfrenta não somente situações de degradação ambiental, associadas com excesso de desenvolvimento (poluição e desperdício de recursos), como situações caracterizadas por condições de ausência de desenvolvimento, ou de desenvolvimento perverso (pobreza e desigualdade sócio-econômica). Essa relação consumo-pobreza-riqueza com o ambiente é conseqüência dos equívocos de um modelo que nos parece fracassado. O equilíbrio sócio-econômico contemporâneo está distribuído de modo diferenciado no planeta: a maioria da população do primeiro mundo tem consumo suntuário, já do segundo mundo é moderado, ainda que insuficiente; e a do terceiro mundo é miserável. A depredação dos recursos naturais e a poluição tendem cada vez mais a concentrar-se no terceiro mundo. No primeiro mundo concentra-se a poluição da riqueza: usinas nucleares, chuva ácida, montanhas de lixo, doenças por excesso de alimentos, álcool, drogas e medicamentos. No terceiro mundo concentra-se a poluição da miséria, ausência de água potável e esgotos, lixões a céu aberto ou simplesmente jogados nas ruas, ausência de atenção médica e de medicamentos, consumo de álcool e de drogas. No primeiro mundo há uma perda progressiva do sentido da vida, provocada por uma concepção unilateralmente materialista de vida humana; no terceiro há uma degradação generalizada do sentido da vida, provocada por uma concentração extrema da riqueza, que deixa sem horizontes os miseráveis (violência social generalizada, ausência de espaço público e de capacidade de auto-regulação democrática). Josenildo Jacinto do Nascimento – Maj PM

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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