Porto Velho (RO) segunda-feira, 25 de junho de 2018
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Francisco Matias

Os Concursos...


O ano 2005 começou bem para o mercado formal de trabalho, em se tratando do serviço público estadual, tendo em vista a realização, ainda nesse trimestre, de três concursos públicos que contratarão cerca de dois mil novos servidores para a Polícia Militar, Bombeiro Militar e Ministério Público. Por esse motivo os cursinhos especializados estão lotados de jovens procurando adquirir conhecimento para enfrentar a dura jornada que se anuncia.

Esses pretendentes a ingressar no serviço público, uma área onde o emprego é mais seguro e oferece vantagens inexistentes no setor privado, devem estar bem afiados em todas as matérias e na legislação específica. Afinal de contas, costumo dizer ao abrir minhas palestras, que o MP, a PM ou o Corpo de Bombeiros Militares, não os querem por lá. Se assim não fosse, as provas não seriam tão difíceis. E não apenas as provas escritas, mas os demais exames, posto que, cada um deles é reprovativo. Portanto, só passarão os melhores. Eis aí um problema. Todos têm que se tornar os melhores para conquistar o tão almejado emprego. Pior ainda. Como se não bastasse a concorrência em nível estadual, na medida em que em todas as microrregiões de Rondônia há cursinhos funcionando a todo vapor, ainda estarão participando dos concursos pessoas residentes em outros Estados, haja vista os concursos serem interestaduais. E são esses concorrentes os que mais conseguem as vagas no emprego público de Rondônia mediante concursos. E por quê? Porque são melhores e os mais preparados. São profissionais de concursos. Estudam o ano inteiro em cursinhos e fazem concurso aonde houver e, por isso, têm mais experiência. Para ter uma idéia, salvo engano de data, ano 2000 houve concurso para auditor fiscal do Estado. Eram 280 vagas e passaram somente dois de Rondônia.

A mesma coisa aconteceu no vestibular 2000 de medicina, da Unir. Parece que somente dois de Rondônia passaram. É hora de mudar essa estatística, no mínimo intrigante, para não dizer decepcionante. Não me parece justo que jovens que vivenciam o dia a dia rondoniense, passem horas e horas com os costados nos bancos de cursinho ou em escola da rede de ensino, venham a perder vagas simplesmente por não serem os melhores. E o serviço quer o que há de melhor no mercado, por isso selecionam tão criteriosamente.

Vejamos por exemplo o concurso para a Polícia civil, realizado ano passado. Veio gente do país todo, mas, desta vez as estatísticas pró-rondonienses não foram assim tão desgastantes. Muitos passaram. Jovens que eu vi nos vários cursinhos onde fiz palestra em todo o Estado, hoje são policiais civis, com distintivo, arma e emprego garantido.

Acredito que uma das matérias que darão vantagem aos que vivem em Rondônia é o conhecimento regional – História, Geografia e Atualidades -. Considero pouco provável que aqueles jovens de moram fora do Estado tenham melhor acesso que os rondonienses a essas matérias. Por isso, recomendo a todos que dêem mais atenção a essas disciplinas, especializem-se, fiquem afiados em História e Geografia Regional. Queimem “pestanas” em todas as matérias exigidas, português, matemática, direito, mas não se descuidem da História e da Geografia Regional. Existem bons autores indicados nessa área.

Eu tenho a felicidade de ser um deles. Mais ainda: faço minhas peregrinações pelos cursinhos para divulgar minha obra e difundir a história e geografia regional, levando conhecimento o conhecimento específico, com uma visão política e linguagem adequada para os que vão se submeter aos concursos, a fim de aproximá-los um pouco mais da chance de ter um emprego, através do conhecimento regional.

Escritor e Historiador Regional Autor dos Livros Pioneiros, Ocupação Humana e Trajetória Política de Rondônia e Síntese da Formação História de Rondônia

Francisco Matias

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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