Domingo, 9 de fevereiro de 2014 - 10h26
Felipe Azzi
O atendimento bancário de hoje é prático e, no mais das vezes, rápido e eficiente. Os assuntos são resolvidos por atendentes de imediato contato, por habilidosos “caixas” ou mesmo Gerentes de Contas de Pessoas Físicas ou Jurídicas. Negócios financeiros, geralmente casados – empréstimo versus fonte pagadora – geram tranquilidade nas transações, com raras perdas a lamentar.
A rotina bancária do passado era diferente. Todos os negócios que demandam cuidados para a sua realização passavam pela decisão do Gerente da Agência, a quem cabia a avaliação de custos e resultados, bem como a segura presunção de retorno do que fora emprestado. Nesse tipo de atendimento, por vezes, sucediam fatos que, vistos sob a óptica do humor alegre, eram no mínimo pitorescos.
Certo gerente, após despachar um rotineiro pedido, sai de seu gabinete, dirigindo-se aos fundos da agência, e depara-se com um cliente, de relações próximas com o Banco, que lhe pede um despacho específico:
– Felipe, preciso que você autorize a liberação deste cheque...
– entre no gabinete e me espere por alguns momentos – sugeriu p gerente, quase suplicando...
– Mas... É só você dar o visto no cheque – insistiu Gilson, esse era o nome do cliente.
O nosso gerente, suando frio e a ponto de ter um “troço”, ponderou:
– Gilson... É só por instantes... Preciso ir la dentro, mas volto logo!
O cliente, que além de ser pessoa de fino trato, era também titular de empresa que gerava bons resultados para a agência, tirando o lenço o bolso, olhou para o gerente e disse:
–Tem razão... É melhor você ir logo lá dentro!
Mas enigmático mesmo foi o atendimento de Paiva. O bate papo deslizava solto numa segunda-feira preguiçosa. Falavam sobre as delícias desfrutadas no Jaó, tradicional clube de lazer da cidade de Goiânia, onde Paiva era instrutor de natação. De repente, provocando um hiato na conversa, levanta-se Felipe e, voltando-se para abertura discreta no alto da parede do gabinete, com o braço direito erguido, assim permanece por alguns segundos. Paiva, procurando disfarçar o espanto, desculpa-se:
– Lembrei-me... Tenho algo a resolver na loja da esquina... Preciso ir!
Felipe, surpreso, ainda ponderou:
– Mas... Espera, rapaz... Você nem tomou o seu cafezinho!
Paiva saiu em passo de maratona, para só ser visto novamente no domingo seguinte, ao sabor das refrescantes águas das piscinas, quando, de olho matreiro e curioso, perguntou:
– Diga-me, Felipe... Você foi, ou ainda é, adepto do nazismo?
– Paiva... O Nazismo está adormecido no passado... Que diacho de pergunta é essa?
– Não... É que na semana passada, no seu gabinete, você e repente se levantou e fez uma saudação nazista: Heil... Hitler!... – completou Paiva, meio encabulado.
Felipe, então, esclareceu que aquele movimento fora apenas para conferir se de fato o ar condicionado estava funcionando. Riram tanto, lembrando o episódio, que um casal muito obeso deixou a piscina, desconfiado e aos resmungos, imaginando que riam da dupla.
Sucedidos como esses aqui relatados, verdadeiros apesar de hilários, eram comuns no cotidiano bancário, cuja lembrança agradável reconforta a memória, com o sentimento de que, de fato, tudo valeu a pena.
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