Domingo, 8 de dezembro de 2013 - 18h55
Felipe Azzi
SALATIEL GAUDÊNCIO PINTO, no seu natural, era pessoa pacífica, introvertida e ensimesmada, até mesmo cultivadora de fé religiosa, de confissão semanal, às vezes dispensada pelo Cura do lugar, que lhe dizia:
– Esses pecados, homem de Deus, você já confessou doze vezes este mês. Declare outros; ou vá procurar o que mais fazer!
SALATIEL era assim. Simplório e acautelado, mas, nas suas águas, devidamente abastecido de doses bagaceiras de refinado encorajamento, era outra pessoa. Destratava a “gogodeira” da paz e mandava CHUMBO GROSSO nos circunstantes incautos. A sua costumeira chegada ao Mercado Municipal era anunciada por preliminares em alta voz, desse modo ameaçador:
– Comigo é no sarrafo!... Não admito deboches!
Certo dia, ao virar a esquina da rua do Mercado, tomou para si um desacato empenado de verde e amarelo, assim vernaculizado:
“– Dá o pé, louro... Vai trabalhar, vagabundo!... Dá o pé, louro... Vai trabalhar, vagabundo!...”
Desse recomendativo, resultou o desmonte de uma banca de venda de bananas, na força das braçadas e das pernadas de SDALATIEL, reforçadas com o chavão já conhecido de todos:
– Não quero deboche com a minha pessoa... Comigo é no sarrafo!
E, no prosseguimento dos safanões, jogou para o ar um carrinho-de-mão cheio de macaxeira, posse de certo BEM-BEM PERNA CURTA, cuja pessoa foi arremessada no rumo de um comício de galos, galinhas e frangos em recinto de segurança. Já, mais para o interior do mercado, encrespou os bofes contra BENTINHO PÃO DORMIDO, esfarinhando os pães de seu negócio no piso do mercado.
Os arroubos destruidores só foram contidos pela pronta ação do meganha JOÃO BEZERRA que, com duas chifradas bem calibradas, deixou SALATIEL desacordado, mas acalentado pelo canto de um “bico-de-lacre” que só o seu alheamento podia ouvir.
Acertadas as contas com o delegado XADREZALDO EMBERIBA, rumou para casa.
Momentos depois, a vizinha, em visita de cafezinho de fim de tarde, viu a pessoa de SALATIEL “esparadrapada e gazeada” no canto da sala e perguntou, com voz de paina, o que tinha acontecido. A mulher de SALATIEL explicou:
– O cretino só chega em casa para o almoço, depois das quatro horas da tarde... Tenho relevado o bafo de tigre e a sua falta de tirocínio porque sou de boa paz. Mas hoje foi demais! Chegou esculachando o governo, taxando a governança de covil de ladrões e magote de aproveitadores. Achei que era um despropósito e muita falta de respeito. Logo nós, aqui de casa, que recebemos a regalia de quatro “Bolsas Família” para o sustento de nós dois.
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