Porto Velho (RO) segunda-feira, 23 de setembro de 2019
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Carlos Sperança

Uma coluna sem papas na língua 26/10/10


 Uma coluna sem papas na língua 26/10/10 - Gente de Opinião

 

Na reta final

Faltando menos de uma semana das eleições do segundo turno, o candidato da aliança oposicionista Confúcio Moura busca ampliar sua vantagem sobre o concorrente enquanto que o governador João Cahulla tenta reverter uma situação complicada, já que vem de uma derrota no primeiro turno por quase 50 mil votos, quando se acreditava até numa vitória em turno único.

 

Uma coluna sem papas na língua 26/10/10 - Gente de OpiniãoHistórico das eleições

No histórico das eleições rondonienses nenhum candidato que perdeu no primeiro turno conseguiu reverter a coisa. Tanto Valdir Raupp (em 94) como José Bianco (em 98) e o próprio Ivo Cassol (em 2002) ganharam no primeiro turno e ampliaram consideravelmente a vantagem no segundo. Portanto, Cahulla tem uma miss/ao quase impossível.

 

Uma coluna sem papas na língua 26/10/10 - Gente de OpiniãoOpções pedetistas

O PDT que saiu das eleições de 2006 sem representantes no Senado, Câmara Federal e Assembléia Legislativa, como uma fênix, renasceu e agora conta com um senador, um deputado federal e um deputado estadual. E já tem até boas opções para disputar as prefeituras de Ji-Paraná  e Ariquemes. Isso mostra os acertos das alianças costuradas pelo cardeal pedetista Acir Gurgacz.

 

Uma coluna sem papas na língua 26/10/10 - Gente de OpiniãoOnças esturrando

Os políticos adoram eleições e como onças já demarcam território para as próximas pelejas. Nem foi consumado o segundo turno das eleições de 2010 e nos bastidores já se fala na eleição da nova mesa diretora da Assembléia Legislativa e das eleições municipais de 2014. Na capital, os deputados estaduais eleitos Zequinha Araújo (PMDB), Valter Araújo (PTB) e José Hermínio (PT) começam a se articular.

 

Uma coluna sem papas na língua 26/10/10 - Gente de OpiniãoOlho nas prefeituras

Com boas performances em seus municípios, nomes bem votados no pleito passado e que ficaram fora da próxima legislatura da Assembléia Legislativa já miram as eleições municipais. São os casos de Brito do Incra (Pimenta Bueno), Ezequiel Neiva de Carvalho (Cerejeiras), Sônia do PT (Jaru), Lucia Tereza (Espigão do Oeste) e Milene Mota (Rolim de Moura).

 

Uma coluna sem papas na língua 26/10/10 - Gente de OpiniãoComposições frankstênicas

Este segundo turno esta virando um balaio de gatos. O PSDC, no âmbito nacional, segue Dilma, já na esfera regional, aliada dos cassolistas, segue José Serra. O PHS que teve Melki em dobradinha ao Senado com Cassol na chapa de Cahulla, pulou fora e aderiu ao adversário. Enfim, nesta reta final os interesses regionais para 2014 já falam mais alto.

 

Uma coluna sem papas na língua 26/10/10 - Gente de OpiniãoPé-frio, de novo?

Considerado pelos adversários como um pé-frio incorrigível, o ex-prefeito de Porto Velho Carlinhos Camurça (PP) se esforça para melhorar a performance do governador João Cahulla (PPS) no segundo turno na capital. Camurça, como se recorda azarou todos os seus aliados – e ele próprio – desde 2002. Já é considerado como amuleto azarado, um pé de coelho às avessas...

 

Uma coluna sem papas na língua 26/10/10 - Gente de OpiniãoCidadão honorário

Por iniciativa do deputado estadual Jesualdo Pires (PSB-Ji-Paraná) o radialista Waldemar Camata será homenageado com o titulo de cidadão honorário de Rondônia. Uma homenagem mais do que justa, já que Camatão tem uma extensa folha de serviços prestada a Rondônia, desde que chegou nestas bandas, ainda nos idos de território.

 

Uma referencia

Ainda com respeito a Waldemar Camata, ainda lembro dos anos 80, quando ele servia de referencia até para os discursos dos deputados estaduais do interior na Assembléia Legislativa, com suas denuncias contundentes. Ex-prefeito, ex-vereador e ainda na ativa, o radialista atualmente se dedica à estruturação do Museu do Rádio Rondoniense.

 


 

Do Cotidiano
 

Os nossos aqüíferos

O Brasil é um dos países gigantes em extensão territorial. Apenas Rússia, Canadá, China e EUA apresentam territórios maiores. Não é incomum que por aqui haja muita coisa também grande além do território. É um dos maiores mercados internos do planeta, e isso tem sido uma âncora para resistir à crise. Mas também é um dos maiores em desigualdades sociais, entraves burocráticos, carga tributária e mortalidade infanto-juvenil.

Já tivemos o maior estádio do mundo (Maracanã), a maior hidrelétrica do mundo (Itaipu) e muitos ainda acreditam que o nosso é o melhor futebol do mundo. Até recentemente, tínhamos o justificado orgulho de contar com o Aquífero Guarani, o maior ou um dos maiores do mundo, dependendo do critério de avaliação, pois esse negócio de medir volume de água é tarefa complexa e demorada. E sequer tínhamos certeza dessa imensidão quando se anuncia que o Aquífero Amazônia (a reserva Alter do Chão) pode conter cerca de 86 mil quilômetros de água potável, com chances também de vir a ser considerado o maior do mundo.

Se, porém, serão necessários vários meses de estudos até chegar a uma definição mais precisa do volume de água oferecido pelo Aquífero Amazônia, para estímulo e orgulho ao caráter nacional, já está comprovado que o Brasil é, vergonhosamente, o maior do mundo em consumo de agrotóxicos.

Na última safra, o País consumiu ao redor de 700 milhões de litros de veneno, aplicados em 50 milhões de hectares, equivalente a 14 litros por hectares, que, desgraçadamente, vem a ser também a maior média do mundo.  

Isto significa que as regiões produtoras de soja são aquelas que mais sofrerão com suas consequências, uma vez que os agrotóxicos são produzidos a partir de petróleo e de químicos não degradáveis. Depois de aplicados, eles permanecem na natureza, matando a biodiversidade.

Além de afetar a fertilidade natural do solo, contaminam o lençol freático e a qualidade das águas da chuva: os venenos secantes evaporam para a atmosfera e depois regressam com a chuva. Afetam também a qualidade dos alimentos, que quando ingeridos sistematicamente podem causar destruição das células e resultar em câncer. 

Com justo orgulho podemos afirmar que temos no conjunto dos nossos aquíferos as maiores reservas de água doce do mundo. Que tenhamos juízo e competência para evitar que sejam poluídas com venenos que, ao se depositar na terra, sob a qual estão os aquíferos, ali permanecem teimosa e destrutivamente.
 

 

Via Direta

 

*** Os rios estão abaixo da sua média histórica e a seca castigando 40 municípios demonstra com toda clareza o casos ambiental que estamos chegando *** A corrida migratória a Porto Velho continua provocando novas altas no mercado imobiliário *** O preço dos aluguéis estão na estratosfera *** O que tem de presos soltos perambulando na capital, é coisa de louco!

 

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Fonte: Carlos Sperança - csperanca@enter-net.com.br
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