Porto Velho (RO) domingo, 22 de setembro de 2019
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Carlos Sperança

Uma coluna sem papas na língua 12/01/11


 Uma coluna sem papas na língua 12/01/11 - Gente de Opinião

As acomodações

O ano de 2011 será marcado pelas acomodações políticas. O PT, sob o comando do deputado federal Eduardo Valverde, com tantas pressões em cima do prefeito de Porto Velho Roberto Sobrinho, já rachou. Sem controle da sigla para lançar um nome a sua sucessão, o alcaide já pensa em outras alternativas. Interessados, não faltam.

 

Pelejas na roça

No interior, as eleições municipais vão colocar como antagonistas antigas e novas lideranças no ano que vem. Em Ariquemes o atual deputado federal Ernandes Amorim (PTB) deve enfrentar o grupo político do atual prefeito Márcio Raposo (Democratas), e os deputados estaduais eleitos, com as asas crescidas como Saulo da Renascer e Lorivaldo Amorim.  

 

Uma coluna sem papas na língua 12/01/11 - Gente de Opinião

Operação Curare

A Operação Curare, desenvolvida pelo Exército na fronteira no ano passado teve bons resultados no combate as drogas. O governo brasileiro deveria estudar uma ação permanente na fronteira com a Bolívia, já que apenas a Polícia Federal não dá conta de vigiar uma divisa que tem quase 2 mil quilômetros em Rondônia com o país vizinho. Sem o Exército, a fronteira voltou a ficar aberta para os narcotraficantes.



 

Uma coluna sem papas na língua 12/01/11 - Gente de Opinião


As contradições

Quando vejo Rondônia de pires na mão na Esplanada dos Ministérios pedindo recursos para a área de saúde, fico me perguntando onde foram parar os milhões de reais doados como contrapartida das hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau para as esferas governamentais? O mais estranho é  que ninguém questiona. Tudo passa batido...

 

Prestação de contas

Sabe-se que os consórcios das hidrelétricas estão ajudando e muito as esferas governamentais com baitas contrapartidas. Mas a maioria da opinião publica não sabe. Para não passarem por vilãs, é o caso das gerencias regionais prestarem contas dos investimentos. Quando a população constatar os números, vai cair de costas. Já foi muito recurso.

 

Preço político

Os boatos rolam e a gente sabe que pelo menos parte da coisa é verdade. Em Rondônia, muitos empresários têm sido obrigados a pagar um preço político para se instalarem e se manterem. Isso vale pra uma série de atividades, principalmente as mais polpudas, sob pena de retaliações, tornando alguns projetos quase inexeqüíveis. É claro que ninguém toca no assunto, mas esta que é a grande verdade.

 

 Aves pernaltas

A disputa pela presidência da Assembléia Legislativa se transformou numa incógnita. Entre idas e vindas, os postulantes ao cargo se debatem entre as articulações, as traíragens, aos leilões, enquanto que os palacianos acompanham de longe, como aves pernaltas, os confrontos e os desgastes decorrentes dos embates. A pergunta que não quer calar: quem é o ungido de Confúcio??? 

 

Do Cotidiano

Lendas amazônicas

Uma coluna sem papas na língua 12/01/11 - Gente de OpiniãoFoi ele quem contou ao mundo a fantasiosa lenda das amazonas, as mulheres guerreiras. Logo se soube que Frei Gaspar de Carvajal havia mesclado à mitologia grega com as explicações que a Coroa espanhola talvez quisesse para explorar impiedosamente os recursos naturais à revelia dos povos encontrados.

Como alguém, impregnado pela piedade cristã, poderia justificar o encontro uma terra habitada, declará-la posse de seu rei com base em uma autorização papal e saqueá-la implacavelmente? Demonizar ou animalizar os seres humanos que nela viviam seria uma das opções.

A deliberada intenção de distorcer os fatos para justificar atrocidades é uma das múltiplas tentativas de explicar o que deu na cabeça de um religioso respeitado, caso de Frei Gaspar, para inventar um ataque de guerreiras amazonas na qual até ele se feriu. Sua Relación, escritos com que registrou os acontecimentos reais e/ou imaginários de uma viagem histórica, é avaliada como o cometimento de um caso especial de abordagem mítica.

Permita-nos apresentar Frei Gaspar. Nascido em Trujillo (Espanha) em 1504, Gaspar de Carvajal ingressou na ordem dominicana, vindo ao Peru em 1533 para a tarefa de conversão dos índios ao cristianismo. Em 1540, uniu-se como capelão à expedição de Gonzalo Pizarro, o governador de Quito. Gonzalo também havia nascido em Trujillo. Era meio-irmão do conquistador do império inca, Francisco Pizarro.

A missão de Gonzalo, o mais violento e corrupto dos irmãos Pizarro, era encontrar El Dorado, a fantástica cidade do ouro, e o País da Canela, Cinnamon. Por que encontrar canela era tão importante quanto achar ouro? A canela era na época um bem tão preciso que era um presente à altura dos reis. Mencionada já no Êxodo bíblico, os portugueses a recolhiam no Ceilão, hoje Sri Lanka, enquanto era procurada nos territórios apropriados pelos governantes ibéricos nas grandes navegações.   

 Mas Pizarro não conseguiu nenhum dos dois feitos. Quem ganhou a fama por essa expedição foi Francisco Orellana. Gonzalo desistiu depois de uma sequência de desastres que o levaram a considerar a expedição um fracasso. Justamente a expedição que viria a ser considerada a descobridora da Amazônia.

Agora sob as ordens de Francisco Orellana, coube a frei Gaspar redigir a crônica da viagem, que veio a ser conhecida como a Relación.

 

Via Direta

*** As compras de final de ano engordaram o rateio do Fundo de Participação dos Municípios-FPM*** Como conseqüência as primeiras parcelas do tributo depositadas ns contas das prefeituras brasileiras neste ano foram mais gordas, aliviando os alcaides *** Acompanhem: Neodi x Valter Araújo, o grande clássico da ALE no início da temporada...  

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Fonte: Carlos Sperança - csperanca@enter-net.com.br
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