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Gente de Opinião

Carlos Sperança

Uma coluna sem papas na língua 10/11/10


 

 

Estão catimbando?

O que se vê é o Palácio Presidente Vargas catimbando o jogo neste processo de transição. Nada esta sendo facilitado pelo governador João Cahula e pelos cassolistas. Foi preciso até que uma equipe nomeada pelo novo governador procurasse a atual administração na busca de uma audiência para tentar dar inicio aos trabalhos.

 

Crise permanente

O PSOL que é um partido pequeno em Rondônia esta sob nova direção. Mesmo assim a legenda é briguenta e fracionada e entrou em crise permanente. A divisão é tamanha que o novo Diretório Estadual, eleito no final de semana, decidiu no velho estilo goela abaixo dissolver todos os diretórios municipais instalados no estado de uma só vez.

 

Peleja esquenta

A peleja esquenta de vez na disputa pela presidência da Assembléia Legislativa. De um lado, o deputado estadual eleito Adelino Follador (DEM-Cacaulândia) evoca a preferência da nova base aliada para se garantir. No PMDB, o deputado eleito Zequinha Araújo, já se mostra de asas crescidas para conquistar o cobiçado cargo.

 

E os cassolistas?

De outro lado, o senador eleito Ivo Cassol manobra o deputado estadual Valter Araújo (PTB-Porto Velho) para ganhar a parada no parlamento estadual. E da atual base governista ainda tem o presidente Neodi Carlos (PSDC-Machadinho) que tem bons aliados para a contenda. Como se vê, as alternativas são múltiplas.

 

Bom teste

A eleição da nova mesa diretora da Assembléia Legislativa será um bom teste para o governador eleito Confúcio Moura. Existe um histórico complicado nas eleições daquela casa e muitos governadores – Teixeirão, Jerônimo Santana e Bianco - não conseguiram emplacar seus favoritos. Trocado em miúdos: na ALE-RO às vezes a banda toca diferente...

 

Muitas reviravoltas

Enfim lembro que foram varias reviravoltas já ocorridas naquela Casa de Leis. Algumas vitórias foram sensacionais como a de Amizael Silva, na década de 80, por exemplo, que  virou em cima do brilhante Amir Lando no dia da eleição. Na década seguinte o deputado Silvernani Santos (então no PFL) levou uma bela rasteira de Natanael Silva durante o governo Bianco. E por ai vai...

 

Quem traiu quem?

O ex-governador Ivo Cassol e o atual João Cahulla saíram das eleições se queixando amargamente de traições na atual temporada. Mas definir quem traiu quem não deve ser fácil. Mesmo porque Ivo lançou 22 secretários estaduais concorrendo contra seus deputados estaduais. Em Ji-Paraná, por exemplo, foi lançado Ari Saraiva para prejudicar os dois deputados locais, o tucano Cride Maciel e o socialista Jesualdo.

 

Do Cotidiano

 

Tema de estudos
 

Muitos países protegem seus idosos, mas este não parece ser o caso do Brasil, mesmo com o envelhecimento da população e a aumento da expectativa de vida. Foi o que pesquisadores paulistas constataram fazendo um estudo sobre a fragilidade em idosos – uma síndrome clínica que se caracteriza por perda de peso involuntária, fadiga, fraqueza, diminuição da velocidade de caminhada e baixa atividade física. Feita na capital paulista, a pesquisa aponta que a fragilidade atinge a população paulistana precocemente em relação aos países desenvolvidos.

Além de estar envelhecendo mais rapidamente, a fragilidade dos idosos brasileiros, depois dos 75 anos, avança com extrema rapidez. Essas informações preocupantes foram obtidas por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) com uma amostra de 689 pessoas com mais de 75 anos.

A síndrome, de acordo com a pesquisa, atingia 14,1% do grupo em 2006. Em 2008, apenas dois anos depois, a prevalência já era de mais de 45%. É um dado extremamente incômodo, apurado logo na mais, mais importante e rica cidade brasileira. O trabalho, ligado ao Projeto Temático “Saúde, bem-estar e envelhecimento”, visa promover um “estudo longitudinal sobre as condições de vida e saúde dos idosos no município de São Paulo”, sob a coordenação do professor Ruy Laurenti, do Departamento de Epidemiologia da FSP.

 Mas há algo a mais que esse estudo também revela. Uma grande ignorância nacional em torno da síndrome da fragilidade. Uma das integrantes da pesquisa, Yeda Duarte, professora da Escola de Enfermagem (EE) da USP, afirma que até agora, no Brasil, a síndrome de fragilidade não havia sido tema de estudos que procurassem correlações entre variáveis partindo de observações ao longo de um extenso período de tempo.

“A questão da fragilidade tem sido bastante trabalhada em outros países, mas no Brasil estamos apenas começando. No exterior, a prevalência da fragilidade varia entre 7% e 35%, dependendo do país e do desenho do estudo. Nossa pesquisa mostra uma porcentagem bem maior aos 75 anos, o que indica que nossos idosos estão se fragilizando mais cedo”, disse.

 

Via Direta

 

***Finalmente a Prefeitura de Porto Velho começa a discutir um plano municipal de turismo *** Espera-se que o governo estadual siga o mesmo exemplo, já que o setor ainda não deslanchou nas últimas administrações *** A Arquidiocese de Porto Velho começa hoje, na Catedral Sagrado Coração de Jesus mais um Seminário Arquidiocesano de Comunicação.

 

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Fonte: Carlos Sperança - [email protected]
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