Porto Velho (RO) quarta-feira, 18 de setembro de 2019
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Carlos Sperança

Uma coluna sem papas na língua 07/10/10


Uma coluna sem papas na língua 07/10/10 - Gente de Opinião

 



Uma coluna sem papas na língua 07/10/10 - Gente de OpiniãoReforços chegando

Com grandes reforços chegando pra sua campanha, o ex-prefeito Confúcio Moura, candidato do PMDB ao governo, entra na campanha do segundo turno como franco favorito. O ex-senador Expedito Júnior (PSDB) já confirmou seu apoio, trazendo consigo as bases tucanas e mais adiante será a vez do petista Eduardo Valverde entrar nas paradas

 
 

Oito deputados

Vou corrigir uma informação equivocada: Porto Velho elegeu oito deputados estaduais e não sete, como disse na coluna de ontem. Nem no pleito de 1982, nas primeiras eleições do estado, quando foram eleitos Jacoh Atallah, Amir Lando, Tomás Correia, Clóter Motta, Amizael Silva, Jerzy Badocha e Walderedo Paiva, a capital elegeu tantos representantes.

Gente de OpiniãoPredadores regionais

Os predadores regionais levaram a melhor sobre os clãs políticos dos Muletas (Bacia Leiteira), dos Amorins (Vale do Jamari) e dos Donadons (Cone Sul), identificados pela população como fichas sujas. A região de Ouro Preto foi pura renovação, elegendo dois novos representantes, Jaques Testoni (surge ai um novo clã...) e Marcelino Tenório.

Gente de OpiniãoErrando feio

Não foi a toa que Ivo Cassol e João Cahulla acreditavam em vantagem no primeiro turno. O Instituto Alvorada, de Londrina, de plena confiança dos palacianos, apontava uma vantagem de Cahulla há poucas semanas das eleições de pelo menos oito pontos. Foi a primeira vez que o instituto amargou erro tão comprometedor em Rondônia desde que começou a atuar no estado nos anos 90.

Gente de OpiniãoTem explicação

Mas antes de Ivo e Cahulla crucificarem o instituto Alvorada, vale lembrar: 1 – Confúcio foi beneficiado pelo voto útil nos últimos dias de campanha levando milhares de votos para seu balaio que eram provenientes de Eduardo Valverde, principalmente na capital 2 –As chuvas, o transporte de eleitores as dificuldades dos colonos e ribeirinhos em votar em tantos números (eram tantos candidatos) também causou prejuízos ao postulante governista

Gente de OpiniãoTendência forte

Na peleja do segundo turno, onde Confúcio pinta como o grande vencedor, é preciso mais atenção dos institutos no seguinte sentido: a tendência é Confúcio ser beneficiado com quase a totalidade dos votos oriundos do PT, de Eduardo Valverde, Fátima Cleide e Roberto Sobrinho. No entanto, de Expedito, existe a inclinação de que boa parte deles – principalmente no que se refere ao voto rural – migre para o representante governista João Cahulla.

Gente de OpiniãoBom na latinha

Já é tradição em Rondônia, que o candidato com melhor desempenho na latinha (no rádio e na TV) leve a melhor. Assim tem acontecido através dos tempos e neste quesito Confúcio tem levado a melhor contra seu oponente na atual jornada. Para equilibrar a peleja, Cahulla tem levado a tiracolo nas emissoras de rádio e televisão o ex-governador Ivo Cassol nas suas entrevistas. Ivo virou roteirista, marqueteiro e só falta virar locutor-apresentador da campanha do seu ungido.

Gente de OpiniãoA força do PMDB

O PMDB esta se saindo como o grande vencedor das eleições 2010 em Rondônia. Além de eleger o senador mais votado, a deputada federal mais votada, o partido elegeu o segundo deputado estadual mais votado e esta prestes a sacramentar a conquista do Palácio Presidente Vargas com Confúcio. Tem tudo para engolir o PT na capital nas eleições de 2014, onde tinha perdido terreno nas décadas passadas.



Do Cotidiano

A exploração da Amazônia

Ele foi o primeiro explorador europeu a percorrer toda a extensão do rio Amazonas, da foz às nascentes. Pedro Teixeira, entre 1637 e 1639, fez uma das viagens mais fantásticas de sua época, equivale à exploração de um planeta. Coube a esse português conferir se toda a fantasia espanhola sobre seres fantásticos e tesouros ocultos correspondia à verdade.

Foi assim que Pedro Teixeira tomou posse da região amazônica em nome da coroa portuguesa, partindo com sua expedição de Cametá (Pará) seguindo o rio Amazonas até Iquitos, no Peru.

Não se tem muitas informações sobre os primeiros anos da vida de Pedro Teixeira, nascido em Cantanhede, Portugal, em 1587. A Vila de Cantanhede se localiza a cerca de 20 km ao Nordeste de Coimbra. Destacou-se ao serviço de Jerônimo de Albuquerque Maranhão (1548–1618), na expulsão dos franceses.

Após a expulsão, em fins de 1615, a coroa portuguesa determinou o envio de uma expedição à foz do rio Amazonas, com vistas a consolidar a sua posse sobre a região. A expedição de três embarcações, sob o comando de Francisco Caldeira Castelo Branco, foi enviada, nela seguindo o então alferes Pedro Teixeira. A 12 de janeiro de 1616, as embarcações ancoraram na baía de Guajará onde, numa ponta de terra, foi fundado o Forte do Presépio, núcleo da atual cidade de Belém do Pará.

Em 1625, Teixeira lutou contra os neerlandeses que estavam em um forte no rio Xingu e os ingleses ao longo da margem esquerda do rio Amazonas. Em 1626 subiu o rio Tapajós atrás dos Tupinambás para o comércio de escravos. Em 1627, frei Vicente do Salvador, na sua obra “História do Brazil” já destacava a sua atuação.

Mas para entrar em posição destacada na história mundial, Teixeira se pôs à frente de uma expedição constituída de 47 canoas, 70 portugueses e quase 2000 índios, entre guerreiros, remadores, mulheres e jovens para serviço, tendo por piloto o português Bento da Costa e como guia o frei Domingos de Brieva.

A expedição deixou o Pará em 28 de outubro de 1637 para chegar a Quito dez meses depois de sua partida. “Neste intervalo protagonizou o feito de, pela primeira vez, navegar o Amazonas e seu formador, o Napo, contra a correnteza em toda a sua extensão, por mais de 4.000 quilômetros”, escreve a historiadora Maria Cristina Bohn Martins.

Algumas marcações efetivadas pelo capitão português serviriam para, nas décadas seguintes, sustentar as pretensões portuguesas sobre a região conhecida como Grande Omágua e, desta maneira, alimentar uma polêmica com os espanhóis. Os termos da disputa, embora envolvessem uma questão de limites entre Estados, foram muitas vezes discutidos pelos jesuítas sob Assistência de Espanha que atuavam na área.

Via Direta

Gente de Opinião*** O PSDB esta dividido quanto ao segundo turno em Rondônia *** Parte quer seguir com Confúcio, caso do expoente Expedito, outra parte ficar em posição de neutralidade *** Aumenta geometricamente os casos de câncer em Porto Velho *** Já se trata de uma questão emergencial de saúde pública exigindo mais tenção das autoridades.

 

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Fonte: Carlos Sperança - csperanca@enter-net.com.br
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