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Carlos Sperança

Uma coluna sem papas na língua 06/01/11


Olho do furacão

O anuncio do novo ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, firmando prioridade ao combate as drogas e a criminalidade, é do maior interesse dos rondonienses. Afinal, estamos no olho do furacão: Rondônia se transformou num entreposto do tráfico de armas e drogas pelos cartéis bolivianos, peruanos e colombianos. Que comece, portanto, a reforçar nossas paliçadas nas fronteiras desprotegidas.

 

Farra dos suplentes

Conforme levantamento da Folhaonline, serão 45 suplentes de deputados federais assumindo a titularidade neste mês de janeiro, em pleno recesso, provocando um gasto adicional de R$ 5 milhões para o Congresso Nacional. Como ser vê, ainda esta longe o dia da moralização das coisas públicas neste país. O projeto Ficha Limpa, pelo menos, é um início para dar um basta nos abusos.

 

Vulcão em erupção

Recente levantamento feito junto ao Departamento Penitenciário Nacional revela a triste situação do sistema no Brasil. Pernambuco, Acre e Rondônia são os estados com a percentagem de presos a mais no país. Rondônia é um caso a parte: tem 7.059 presidiários para 3.435 vagas com um déficit de mais de 1000 vagas só na capital. É como se fosse um vulcão, prestes a entrar em erupção.

 

Um recordista

E como explicar que um estado, como Rondônia, com apenas 1,5 milhão de habitantes tenha mais detentos que estados mais tradicionais e populosos como Amazonas, Alagoas, Sergipe, Piauí e Rio Grande do Norte? Ocorre que aqui a criminalidade explodiu e o estado se transformou nos últimos anos num verdadeiro quintal do tráfico de drogas dos cartéis bolivianos, peruanos e colombianos.

 

Crise carcerária

A  recente entrevista da repórter deste Diário da Amazônia, Gabriela Cabral com o juiz da Vara de Execuções Penais Sérgio William Domingues Teixeira, contém dados estarrecedores sobre nossa crise carcerária. O estado tem 400 presos a cada 100.000 habitantes, o segundo pior índice carcerário do país. Uma situação que exige toda atenção do novo governo estadual.

 

Gestão compartilhada

O governador Confúcio Moura que visitou hospitais e presídios no feriado, resolveu manter a parceria entre o governo do estado de Rondônia e os urbanitários no comando da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia –Caerd, que vem desde a gestão do então governador José Bianco em 99 e por Ivo Cassol desde 2003. Graças a esta parceria foi possível tirar a autarquia do caos provocado por gestões que sucatearam aquela companhia.

 

Não engoliu

A bancada oposicionista ao prefeito Roberto Sobrinho na Câmara de Vereadores de Porto Velho, mais o ex-presidente da Casa José Hermínio (PT)não engoliram o reajuste de tarifas de ônibus na capital. Juntos, pretendem liderar movimento, unindo-se a estudantes e trabalhadores, para protestar contra a iniciativa. Para eles, Itamar da Cut, o novo titular da SEMTRAM “traiu os trabalhadores”.

 

Do Cotidiano

Trabalhadores estrangeiros

O Brasil, tão cheio de braços e talentos, além de criar empregos lá fora com o Real sobrevalorizado, como se não bastasse estar importando engenheiros e exibindo uma crescente escassez de professores, agora começou a importar mão-de-obra chinesa. Não para pegar no batente e ganhar salários arrochados, mas apenas para falar. Ou, mais especificamente, para traduzir aos seus compatriotas endinheirados os recados dos monoglotas empresários brasileiros.

Esse quadro, que não combina com um desenvolvimento acelerado, é fruto de um quarto de século de ditadura somado a mais um quarto de século de uma democracia que praticamente não saiu do papel. O ensino, a infraestrutura nacional e a formação de mão-de-obra se perderam em práticas de governo autoritárias e descoladas das necessidades populares.

A consultora catarinense Giovana Tensini de Aguiar, especialista em desenvolvimento humano e gestão organizacional, aconselha os brasileiros que entram no mercado de trabalho a se policiar para garantir empregos que podem ser oferecidos a trabalhadores estrangeiros por descuido na preparação recebida, por erros das empresas no aproveitamento da mão-de-obra ou por erros próprios dos trabalhadores na condução de seus ofícios que podem, no limite, levar à demissão.

“Entre as causas de demissões que abordamos, muitas delas poderiam ter sido evitadas se houvesse um acompanhamento da empresa nos primeiros períodos do funcionário”, diz Giovana. “O processo de seleção bem feito, somado a um acompanhamento eficaz podem evitar muitos transtornos para a empresa e para o profissional”, diz ela.

 Foi assim que ela chegou a um roteiro de sete problemas que levam um funcionário a ser dispensado: os aspectos comportamentais podem ser decisivos para a decisão do empregador de demitir um funcionário.

“Emprego tem prazo de validade. Se você acorda todos os dias e pensa que não gostaria de ter que acordar para ir até o seu emprego, seus superiores vão perceber isso”, afirma Giovana. Ela diz que isso pode ter vários motivos, desde desvalorização até a ausência de novos desafios, mas deve partir do colaborador mostrar interesse em ser desafiado.

 

Via Direta

*** Nos próximos dias o governador Confúcio Moura convoca a ALE-RO para aprovação de projetos emergenciais *** O vice governador Airton Gurgacz (PDT) tem acompanhado Confúcio em todos os eventos ***No Congresso Nacional a crise entre o PT e o PMDB na disputa de cargos já preocupa a presidente Dilma Roussef *** A pendenga pode prejudicar a eleição de ungidos palacianos nas presidências da Câmara Federal e Senado.

 

 Gente de Opinião

Fonte: Carlos Sperança - csperanca@enter-net.com.br
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