Quinta-feira, 26 de novembro de 2015 - 15h40
O início do inverno amazônico, em outubro, é marcado pelas fortes chuvas na capital, que influenciam diretamente na temperatura e ameniza a sensação de calor. Especialistas apontam que o volume de chuva e as altas temperaturas estão bem atípicos para este período do ano e que esta variabilidade do clima está diretamente ligada a atuação do El Niño. De acordo com dados do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), a temperatura no estado de Rondônia está em média dois graus acima do esperado para o período de novembro e as chuvas estão abaixo do normal.
Esta mudança que está ocorrendo em Porto Velho não é característica dessa época do ano, explicou Rafael Rodrigues da Franca, professor doutor do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Rondônia (Unir). “Está acontecendo no mundo todo, no El Niño ocorre um aquecimento das águas do oceano pacífico, na costa leste da América do Sul, próximo a Linha do Equador e tem consequência no clima global”, ressaltou Rafael. Segundo ele, esse fenômeno ocorre no período médio entre 5 em 5 a 7 em 7 anos.
A região amazônica, incluindo Porto Velho, já passou por outros momentos de seca como esse agora nos anos de 2005 e 2010 “isso não significa que o clima alterou que todos os invernos serão assim, pode ser que ano que vem tudo volte a normalidade”, afirmou o professor. O aquecimento do oceano não tem ainda uma resposta científica “eles acreditam que o que faz aquecer pode ser o vulcanismo no fundo do mar, se algum vulcão entra em atividade”, disse Franca.

O guarda-chuva é um aliado
na hora do sol ou da chuva
O Sipam também ratificou a informação da atuação do El Niño em 2005 “pode-se comparar ao ano de 2005, quando o El Niño não era tão forte, mas tinha também aquecimento na área do Atlântico Norte, no Mar do Caribe, e influenciava a nossa região com esse ligeiro aumento na média da temperatura e ligeira redução no volume de chuvas”, divulgou em nota.
Chuva ameniza a sensação de calor
A chuva ajuda a amenizar a sensação de calor “o fato de não ter nuvem, a radiação ultravioleta está altíssima, a insolação está máxima, sem nuvens a temperatura dispara”, afirmou o professor. O fenômeno El Niño deve durar até meados de abril e maio de 2016 “a previsão é que até o final do ano fique mais forte e depois enfraqueça e entre na normalidade”, explicou Rafael.Ainda segundo o professor, o El Niño deixa o ar quente e seco em quase toda a região Norte e parte da Centro-Oeste, incluindo os Estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Mato Groso “perturbando a circulação atmosférica, o fluxo se desorganiza, onde era para chover não chove e isso repercute também nos oceanos”, relatou ele.
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Fonte: Por Ariadny Medeiros Diário da Amazônia
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