Sábado, 30 de junho de 2018 - 20h03
As cidades-jardins
A Amazônia é um universo a usufruir. Sem a intolerância do Sudeste, revelada pela campanha contra os incentivos à exploração adequada das riquezas da região, ela vai se desenvolver sustentavelmente, trazendo vantagens para a nação.
Já se sabe que no distante passado, antes dos europeus, havia aqui uma grande população, descartando teoria de que havia um vazio populacional.
O antropólogo Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida, afirma que os povos pré-cabralinos viviam em “cidades-jardins”, uma arquitetura “com aglomerados representando pequenas entidades políticas independentes dentro de um sistema igualitário de poder regional”.
Como explicou o pesquisador da revista Science, um traço da cidade-jardim era a ótima integração dos habitantes com os recursos da floresta, que não seria mantida intacta como algo sagrado, mas manejada para garantir o sustento de seus povos.
O que teria afugentado tanta gente e destruiu aquela civilização? Atribuir a mudança à chegada dos europeus é o óbvio com as matanças.
Com base na democracia e no debate respeitoso, resgatar a idéia da cidade-jardim humana e justa requer atitudes capazes de vencer as incompreensões das campanhas antiamazônicas.

Regionais
O presidente estadual do PDT, senador Acir Gurgacz
participou ontem de encontros regionais do PT e do PSB, partidos
alinhados a sua aliança para a disputa do governo do estado. O PSB terá o
ex-prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires postulando o Senado e o PT
contará para a disputa a ex-senadora Fátima Cleide. As negociações
seguem até as convenções que começam dia 20.
Corrida maluca
Como numa corrida maluca alguns candidatos ao governo de Rondônia vão tombando pelo caminho. Até um dos mais importantes deles, o senador Ivo Cassol (PP) foi obrigado a recuar diante da condenação e do cumprimento de pena alternativa imposta pela justiça. Acredita-se que outros nomes ainda vão desistir do pleito de outubro tendo em vista os entendimentos nos bastidores.
A natalidade
Impressiona a explosão de natalidade de urubus em Porto Velho, mostrando que a limpeza pública precisa melhorar muito ainda na capital. Ao final da feira semanal no bairro São Cristovão, testemunhei dezenas das aves de rapina traçando o lixo deixado pelos feirantes as margens de um canal de esgoto na Av. Guanabara. E na região portuária segue uma baita infestação de pombos.
A cordialidade
Neste estágio de pré-campanha nos anos anteriores o pau já estava cantando entre os possíveis candidatos ao governo de Rondônia. No entanto, nesta temporada eles se tratam com a maior cordialidade possível, quase pulando cirandinha juntos. Explica-se tanta cortesia entre eles: uns ainda esperam apoio dos outros numa grande aliança.
Poeira e fumaça
A poeira, a fumaça e a falta de água em alguns bairros dominam o cenário neste verão na capital causando alergias e tantas outras doenças respiratórias típicas da época, atingindo principalmente crianças e idosos. Com o sol escaldante na cuca e a temperatura passando facilmente dos 35 graus, as queimadas se espraiam pelas rodovias causando acidentes. Todo o cuidado é pouco torcida brasileira.
Via Direta
*** Esperada com grande expectativa, a Usina hidrelétrica de Tabajara em Machadinho do Oeste está ameaçada por entraves do Ibama *** Justamente no momento em que se anuncia a implantação dos canteiros de obras da barragem para o próximo mês de agosto *** O deputado estadual Só na Bença (MDB-Primavera) deve fazer dobradinha a federal com o ex-vereador Agnaldo Nepomuceno em Porto Velho *** A entrega do viaduto da Campos Sales foi chutado para o dia 4 – e sem políticos!
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