Sexta-feira, 5 de junho de 2026 - 07h55

Municípios
que não arrecadam o suficiente para os gastos obrigatórios ou que apresentam
baixa qualidade de vida deveriam ser extintos ou socorridos? A primeira
hipótese causaria transtornos e a segunda leva a novas questões: haverá
dinheiro para tanto socorro? De onde ele virá? Será fácil tirar de onde está
para novos destinos? Como será feita a distribuição dos recursos?
A
triste verdade é que a Amazônia tem algumas das cidades com pior qualidade de
vida e municípios cuja arrecadação não supre as necessidades dos cidadãos, além
de acumular dívidas. É uma situação difícil, mas já que ninguém quer acabar com
os municípios, é um quadro que precisa ser encarado com viés resolutivo. O que
leva a uma nova e séria questão: como?
Para
responder a tudo é preciso, logo de saída, observar que não é uma realidade
estritamente amazônica. Muitos – perto de 40% – dos 5.569 municípios
brasileiros têm baixa capacidade fiscal e administrativa e não movem uma palha
nem compram um alfinete sem ajuda da União e dos estados.
Preocupa
é que alguns dos mais sofridos se encontram de fato na Amazônia. Considerando a
dificuldade para incorporar os municípios em pior situação a grandes vizinhos
restaria só uma hipótese razoável: mantê-los sob distritos estaduais, sem perda
de nome ou identidade, mas com administração mais barata. O que novamente traz
a questão elementar: como fazer?
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Câmara de baixarias
Ao
invés de fiscalizar os atos do Poder Executivo e atender as demandas da população,
a Câmara Municipal de Porto Velho se transformou num parlamento de baixarias,
com vereadores se estapeando com adversários de quando em quando. Urge uma
renovação nos quadros daquela casa de leis, de onde despontam 17 candidatos a
deputado estadual. Imaginem que espécie de representação política se os edis da
capital chegaram ao parlamento estadual. O legislativo mirim tem tradição em
baixarias e a coisa bem de longe, desde a década de 80. Lembram da então
vereadora Raquel Cândido?
A disparidade
Nem
precisa pesquisar muito. É enorme a disparidade entre os resultados das pesquisas atinentes as
eleições ao governo do estado em outubro já divulgadas pelos institutos de
sondagens eleitorais em Rondônia. Existem resultados para todos os credos.
Infelizmente temos uma tradição em Rondônia em fraudar pesquisas tentando influenciar
o eleitorado. A coisa não deve dar muito resultado pois temos constatado
favoritos nas pesquisas tubularem gloriosamente nas urnas. Porto Velho está
habituada a candidatos saírem na rabeira e ganhar de virada, como Roberto
Sobrinho, Hildon Chaves e o próprio atual prefeito Leo Moraes.
A confirmação
Num
ato inexpressivo, com uma nominata de candidatos a Assembleia Legislativa
sofrível e uma relação de postulantes à Câmara dos Deputados insignificante o
MDB de Rondônia lançou a candidatura do professor universitário Pedro Adib ao
governo de Rondônia. Com estes dados estarrecedores me perguntaram porque considero
Abib uma possível surpresa nas eleições de outubro. Primeiramente porque o MDB
tem estrutura e recursos e está acostumado a grandes viradas no estado. Foi o partido
que mais emplacou governadores. Descontando Bengala, em 86, que político
expressivo partido elegeu? Nem Raupp, tampouco Confúcio eram favoritos quando
disputaram o então Palácio Presidente Vargas. Ganharam tudo de vira-vira.
Lideranças emergentes
Lideranças
emergentes em Porto Velho, como Célio Lopes e Euma Tourinho, a vice-prefeita
Magna, além de nomes do porte de Joliane Fúria (Cacoal) vão medir forças com os
atuais deputados estaduais e federais nas eleições de 2026.Como existem fortes
indícios de grandes renovações nos parlamentos estadual e federal, que os
atuais deputados fiquem desde já com os cabelos em pé. Mesmo porque a Câmara de
Vereadores da capital geralmente assegura dois vereadores na casa de leis
estadual. Marcio Pacele e Elis Regina são dois nomes bem cotados na temporada.
Ciro na cabeça
O
ex-ministro Ciro Gomes que desistiu de disputar a presidência da República
largou bem na peleja pelo governo do Ceará num estado onde o PT tem evidenciado
muitas lideranças, desde prefeitos e governadores eleitos. Por lá, Ciro Gomes
tem apoio até dos bolsonaristas, que ele rejeitava até pouco tempo. Deverá fazer
dobradinha no estado a presidência, com o deputado federal Aécio Neves, ex-governador
e ex-senador por Minas Geais, liderança exponencial dos tucanos na temporada.
Sendo eleito, Ciro começa o processo de ressurreição política depois de
derrotas seguidas.
Via Direta
*** Como o ex-senador Acir Gurgacz está
habituado a emplacar deputados federais em todas as eleições em Rondônia, como
já foram os casos de Marcos Rogério e Silvia Cristina, a bola da vez em 2026 é
o candidato Célio Lopes, de Porto Velho *** De licença na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Laerte Gomes se movimenta
nos bastidores para garantir a façanha mais uma vez de ser o parlamentar
estadual mais votado no estado *** Com a
postulação da deputada Silvia Cristina aso Senado, a disputa de uma cadeira a
Câmara Federal por Ji-Paraná ficou aberta para o ex-prefeito Jesualdo Pires que
já está correndo o estado.
Sexta-feira, 5 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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