Quarta-feira, 1 de junho de 2016 - 22h10
Feito sob medida
A extinção pelo atual governo Michel Temer da Controladoria Geral da União-CGU que fiscalizava com eficiência as municipalidades e a classe política em geral e sua transformação num Ministério com mais força, na pasta da Transparência, Fiscalização e Gestão era uma esperança para os brasileiros no tocante a moralização da coisa pública. No entanto, o que se pretendia ao nomear o ministro Fabiano Silveira eram transparência e fiscalização às avessas.
O Ministério tinha sido criado pelo PMDB e partidos associados para empacar a Operação Lava Jato no que também seriam beneficiados os petistas, já que estão todos no mesmo barco. Como se viu, descoberta a trama o ministro se viu na contingência de deixar o cargo.
Ficou clara a má intenção do novo governo. Descobriu-se que Fabiano advogava a causa de políticos envolvidos com as investigações da Policia Federal. Era uma raposa colocada no galinheiro, que felizmente foi identificada a tempo e colocada para fora.
Péssimo hábito
Entre os péssimos hábitos existentes na política rondoniense existe aquele de espalhar boatos a respeito do falecimento de lideranças políticas ou de responsabilizar governadores de plantão por crimes hediondos, numa irresponsabilidade tremenda.
Ainda na primeira gestão do prefeito Francisco Chiquilito Erse, no auge da sua popularidade, ele foi vitima destes boatos, mesmo em pleno gozo da saúde, vivinho da silva. Ele só viria a falecer na segunda gestão, três anos depois. A coisa foi longe em algumas igrejas locais religiosos chegaram a rezar por sua alma.
Quem não lembra do vodu praticado contra o então prefeito Roberto Sobrinho nas escadarias do Palácio Tancredo Neves, com a cabeça de bode preto e tudo mais, numa autêntica missa negra? Orações de amigos abençoaram Sobrinho, mas de tanto ser voduzado pelos adversários, acabou a gestão envolvido em escândalos.
A mais recente vitima de boatos foi o ex-senador e ex-ministro Amir Lando, cuja morte chegou a ser anunciada até nas redes sociais no último final de semana, o que foi prontamente desmentido por amigo se parentes.
Os adiamentos
Numa sucessão de adiamentos, com as mais variadas justificativas, a conclusão dos viadutos em Porto Velho e a dragagem do Rio Madeira até o Rio Amazonas penaliza a nossa mobilidade urbana e a viabilização deste importante corredor de exportação que é a Hidrovia do Madeira.
A crise ameaça também outras obras importantes para Rondônia como a ponte binacional em Guajará Mirim, ligando o Brasil a Bolívia, sobre o Rio Mamoré e a Usina Hidrelétrica de Tabajara cuja barragem será erguida no município de Machadinho do Oeste, na região do Vale do Jamari.
Obras como os viadutos de Porto Velho se transformaram em novelas longas e desgastantes para o ex-prefeito Roberto Sobrinho e o atual Mauro Nazif que ao puxar para si a responsabilidade se enrolou, se deu mal e devolveu tudo para o Dnitt novamente. De outro lado, a dragagem do Rio Madeira tem sido anunciada desde a enchente histórica e até chegou a ter edital de licitação em andamento. Infelizmente tudo voltou para a estaca zero. Cabe a bancada federal se unir e cobrar os compromissos nas esferas federais.
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