Sábado, 3 de julho de 2010 - 07h10
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As grandes pelejas
Desde a criação do estado e as primeiras eleições gerais que a capital e o interior de Rondônia medem forças no campo político. Além da predominância interiorana, na eleição de mais governadores, ela se dá também, na eleição de mais senadores, deputados estaduais e até de presidentes da Assembléia Legislativa.
Competentes, os políticos caipiras, além de se manterem fortes em suas bases, acabam com o tempo firmando redutos também na capital, como foram os casos de Bianco, Raupp, Cassol, Acir, Confúcio, Expedito etc.
Com a força da maioria dos eleitores, o interior tem emplacado a maioria dos presidentes da Assembléia Legislativa. A rigor, apenas Oswaldo Piana e Amizael Silva, conseguiram a proeza de faturar o cobiçado cargo no parlamento estadual. Sidney Guerra (Jaru), Marcos Donadon (Vilhena), Silvernani Santos (Jaru), Natanael Silva (Ariquemes), Carlão de Oliveira (Alta Floresta), e atualmente Neodi Carlos (Machadinho do Oeste) representam o poderio na roça.
A maioria dos senadores eleitos, desde 82, galga Brasília através do interior. Claudionor Roriz, Galvão Modesto, Ronaldo Aragão, José Bianco, Ernandes Amorim, Expedito Junior, Valdir Raupp e Acir Gurgcz.
Na Assembléia Legislativa a disparidade é enorme. Mesmo com seus quase 280 mil eleitores, a capital conta com apenas cinco representantes, sendo os 19 restantes, todos com bases interioranas. O que chama atenção municípios pequenos garantindo representatividade nos últimos pleitos, casos de Ministro Andreazza, Cerejeiras, Presidente Médici, Alta Floresta, mais recentemente Machadinho do Oeste, Montenegro, Urupá e São Miguel do Guaporé.
A capital tem raras vitórias contra o interior. Numa delas, aconteceu na grande “Batalha do Rio Madeira”: Nos idos 80 o governador Jerônimo Santana, queria se transformar num JK amazônico e mudar a capital de Porto Velho e construir uma nova capital do interior. Graças às articulações de Amizael Silva, com o apoio de Silvernani Santos, que a coisa não vingou. No mais, os políticos da capital não têm derrotado os interioranos nem em campeonatos de cuspe a distância há duas décadas...
Fonte: Carlos Sperança.
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